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A memória da alma bruta

Quando Jean Dubuffet declarou que ele próprio era o único pintor do mundo a pintar como todo o mundo, os críticos exultaram ironicamente e escarneceram da sua pintura “infantil”, considerando-a, uma vez mais, inútil para a sociedade e totalmente distante da arte de qualidade de que as galerias precisavam.
No entanto, como todos os artistas de profundidade autêntica do Século XX, a obra deste criador torrencial tornou-se uma lição a médio prazo.
A sua Arte Bruta é um pedaço de lama atirada à cara do comércio e da exteriorização mediática fácil que se instalou de armas e bagagens no mundo das galerias de arte contemporânea.
De facto, não só Dubuffet defende valores essenciais de humanismo óbvio mas totalmente esquecido (a valorização da arte das crianças e dos loucos como algo de extremamente pedagógico a nível social e cultural), como também se tornou a cartilha de vários movimentos artísticos após a sua criação.
A arte pobre, a arte naif, e até o expressionismo abstracto devem algo d…

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