O Pensamento é Livre ou NÃO EXISTE

Segunda-feira, Maio 02, 2011

SE ISTO É UM HOMEM

I

A religião tem a ver com escolhas. Escolhas, não do divino, mas do humano, que busca representações íntimas, quase directas de si próprio, num espelho demasiadas vezes demasiado opaco. Não existem coincidências, neste jogo simples. Nem o simbólico, cujas interpretações são sempre demasiado ambíguas para serem escolhidas como sendo as únicas regras deste jogo, “salvam” a aparente coerência desta aparente verdade absoluta. Um jogo compreensível, previsível, emocionalmente recompensador, para todos o poderem jogar, num tabuleiro global.

E foi neste contexto – social mas sobretudo do humano - que surgiram as escolhas – óbvias – e as regras – também elas óbvias – do homem- tornado- divino.

Era necessário escolher um ser divino – espelho do homem: escolheu-se o antropomorfismo, essa gradual aproximação ao Deus “perfeito”, com emoções humanas básicas.

Era necessário que o Império Romano escolhesse a religião certa para dominar, além das rotas comerciais do Mediterrâneo, as mentes e almas das gentes desse mesmo Império: e o Cristianismo cumpriu o seu papel – após alguns óbvios erros de “casting”.

Era necessário “dividir para reinar”: e “inventou-se” essa Trindade- “Tríade”, que lança poeira aos olhos desses humanos que domina, e domina-os pela doce ilusão de que são religiões diferentes quando são, na realidade, baseadas no mesmo conceito monoteísta e pessoal. Judaísmo versus Cristianismo, versus Islão: três opções profundamente iguais…

Foi necessário construir o homem fragmentado”: e “fez-se luz”, ao separar a natureza que há no homem, para endeusar esse mesmo homem, ou a sua cultura, e ainda a sua postura arrogante de Deus- ele- próprio.

E havia também a necessidade de escolher a linha de pensamento do Deus único, a mesma linha que suporta a ideia de que o domínio do patriarcal sobre o feminino no divino é algo de adquirido, de racional.

Não o é. Longe disso. Mas quem fez estas escolhas “por nós”, já o sabia. Sabia-o muito, muito bem.

E fez as escolhas “certas” para sustentar um Deus personalizado, fato feito à medida, um Deus que é afinal uma grande, uma enormíssima impostura intelectual.



II

Ousemos, portanto, e perante estas evidências, pensar diferente, sentir diferente, e começar, finalmente e sobretudo, a traçar um rumo diferente para a nossa vida intelectual e emotiva.

Para que a religião “oficial” possa vender o seu “peixe”, é necessário um dado de base: o medo. Ora, ao existir separado da sua própria natureza, num castelo cultural pretensamente inexpugnável, o homem vive obcecado pelo medo da sua morte física.

A religião, sabendo isto, vende então o perdão divino a “preço de saldo” a um homem em rotura com o seu passado, essa infância mal sanada, um homem que procura um Deus personalizável e um Paraíso além da morte. Ora, tanto o Cristianismo como o Islão “vendem” esse produto, essa “nova droga”, esse sonho finalmente alcançável.

Lembremo-nos das palavras de Ortega e Gasset: “O homem é o homem e as suas circunstâncias”.


Para preparar o terreno à mentira perfeita, há que utilizar mistificações, ou seja, meias- verdades.


A 1ª mistificação é a passagem do monismo ao monoteísmo: de uma perspectiva do divino ligado directamente às forças da natureza (chuva, sol, tempestades) passa-se para o culto do Deus único. Karl- Heinz Ohlig reconhece até que o monismo tem a seu favor a vantagem racional, mas o problema – digo eu - é que o monoteísmo permite outros “voos” à religião dos sacerdotes- burocratas...

É desejável a união das duas opções? – é, sim senhor, refere Ohlig; no entanto, nunca existiu historicamente tal união: ou domina um, ou o outro. Já o monoteísmo traz consigo a “armadilha invisível” da massificação, uma vez que representa actualmente a religião de cerca de metade da população mundial. Diga-se ainda que as religiões têm todas a sua origem em indivíduos.

Dá-se uma certa evolução do divino- natureza ao Deus- pai castigador, verificando-se também uma substituição dos deuses por um Deus único egoísta e “ciumento” (Javé dixit): do Xamanismo, Budismo e de certo modo paganismo para a extraordinária personificação do divino: Javé no Judaísmo; Pai de Jesus Cristo, no Cristianismo e Alá no Islão.


Passemos agora à 2ª mistificação: o antropomorfismo, ou seja, o Deus feito à imagem do homem.

Os seres humanos pré- históricos ainda não veneravam deuses, mas sim forças objectivas, associadas em grande parte à Terra, pensada sobretudo como uma realidade feminina. Esta mentalidade arcaica prolongou-se, provavelmente, até à veneração do feminino nas religiões mundiais. Por volta de meados do 1º milénio a.c., ocorreram rupturas profundas que colocaram o ser humano individual no centro da questão religiosa, reforçando assim a evolução para o antropomorfismo dos deuses.

Tal como no cinema e publicidade a imagem é acelerada para condicionar as respostas emotivas e sensoriais de um humano no limite de si mesmo, talvez nunca se venha a saber se este processo do ênfase no antropomorfismo é imposto “administrativamente” por políticos com uma visão de largo horizonte, ou se a evolução psicológica do próprio homem o impõe de uma forma “natural”.


A 3ª mistificação tem a ver com a instrumentalização política da religião.

A habitual e cínica crítica ocidental ao Islão – acusando-o implicitamente de instrumentalização política da religião – tem bastante piada, pois sabe-se que o Império Romano fez exactamente o mesmo, apostando num Cristianismo ainda “criança” para sarar as feridas e unir o Império, após séculos de perseguições e assassínios de milhares de cristãos. Em que lado está então essa hipocrisia?

A ideia do Ocidente neutral e com as “mãos limpas” está muito mal contada, de facto...

Ora esta aposta de alto risco tem a sua razão de ser: as religiões monoteístas apresentam uma radicalização da noção de um Deus único, absoluto e quase pessoal. O fracasso da política religiosa do Imperador Juliano Apóstata – que quis transformar o neoplatonismo na ideologia de estado em vez do Cristianismo – era inevitável; a era do politeísmo tinha passado e o futuro pertencia ao Cristianismo. Vemos desta forma o inimigo de ontem a tornar-se rapidamente no amigo de amanhã, a bem de uma unificação mais efectiva de um Império que inúmeras vezes ameaçou ruir, sob os olhos atónitos de gerações e gerações, que habitavam à volta do mítico Mediterrâneo.

A política lava assim a sua alma numa religião domesticada à pressa e à medida dos objectivos de longo fôlego de políticos astutos, que utilizariam absolutamente tudo para salvar o seu próprio poder, ante adversários que também fariam de tudo para lhes usurpar esse mesmo poder. Não é apenas o poder espiritual que se baseia nas ideias de fertilidade, bênção, ancestralidade e espíritos auxiliares; também o poder político utiliza estas ideias para controlar as acções das pessoas.

No que diz respeito a Jesus Cristo, não terá a sua interpretação de Deus- pai sido a peça que faltava no puzzle religioso e político da sociedade da altura? Lembremo-nos de que todas as situações dos profetas relacionadas com a natureza (provocar chuva, dividir as águas , etc) têm a ver directamente com o xamanismo, não com Deus(es) personificados. Ao fazer-se anunciar como o profeta que vinha para “completar a Tora” e não para contestá-la, ganhou a passadeira vermelha estendida por João Baptista, e “colou-se” à tradição judaica, para obter juros políticos, sem dúvida. Esta tentativa de assumir a profecia religiosa do “Rei dos Judeus”, tem também o seu quê de vontade política de unificação. Jesus Cristo tornou-se uma força poderosa – mas mais importante depois da morte, “tradição” logo seguida pela resposta da sociedade aos heróis da Ate Moderna, pós- Impressionismo…

Neste contexto, distingamos ainda o papel do indivíduo que se torna representante dos espíritos nas comunidades onde impera o xamanismo, das tarefas mais institucionais ocupadas pelos intitulados sacerdotes, na maioria das religiões existentes nos nossos dias.

O xamã é o curandeiro e o feiticeiro, humano e animal, macho e fêmea. O ou a xamã tem uma natureza dupla, humana e divina, já que encarna os espíritos no próprio corpo.

Já um sacerdote é totalmente diferente, na medida em que personalizar Alá, Jeová e o Espírito Santo é inconcebível e até blasfemo. Os sacerdotes representam apenas uma “rotinização” da função xamânica. Os próprios deuses terão sido xamãs antigos, que aumentaram de importância após as suas mortes.

Enquanto os profetas e outros místicos com experiência directa de Deus são vulgarmente de importância crucial na fase inicial de uma religião mundial, já nos últimos estágios passam a constituir um desafio perigoso à autoridade constituída.

Entre um xamanismo demasiado ingénuo e sem “estruturas administrativas”, será que a burocracia de sacerdotes sem fé nem capazes das tão essenciais visões místicas é um “remédio” melhor? Duvidamos... Deu-se um desenvolvimento temporal desde a visão pessoal do profeta, para uma estrutura de poder burocrática, muitas vezes corrupta e até pedófila de sacerdotes pouco crentes, que beatificam tudo o que mexa à sua volta – mas apenas após a sua morte...


A próxima mistificação é um “clássico” de todos os tempos: a estratégia do “dividir para reinar”. Os americanos, para só citar o exemplo mais actual e mais evidente, utilizam-na há décadas para dominar o mundo. Utiliza-se hoje como ontem, e será sempre assim.

Ohlig “admite” que o Cristianismo e o Islão nascem do Judaísmo.

A afirmação da relevância absoluta do particular não tornou fácil ao Judaísmo, e mais tarde ao Cristianismo e ao Islão, tolerar outras religiões, cuja diferença era sempre entendida como contestação, não sendo assim tão fácil perceber e reconhecer aquilo que estas religiões tinham em comum.

O Cristianismo surgiu a partir da religião judaica e assume esta origem também no reconhecimento do carácter normativo da Bíblia judaica, do Primeiro ao Antigo Testamento.

Já no Islão, o anúncio do profeta aparece numa grande parte do Corão como uma corroboração da revelação, ocorrida anteriormente no Judaísmo e no Cristianismo, da “Escritura”, e o Islão é encarado como a fé na revelação presente nesta Escritura. Foi necessário algum tempo para que o Islão se começasse a compreender como uma religião autónoma. O Islão anuncia muito claramente o poder único de Alá. Portanto, o Islão apresenta uma opção religiosa cuja estrutura é semelhante à do Judaísmo e do Cristianismo.

Todas as 3 opções se baseiam no monoteísmo, no Deus único. Ao ouvirmos que “Eu sou Javé, o único Deus; não terás outros deuses pois eu sou ciumento”, e outras coisas que tais, reconhecemos imediatamente os seus dois “filhos”: mas, se Alá é grande e único Deus, e se o pai de Cristo é também o Deus único, das duas, uma: ou dois destes estão errados, ou todos eles mentem e não existe nenhum Deus único!!

Ao apostar nesta “Trindade- Tríade”, os grandes senhores da política e da economia esqueceram-se de um único pormenor: a plausibilidade! A lógica é sempre algo mais do que uma batata!

Já para não falar do paradigma geográfico que nos ensinam na escola: o Médio Oriente não é nem a região do mundo mais complexa nem a mais antiga, a nível religioso. Neste assunto fulcral, há que reconhecer a validade de um “novo” paradigma do divino: em termos religiosos, a Ásia meridional é (e não o Médio Oriente) a região mais complexa do mundo, pátria das antigas religiões do Budismo, hinduísmo, confucionismo, tauismo e xintoismo, bem como de formas de há muito estabelecidas e localmente adaptadas do islamismo e cristianismo.


A 5ª (e última?) mistificação baseia-se num corte umbilical entre o homem e a natureza. Para “construir” um homem desconstruído, fragmentado, parcial (e apenas parcialmente racional), a revolução industrial assentou que nem uma luva num ambiente citadino opressivo, cruel, massificador de almas, que isola o ser humano numa redoma de paredes, de janelas opacas, de micro- ambientes formais e assépticos, onde cada um é também apenas mais um refém do betão e do cimento. Sem horizontes de futuro, nem memórias do passado, o homem actual vive em eterna luta de personalização do real e de codificação da ambiguidade comunicacional.



III

Chegados a este ponto, esclarecidas e nomeadas as 5 mistificações, é agora tempo de compreender o porquê de todas elas, uma por uma: o sonho que as religiões vendem é sempre, sempre o mesmo, seja em 2010 ou 5 séculos antes ou depois: anuncia-se aos 4 ventos a superação religiosa- intemporal- da morte.

Ao criar o “limbo” nos cemitérios, o Cristianismo burocrático sabia muito bem brandir o chicote sobre as populações. Hoje já ninguém se lembra disso, e o que ficou foi o sonho- ele- próprio: o Paraíso é oferecido, tanto pelo Cristianismo, como pelo Islão, diminuindo a ansiedade natural do homem e permitindo-lhe viver o dia- a- dia sem angústias existenciais indesejáveis à sua produtividade. Ou seja o remédio funciona como deve funcionar para o homem- máquina se poder “encaixar” na fábrica de qualquer coisa, tal como a sociedade globalizada sempre desejou. A actual crise global veio apenas permitir aos empresários a concretização dos seus próprio e mais loucos sonhos… Nunca houve tanto desemprego, nem nunca existiram tantos milionários…

Já a superação do caos inicial – do início do cosmos, do início do simbólico e da Linguagem - parece também enquadrar-se numa lógica idêntica. Ohlig diz mesmo que “O homem é o único animal que sabe que tem de morrer” – será este o melhor conceito de cultura que é possível formular? Provavelmente, até é...


E desembocamos aqui, nesta resposta sempre reformulável, perto da alma do homem, junto às suas emoções mais íntimas, plenos da consciência de que é o xamanismo o único pilar ainda de pé. Um pilar ancestral, que continua a servir de abrigo quando o ser já não é humano mas ainda recorre a esta sabedoria após todos os outros Deuses- intermediários de coisa nenhuma falharem.

É hoje unânime – pelo menos entre os antropólogos mais sérios – que o xamanismo é a origem de todo o conceito religioso, assumindo-se como a religião humana original e primordial. Há realmente semelhanças espantosas entre as ideias e as práticas xamânicas de regiões geograficamente distantes, bem como são inúmeros os casos em que as religiões que surgiram mais tarde copiam e integram em si mesmas características do xamanismo, a começar no Budismo e por aí adiante.

As descobertas paleolíticas do século XX abriram o caminho a interpretações que tornaram o xamã a figura principal na busca das origens da religião. Desde La Barre a Eliade ou Vitebsky, as opiniões fundamentais (e) fundamentadas são unânimes.

É óbvio que será o xamanismo a prevalecer, no fim dos tempos, e a unir esses irmãos irresponsáveis desavindos chamados Cristianismo e Islão; afinal, só um pai – ou uma mãe tem esse poder. O Judaísmo é um parente muito, muito afastado, e as opiniões de alguns papas são no mínimo discutíveis... É um facto. E contra factos, como se costuma dizer, não há argumentos.

Há uma necessidade imperiosa de centralização, centralização essa impossível de realizar por um Cristianismo demasiado atolado em escândalos ou por um Islão finalmente autónomo mas demasiado conotado com extremismos.

A estrutura teórica do xamanismo é sólida, e o xamã aparece-nos hoje em dia como o genuíno representante de uma forma religiosa não adulterada, profunda e profundamente inspiradora. Deve procurar-se no xamã – e na sua personalidade extremamente complexa e completa – as grandes e estruturais questões a que a religião sempre procurou dar resposta.

O xamã liga entre si áreas como a religião, a psicologia, a medicina e a teologia, que, na literatura ocidental, se encontram separadas. Através das suas experiências individuais, os meios do xamã são psicológicos, mas os fins são sociológicos, para sarar e manter a comunidade. À luz de algumas ideias sobre o afastamento entre a terra e o céu, o próprio Cristo pode ser considerado como uma espécie de xamã, quando viaja entre a terra e o céu, para assim conseguir a salvação moral da humanidade. Numa narrativa do século XIII, Marco Pólo conta que os xamãs conseguiam levantar tempestades.

A força mental do xamã deriva de uma experiência expandida de distúrbio mental. Em último caso, é a sociedade que distingue entre o comportamento do xamã e o do esquizofrénico ou do psicótico: um transforma-se em herói e o outro em paciente de um hospital. O transe de um xamã (intimamente ligado ao êxtase), contrariamente ao de uma pessoa possessa, é altamente controlado. A opinião de Lommel (1960) sobre a perturbação mental do xamã do Paleolítico como estímulo necessário para a criatividade artística veio transformar o patológico e ineficaz xamã do passado um criador cheio de imaginação na “Nova Era”.

Por isso mesmo impõe-se agora a pergunta:

“- Quem és tu, Xamã?”

(e eu posso garantir que a resposta, seja ela qual for, será surpreendente…)

(P.S.: um Xamã é um conselheiro, NUNCA deverá tornar-se um líder "visível"; foi assim nas tribos índias e deve assim continuar a ser)

Sexta-feira, Janeiro 14, 2011

Nova pedagogia

"Os pedagogos que perceberam as falhas da escola nova denominaram o seu movimento de pedagogia institucional com o objectivo de tornar patente a intenção de apoiar-se nas instituições existentes e criar outras novas." - Michel Lobrot

"La liberté - pas l´anarchie" - A. S. Neill

As grandes correntes pedagógicas actuais.

O mito da educação "neutra" é insustentável: a simples transmissão de conhecimentos implica também a de uma ideologia subjacente.

O escândalo do Watergate, que levou à demissão do Presidente Nixon, assinala um clímax na crise de autoridade que abala as instituições do mundo ocidental.

A pedagogia nova, apesar de criticada pelos partidários dos sistemas clássicos e pelos ke consideram que ficou na metade do caminho, conseguiu, ao menos, eliminar o ambiente reprimido da escola tradicional.

Ensino da matemática moderna baseada no estudo dos conjuntos através de jogos. Uma das críticas que e fazem à nova pedagogia é o facto de que baseia a educação no jogo e no prazer.

As diferentes correntes da nova educação, em geral, coincidem em proteger e estimular a espontaneidade infantil.

A aplicação dos meios audiovisuais ao ensino oferece grandes possibilidades, mas apresenta o risco de transformar a criança num espectador passivo.

A pedagogia clássica separava radicalmente o trabalho e o jogo na escola com o objectivo de ensinar a criança a controlar os seus impulsos e a demilitar claramente ambas as actividades, além de impôr vocações tolas aos alunos.

"Decidimos, então, a minha mulher e eu, criar uma escola na qual concederíamos aos alunos a liberdade de expressão. Isto implicava renunciar a qualquer disciplina, direcção, indicação, moral pré- concebida e instrução religiosa, de que tipo fosse." - A. S. Neill

Cada civilização educa os jovens de acordo com uma escala de valores que está condicionada pela estrutura social, económica e política que lhe é própria.

Linguística e significação

"A exposição dos significados é, portanto, o ponto fraco do estudo da linguagem, e permanecerá assim até que o conhecimento humano se adiante muito além do seu estado actual." - L. Bloomfield

"O português deixou paio, marmelada ("pedi-lhes uma marmelada portuguesa", escreve Guevara), brinquinho "dixe". Durante a época das Áustrias, o português foi de bom tom em Espanha; damas e galãs gostavam de ter pronta uma citação de Camões para adornar a conversação, e o português era considerado protótipo do amante plaónico." - Rafael Lapesa

As expressões o sol sai e o sol se põe, falsas cientificamente, são reminiscências de antigas teorias.

Relação entre palavra e objecto - cada vez mais abstracta assim como o dinheiro - para complicar o ke sempre foi simples!!

"O, suprême Clairon plein de strideurs étranges,
Silences trasversés des Mondes et des Anges:
O l´Omega, rayon violet e Ses Yeux!" - Arthur Rimbaud

"- Que relação existe entre o som e a significação? - Uma relação estritamente arbitrária; nesta aribrariedade reside a originalidade da linguagem humana" (!!! ora aí está uma originalidade ke eu dispensava senhor doutor Mengele MArtinet!! ahahah)

"- Não terão prevalecido as vantagens práticas da linguagem fonética? No fundo existiam também outros sistemas possíveis; ter-se-ia ppodido partir das imagens, por exemplo. - Sim, prevaleceu o facto de, por exemplo, se poder falar no escuro" - já está! oora aqui está como se mente as populations! podia ter-se partido das imagens - protocolos dos sabios de sião - mas naum se partiu porque se queria armar e bem a ratoeira mental à humanidade!! tudo au contraire!! e portantos prontos!

Relação entre o latim e o "esperanto natural" - o inglês.

etc e tal etc e tal etc e tal!!

Quinta-feira, Janeiro 06, 2011

Psiquiatria e antipsiquiatria

"A aplicação da ciência médica, em nenhuma doença pode limitar-se à aplicação de fármacos [...] e muito menos nas doenças do sistema nervoso [...] As ocasiões para o tratamento do psíquico são constantes, e o material encontra-se na organização geral da instituição, a regulação das dietas, o exercício físico, as horas de descanso, as ocupações, as diversões, as roupas de vestir e o comportamento, elementos todos de ampla aplicação e de extrema importância. Estas coisas, bem organizadas, convertem-se em medicina geral." - John Conolly

As actividades recreativas - vulgo jogos - têm um poderoso alcance terapêutico.

"Um asilo. A palavra constitui um autêntico achado. Sugere a noção de refúgio, calma, paz. No entanto, oculta algo muito diferente: ruído e fúria, violência contra violência, alienação, absurdo. Um asilo de alienados. Quem são os alienados? Acaso são seres humanos? Não o são totalmente: são loucos. E o que é a loucura? Uma maneira de ver o mundo. Uma maneira diferente de ver as mesmas coisas! Uma alergia a tudo o que é "normal". Realmente intolerável! É intolerável dizer que a vida é intolerável! Por isso se aprisiona num asilo kem o diz! Por medo de contágio? Clara-mente." - Christian Delacampagne

O futuro da assistên cia psiquiátrica?

"Estamos a viver um momento em que se tende a complicar permanetemente a explicação dos factos. Produzem-se análises complicadíssimas - destinadas a grupos de elite - sobre situações simples, porque a complicação está ao serviço da confusão e esta, por sua vez, é uma arma de dominação."

A actividade pictórica realizada sob a influência do LSD é muito semelhante à que realizam alguns doentes esquizofrénicos.

Como grupo, propomo-nos documentar e denunciar a psiquiatria e os seus serviços em França, Portugal, Alemanha, Itália e Espanha, que formam um "mapa da vergonha" das estruturas psiquiátricas.

VERGONHA!!!!! VERGONHA!! Nãoum fui eu que escrevi!! Tá nos books!!

A família não é mais que o bode expiatório de uma situação.

Nada mais eficaz que outra pessoa para comunicar vida ao mundo que nos rodeia para - com um olhar, um gesto ou uma observação - saborear a realidade ke nos aloja." - Erwing Goffman

"Nunca se encontrou uma causa química para a condição chamada esquizofrenia. Em primeiro lugar, a esquizofrenia não é na realidade uma condição, mas sim um termo de invalidação pessoal e social. Isto relaciona-se com a origem do termo: antigamente dizia-se "demência precoce", conceito inventado para referir pessoas cujo comportamento parecia demonstrar sinais de uma crescente deterioração mental e física. Depois acharam que esta deterioração, na realidade, não se produzia necessariamente." - Joseph Berke

"O homem é um organismo prático que vive com uma multiplicidade de organismos semelhantes num campo de escassez. Mas esta escassez é uma forma negativa que define cada homem e cada mulotiplicidade parcial como realidades humanas e inumanas ao mesmo tempo." - Ronald D. Laing e David G. Cooper

A claudicação dos mecanismos psicológicos que tornam suportável uma conexão continuada com o mundo que nos rodeia e que precipita o esquizofrénico na sua situalção peculiar foi simbolizada genialmente por Munch na sua famosa obra "O Grito".

O interessante Family life (Vida em família) tem por tema a consideração do núcleo familiar como crisálida da esquizofrenia e a descrição dos aspectos alienantes da incomunicação.

Quando a psiquiatria ortodoxa põe a etiqueta de "esquizofrenia" sobre a vítima expiatória da família através de uma cerimónia de degradação que é a admissão num hospital psiquiátrico, inaugura assim a vida de um novo doente mental.

A consideração da família como a "unidade esquizofrénica básica" é, sem dúvida, um dos contributos mais originais da escola de Laing e o núcleo doutrinal de boa parte da sua obra.

"The divided self" - R. D. Laing - Estudem-no animais freudianos!! Maus artistas visuais style Hitler!"!!! Laço branco!!!! Laço branco de Haneke!!!! Animais!! Freud out jaaaa

Para Laing, um esquizofrénico é um ser supersensivel e privilegiado, capaz de captar a loucura do ambiente; no entanto, o autor não discute os aspectos constitucionais e orgãnicos da psicose esquizofrénica.

Numa das suas úkltimas obras, "The second sin", Szaz atribui muitas das perturbações actuais, nas quais se incluem as da psiquiatria, à confusão da linguagem. O "primeiro pecado" foi o conhecimento do bem e do mal e o "segundo pecado", o conhecimento da linguagem. O primeiro destes "pecados" foi castigado com a perda do paraíso, o segundo foi-o com a confusão das linguagens; esta confusão, segundo Szaz, ainda perdura e a causa da situação actual da psiquiatria é o semanticídio (o assassínio semântico) - a Psiquiatria, como tantas outras coisas, só se salvará quando encontrar a linguagem adequada.

"O mito da doença mental"!!!!! - Thomas S. Szaz!! Myth of mental illness!!! Manuel Damásia reconstrua aí a sua vastissiiima obra! pa

A esquizofrenia foi a condição pessoal de um grande número de artistas e o tema central de muitas obras literárias e cinematográficas.

"Uma premissa básica da antipsiquiatria é a suspensão do tratamento farmacológico."

Suspensão animais da engrupanálise!!! suspensão!!! não os leponexes todos do mundo e arredores!!!! pra castrar quimicamente os doentes!!!!! nada disso animais!

O conceito de loucura

El Bosco, "Extracção da pedra da loucura" remind animais hitler degenerada??

Mistério, magia e ocultismo

Possessões colectivas: auto- sugestão

Na bruxaria tradicional do Ocidente cristão o demónio em pessoa presidia adoptando total ou parcialmente a forma de um macho cabrio.

A lei dos países ocidentais persegue os curandeiros por intrusão, mas na Ásia e em África são respeitados pela comunidade.

Círculo mágico: drogas ou bruxas?"

O poder de sugestão é a arma principal do curandeiro, o que lhe permite obter curas espectaculares no caso de enfermidades psicossomáticas.

Eu amo Charles Manson!!!!! Lembras-te, Polansky??? pa ele era kool!!!!!!

"A maioria de quem a pratica mostrar-se-ia de acordo em afirmar que a essência da astrologia não radica num sistema complicado, matemático ou de crenças, mas num dom inato que permite achar as conexões existentes entre o carácter e as influências planetárias." - Colin Wilson

O importante para a previsão do futuro é a capadidade do vidente e não os meios de que se serve.

Elisabeth Havasy- Kabat, especialista em quiromância e magia branca. O carácter benéfico desta magia não a livrou de uma rigorosa perseguição em outras épocas.

Os estudos efectuados por Carl Gustav Jung puseram a claro as curiosas simbologias que encerra a alquimia e o facto de que o léxico utilizado pela psiquiatria procede em grande parte da ciência hermética.

Contestação juvenil

"Sabemos que o Sistema não anda porque vivemos nas suas ruínas. Sabemos que os líderes não resolvem nada porque nos conduziram até este presente... A liderança é má em si mesma. O meio correcto é a mensagem, e a mensagem da liderança é o Vietname, os campos de concentração, a Sociedade Organizada, os motins de Haight Street." - Communication Company - São Francisco, 1967

"O que está a acontecer desde há duas semanas (maio de 1968) constitui no meu entender uma refutação da célebre teoria das "vanguardas revolucionárias" consideradas como as forças dirigentes de um movimento popular. Em Nanterre e em Paris houve simplesmente uma situação objectiva nascida daquilo que se chama, de uma maneira vaga, o "mal- estar estudantil" e da vontade de acção de uma parte da juventude, nauseada pela inactividade das elites que estão no poder." - Daniel Cohn- Bendit

"O povo é principalmente antidogmático. Vive para a máxima liberdade e criatividade pessoais" - Duco Van Weerle

"Sou um ser humano: não dobrar, não esticar, nem mutilar." - Provérbio hippie

"Existem milhares de jovens (artistas, hippies, beatniks, pacifistas, lutadores pelos direitos civis, etc, conhecidos como os "subterrâneos") que de uma maneira ou outra se marginalizam do Sistema, a tal ponto que se encontram praticamente nos seus limites. Este movimento teria que combinar-se com a formação de uma confederação de pessoas antes que de Estados. Dado que seriam apenas uns milhares, não haveria necessidade de estabelecer uma estrutura estatal corporativa. A Confederação seria tribal e designar-se-ia como os Estados Subterrâneos da América."

"Eu defendo a obscenidade. Defenderei a obscenidade durante todo o tempo em que a infame burguesia continuar procvlamando a atávica superioridade de sua atitude hipócrita. Na realidade, não existe obscenidade. A obscenidade é um conceito artificial feito, fabricado, manufacturado, construído por uma elite vigarista de sujos fabricantes analfabetos." - Malay Roy Chouhurry

"A contracultura, que assenta mais num sentido profundamente personalista da comunidade que em valores técnicos e industriais, transforma-se numa crítica da tecnocracia mais radical que qualquer das ideologias tradicionais." - Theodore Roszak

"Não tem ponto de vista, nem sabe onde vai. Não é um pouco como tu e eu?" - The Beatles

"O primeiro ponto, e isto é essencial, é que se trata de um fenómeno mundial. Um relatório das Nações Unidas recentemente publicado dá notícia de manifestações estudantis em cinquenta países durante 1968."- Gérard Mendel

Terça-feira, Janeiro 04, 2011

Nascer o fim

Vi-te nascer o mundo num só segundo
Num muro de vidro e solidão
E ao aí naufragar, tão profundo
Nasci-me de dentro da tua mão

És tu o tempo
És tu o meu tempo
Que começa o mundo
Da tua solidão

Não receio o fim
Não me receies a mim
Amo-te através da morte
É essas a nossa sorte

Nasço o fim
Nasço sem fim

Nasce-me também
Até o "eu" ser o mim.

Quinta-feira, Dezembro 30, 2010

A táctica do reatito real e tal speedy gonazalez!!

Os treinadores portugueses são engraçados. E são também engraçadas as suas equipas. São engraçadas quando jogam cá dentro, mas são ainda muito mais engraçadas quando jogam fora de portas. A estratégia das suas equipas pura e simplesmente não existe, uma vez que um treinador não se consegue manter no cargo mais de 6 meses, portanto nem vale a pena falar nisso, é um termo que nem aparece nos dicionários dos pobres coitados. Mas consta sempre nos contratos que os ligam aos clubes a mítica cláusula de rescisão, frequentemente milionária, que ninguém pensa seriamente reclamar nem ninguém pensa seriamente pagar, como agora se vê na novela- sul- americana C. Queiroz.

Ora, a táctica de que eu falava é sempre a mesma, seja numa reles equipa de basket, numa equipazinha medianazinha de andebol, ou numa equipa de topo do único desporto que tem essa classificação cá no burgo: obviamente estou a referir-me ao futebol. Esta táctica é a celebérrima táctica do empata, talvez traduzida livremente do também muito conhecido "catenaccio" italiano.



Vou contar-vos uma história de embalar bonita, com um final extremamente feliz, lá para as bandas de um certo Dragão. Decorria a primeira fase do endeusamento internacional do cidadão José Mourinho. Palco? O muito mediático palco dos sonhos dos red devils. Cá, tinha ficado 0 - 0. Lá, O manchester marcou um golo, e só não marcou outro porque marcou mesmo mas o árbitro decidiu inacreditavelmente anular um golo 200 % limpo, que nem precisava das mil e uma repetições que por vezes crucificam árbitros em menos de 10 segundos na sua própria "arena". O Madchester massacrava, o Porto quase se afogava e precisava de um milagre para seguir em frente para as tão ansiadas meias- finais. Ora, o árbitro decidiu inventar mais uma vez, marcando um livre à entrada da área dos red devils, um livre cuja existência levantou já na altura imensas dúvidas. Bom, contemos as peripécias: primeiro - anular um golo absolutamente legal; segundo - criar um livre cirúrgico quase em cima dos 90 minutos - é uma façanha difícil de igualar no reino arbitral, e Mourinho sentia já a sua estrelinha a dar sinais de vida. Os adeptos dos devils fechavam os olhos, metiam as mãos na cabeça, e quando em ressalto de autêntico ping- pong o actual primeiro ministro sportinguista fez o 1-1, alguém lá no alto deve ter perguntado a Deus: "- Mas isto não devia estar já a 2-0 ?? Perdi alguma coisa ao intervalo, quando fui à casa de banho e buscar uma cerveja, ou sou eu que pura e simplesmente não percebo nada de bola??".



Bom, mas pensamentos dos santos à parte, o resto, como se costuma dizer, "é História" (ou "estórias"??). Mourinho usou a táctica do desenrasca para manter a equipa à tona de água, e contou com um desastrado/ inspirado árbitro para dar a volta à coisa: um mimo. A explosão de Big Mou, do banco em direcção ao relvado, num estilo só igualado pelo simpático e pequenito ratinho Speedy Gonzalez, e a sua posterior e muito lusa encenação e pressão para um árbitro no fundo tão dócil acabar com o pesadelo- tornado- sonho, não são coisas dignas do Special One: mas é algo completamente ajustado à mentalidade tacanha, falsamente humilde, de baixo nível e ainda pior educação, que países tão diferentes e historicamente tão distanciados como por exemplo Inglaterra e Alemanha, têm vindo a assistir incrédulos e a criticar e denunciar publicamente em conferências de imprensa contundentes onde colocam realmente o dedo na ferida, conferências essas às quais aparentemente apenas a imprensa portuguesa continua a faltar.



José Mourinho é um homem extraordinariamente talentoso e trabalhador. E é muito devido à sua óbvia genialidade e ao "puto" Cristiano Ronaldo que Portugal existe no mapa global, hoje em dia. Pelo menos os um pouco duros de ouvido americanos já devem por esta altura saber indicar mais ao menos no mapa onde isto fica, um muito: mais ao menos, pelo menos entre Israel e Pólo Norte isto deve ficar para esses simpáticos "cidadãos do mundo".... Não lhes peçam muito mais que isso.



Mas podem crer que aquele vulto com uma fatiota armani ou aparentada, que correu como uma criança mimada em direcção ao imerecido e salvador rebuçado, ia vazio, não tinha uma alma por dentro. Porque lá dentro ia inteirinha a táctica do empata. E é por muitas destas e por muitas outras que o futebol português, ele próprio, é justamente achincalhado a nível internacional.



Jogadores que se atiram para a piscina, que pedem cartões às dúzias para os jogadores adversários, as birrinhas quando alguém leva um amarelo, os murros nos estômagos de árbitros, a turba que corre o árbitro à sua frente, a perda de tempo ao colocar a bola de novo em jogo após faltas, cantos, substituições, passar metade do tempo a passar a bola para o lado e para trás quando se ganha, etc etc etc. E depois um jogador é expulso num jogo por demorar demasiado tempo a sair numa substituição, por um árbitro farto dos esquemas tugas, e a imprensa irresponsável que temos pura e simplesmente cai-lhe em cima! Felizmente os treinadores adversários já sabem de cor as nossas manhas há muito. E os mass media dos outros países, passada esta fase da farsa da "selecção do sonho" começam a pôr os pés no chão e a perceber quem afinal de contas têm à frente, porque tudo isto é muito apenasmente "A causa das coisas"...



Desiludidos? Porquê? Foi sempre assim!

A mais lendária novela do futebol português

Eusébio é nome de craque da bola, o mítico Pantera Negra, que em muitos países por esse mundo fora é venerado, justamente reconhecido e citado em todas as listas dos melhores jogadores de
todos os tempos, ombreando com nomes tão ilustres como Di Stéfano, Cruiff, Beckenbauer, Pelé (com quem manteve uma cavalheiresca e célebre rivalidade), o mais actual e problemático Maradona,
etc.

Mas Eusébio é também "nome de novela sul- americana", bem ao nosso estilo tuga, um estilo sem grande estilo, pobrezinho na técnica e ainda pior de conteúdo. Não é bem Roque Santeiro, é mais
Morangos com açúcar e coisas que tal. Corria o já longínquo ano de mil novecentos e troca o passo (61, creio), e o Sporting de Moçambique informava o Sporting da metrópole sobre um talento
puro, que tinha despontado em equipas de futebol de rua, sendo que numa delas - os "Brasileiros", um moço- poço de energia e talento abrira os olhos a muito bons olheiros que, lá como cá,
costumam dormir na forma em pleno serviço. Só que a coisa era demasiado evidente e óbvia, e alguns parece que acordaram a tempo.

Vou tentar ser breve e vou tentar ser objectivo, daquilo que me lembro do caso. O Sporting de Moçambique exigiu ao Sporting- "mãe" um determinado montante para libertar este muito especial
jogador, permitindo que ele pudesse fazer as malas rumo a Portugal. Andaram uns meses às turras por causa disto, sem contudo a situação avançar minimamente: as posições iniciais de ambos os
lados mantinham-se e a família de Eusébio assistia a este ping- pong e a esta indefinição na 1ª fila de um triste espectáculo que nem merecia o preço do bilhete. Por esta altura a mãe de
Eusébio até equacionava que este deixasse de jogar à bola e fosse trabalhar, segundo sei. Ora, o Benfica soube da história - que por aquela altura já era motivo de risota nacional, tanto em
Moçambique como em alguns círculos em Portugal -, avaliou atempadamente o real valor deste fenómeno africano, e foi sério na abordagem. "- Sério? Chamas a isto sério!??", perguntam-me os meus
muito amigos mas despeitados sportinguistas.

Eu explico, eu vou explicar devagar devagarinho. O Benfica enviou uma comitiva de 2 ou 3 dirigentes, e foram falar directamente com a mãe de Eusébio. Ora, fiquem sabendo que isto é que é ser
sério e isto é que é respeitar a vontade das pessoas: falar com elas directamente e deixar a trapalhada dos contratos e do jurídico para mais tarde. Quando, algumas horas mais tarde, esses
dirigentes se despediram da mãe de Eusébio, tinham com eles uma coisa mais verdadeira, mais autêntica, mais honesta do que contratos disto ou contratos daquilo: tinham a palavra de honra de
um ser humano que, por muito pobre que fosse - e consta que era mesmo muito pobre - ainda sabia o valor de uma palavra de honra e uma conduta honesta. Neste contexto, a acusação de jogo baixo
e suborno - cheia da tão habitual soberba e falsa nobreza - que o Sporting lançou ao Benfica (e que incrivelmente ainda subsiste e nunca foi desmentida) é, ela sim, jogo baixo e um autêntico
insulto ao bom nome da família de Eusébio. E venha agora algum sportinguista acusar-me de ser mentiroso. Não aparece ninguém pois ainda há testemunhas presenciais vivas e ainda há a memória
do próprio Eusébio, que não me deixará por certo mentir sobre esta situação. É este tipo de pessoas que eu, como benfiquista, quero para o meu glorioso. Não quero mercenários. Não quero
cebolas podres descascadas ou por descascar, não quero veraneantes Sokotas, nem Álvaros Pereiras, ou Carvalhos, ou Sobreiros, nem muito menos Falcões arraçados de Milhafres ou Rolas. No fundo,
não me agradam intrujões em geral, intrujões que, por muito menos de 30 dinheiros, se vendem ao maior licitador que aparecer lá em sua casa ou nos arredores do seu clube. Quero apenas uma e
uma só coisa: pessoas com palavra de honra, e que honrem o que disseram e ainda se lembrem do que acordaram no dia anterior! E ponto final parágrafo, que estamos conversados sobre este assunto.

Bom, mas se acham que a novela tinha acabado, nada disso! A novela prolongou-se no território português, uma vez que o Sporting - qual náufrago desesperado por uma bóia de salvação qualquer -
decidiu agarrar-se a dúbias cláusulas jurídicas, tornando a vida de Eusébio um verdadeiro inferno durante uns meses. Eusébio teve até de embarcar no avião para Lisboa sob um nome falso, um
nome de mulher! E depois foi direitinho para umas férias forçadas no Algarve, segundo me lembro, para "curar" a hipocrisia e teimosia sportinguista, como quem cura uma infantil bebedeira.

Agora, e para terminar esta que foi a mais mítica - e curiosamente a de mais baixo orçamento - novela do futebol português, deixem-me esclarecê-los completamente sobre a importância relativa
das coisas, hoje, naquela altura, e sempre: o Benfica da época era uma máquina infernal. O pequeno mas genial Simões, o mago Coluna, o gigantesco Torres, um onze de sonho que foi até
considerado há alguns poucos anos a 9ª melhor equipa europeia ou mundial de sempre! Quando Eusébio chegou, o Benfica era já campeão europeu! Eu repito: já era! já era campeão europeu! Nesse
ano, o Benfica foi de novo campeão europeu, com Eusébio a brilhar tão alto no seu ano de estreia no futebol europeu, que desde aí a lenda apenas aumentou, ano após ano após ano. Duplo bota de
ouro, um dos melhores avançados- puros da História do futebol... ouço muitas vezes: "Ah, se ele ao menos tivesse vindo para o meu Sporting..." Se ele tivesse ido para o Sporting nunca teria
tido esta visibilidade internacional, nunca!, nem nunca teria sido a lenda que foi! Liedson ou Balakov ou Figo ou o cometa- Rickaard podem contar-vos a história toda, se a quiserem ouvir
algum dia, que eu duvido!!

Ou seja, meus simpáticos e pouco esclarecidos e pouco conhecedores sportinguistas: devemos sempre relativizar as coisas. Creio que a novela termina aqui. No entanto, se alguém tiver algum
trunfo na manga - ou seja, alguma informação útil que esclareça o caso sob outra perspectiva -, cá estarei para reabrir o processo, que por mim este caso não vai prescrever como outros que
andam pelos nossos muito lentos tribunais! Enquanto isso não acontece, abraço a todos, e saudações gloriosas!


P.S.: Srª mãe de Eusébio, a senhora honrou a sua palavra, e manteve o bom nome da sua família intacto. Que Deus a guarde bem junto de si. Um imenso, eterno, humilde: "Muito obrigado".

Uma visão estruturante

Portugal podia perfeitamente chegar lá. Portugal, se fizesse os seus trabalhos de casa, chegava lá de certeza. "- Mas chegar onde?", perguntam-me. Ao restrito e milionário clube dos países
mais poderosos do futebol europeu, claro está. Um clube que movimenta a grande fatia dos lucros de um negócio de muitos, de imensos milhões. Ora, este selecto clube é actualmente composto por:

Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e talvez talvez França, com imensa boa vontade. E tudo o resto à volta é apenas paisagem, não duvidem.

Comecemos pelas ligações históricas a outros países, fornecedores da tão necessária "mão de obra especializada", leia-se: jogadores de futebol.

- França tem a África francófona, que produziu praticamente sozinha uma selecção campeã europeia e a seguir mundial, um grupo de jogadores que jogavam quase todos no estrangeiro, obrigando
o treinador da selecção a ignorar completamente um campeonato que historicamente sempre foi fraquíssimo, tirando o caso do Marselha- versão Tapie e Paris Saint- Germain de Artur Jorge;

- Itália faz de ligação a um certo Oriente, tem o célebre e universalmente odiado catenaccio, a táctica "terrorista" da defesa a todo o custo, tendo ganho o penúltimo mundial à conta disso e
pouco mais;

- A Alemanha é quase sempre um dos finalistas tradicionais de mundiais de futebol, indo buscar jogadores sobretudo à Turquia e ex- "países de leste";

- Inglaterra aposta na prata da casa mas também pesca em Espanha altos valores - El Nino, Fabregas, etc, e tem uma selecção em banho- maria há demasiados anos, talvez pelo errado casting
de treinadores em final de carreira, mas o seu campeonato de clubes é dos mais poderosos a nível global - de facto apenas a Espanha lhe faz frente;

- Espanha contrata tudo o que de óptimo mexe à volta, pois Barça e Real são os colossos unânimes que toda a gente conhece e com os contratos milionários que as televisões são obrigadas a
aceitar podem dar-se a esse luxo; já a selecção foi campeã europeia e agora mundial, portanto estamos conversados;

Quanto a Portugal, conta com um acesso directo e total a esse gigantesco e inesgotável filão de ouro puro que dá pelo nome de Brasil, o mítico país de Pelé, Garrincha, Zico, Ronaldo e
Ronaldinho e Romário e Bebeto e um nunca mais acabar de nomes que produziram o futebol mais atraente e a única selecção pentacampeã deste planeta chamado Terra. Temos ainda a Argentina, e
quase toda a América do Sul, e a estranhamente muito poucos vezes utilizada "escola de talentos" das ex- colónias africanas, que já nos deu "monstros" tão talentosos como Eusébio, Coluna e
muitos etceteras. Ou seja, a placa giratória inflaccionada europeia começa, não em Espanha como se pensa, mas aqui mesmo, neste país à beira- mar plantado. E o nosso campeonato, não me venham
com histórias auto- destrutivas, é bem mais forte e competitivo que essa fraude ambulante chamada campeonato francês, e estou plenamente convencido de que pode inclusivamente ombrear taco a
taco com o alemão, suplantando-o a muito curto prazo.

Aliás, nos últimos anos, chegámos a umas 5 ou 6 fases finais consecutivas, entre europeus e mundiais. Mas, como eu dizia no início, Portugal tem de se pôr a jeito para que tal aconteça, tem
de fazer primeiro os seus trabalhos de casa.

Já temos os elementos estruturais nos lugares certos:

- O maior agente de jogadores há mais de uma ou duas décadas - Jorge Mendes;

- Alguns dos mais talentosos jogadores do mundo nas suas respectivas posições: Cristiano Ronaldo; Nani; Simão Sabrosa; agora Bébé; Eduardo, Coentrão, etc etc etc;

- Uma selecção nacional que, mal ou bem, costuma andar no top- 10 mundial e que até esteve no 2º lugar mundial há pouco tempo (misteriosamente, mas esteve!);

- O melhor treinador de futebol do mundo, inquestionavelmente, é português - José Mourinho;

- Temos 2 ou 3 equipas de topo europeias: Porto, Benfica, Sporting e Sporting de Braga.

Ou seja, aparte o nosso lendário autismo, o mundo exterior está completamente ávido de tudo o que é português!! Eu vou repetir: completamente ávido, ávido de notícias sobre o Portugal
desportivo! Portanto só nos falta agora fazer os tais TPC, pois estamos nos últimos 200 metros da maratona, e para ficarmos num lugar que dê acesso às medalhas, precisamos de um sprint
final, para ultrapassar dois ou três adversários directos.

Vou agora enumerar esses TPC:

- Pacificar de uma vez por todas as relações institucionais entre Porto e Benfica;

- Não permitir concorrência desleal entre clubes e promover a troca de jogadores entre os grandes - e todos os outros;

- Fomentar a competitividade desportiva e inclusivamente desincentivar a que o mesmo clube ganhe demasiadas vezes seguidas (ao contrário do que se pensa, isto significa que ganham todos, e
também uma maior visibilidade externa e um mais eficaz marketing do nosso campeonato, apesar de ser um fenómeno praticamente impossível de prever e viabilizar; o comentário de Ferguson sobre
o FC Porto estar habituado a ganhar campeonatos no supermercado é sintomático do que tem de ser feito...);

- Criar sites próprios para os 3 ou 4 jogadores mais talentosos de cada equipa - da 1ª e 2ª divisões, linkando-os a um site centralizador da própria liga, com fóruns em várias línguas, vídeos
de jogadas espectaculares linkados ao YouTube, apresentações Flash de jogadas vistosas de vários jogadores, guestbooks, video- conferências ,etc;

- Deixar caducar os actuais contratos e de seguida os próprios clubes devem negociar directamente e em colectivo com as autoridades europeias e/ ou entidades que permitam acesso via web de
grande parte do campeonato, permitindo assim o acesso aos grandes milhões que correm nestas auto- estradas do poder desportivo europeu;

- Criar websites paralelos de marketing do campeonato, facilmente acessíveis via pesquisa google.


E acho que por agora já chega! Os (maus) alunos Vão lá esfolando este coelho que a malta depois fala!


P.S.: Sr dr exmo sr dr c. queirois, se ker limpar a porcaria na mardail street, por mim ta a la volontée!!

As estórias ke o meu tio sam me contava!!

"As estórias que o meu tio Sam me contava"


Primeiro, algumas das perguntas erradas que os mass media já deviam ter feito há algum/ bastante tempo aos pseudo- governantes mundiais, vulgo "testas de ferro":

- A estória da compra dos "testes científicos" aos "médicos" nos campos de concentração nazis é apenas um mito urbano ou uma provável hipótese?
- Este "Franchising" do mal estendeu-se depois dos seres humanos para os animais nos testes também eles muuuiito "científicos" da indústria farmacêutica e indústria de cosméticos - sim, não ou talvez?
- Se é verdade a primeira, então quais foram essas empresas e/ ou países que compraram essa "mercadoria estragada", por quanto dinheiro e com que finalidade(s)?
- Quem protegeu os ex- altos comandos nazis? Por que razão os protegeu? Para que países - nomeadamente na América do Sul - foram eles discretamente "embalados" e enviados?
- Por que razão foi Albert Speer, das dezenas de nazis "arrebanhados"/ "raptados não muito oficialmente" por Israel, o único que escapou à morte por enforcamento no mítico julgamento de Nuremberga?
- Quem sabia do real paradeiro do monstro Mengele e nada fez nem nada disse a quem desesperadamente tentava localizá-lo na altura?

Eu ex-pi-li-co: o Tio Sam tem razões que a própria razão (e a Mossad´a também, já agora) desconhecem!!

Vou citar uma, apenas uma dessas "experiências científicas" que esses médicos do terror levaram a cabo, para testar os limites do corpo e da mente humanas. Reza a triste lenda que Mengele anestesiou dois gémeos. Quando estes acordaram, não notaram nada de especial, talvez apenas o cínico e estranho olhar trocista dos próprios "médicos". Quando um deles perguntou: "- Onde está o meu irmão?", um desses cérebros do mal respondeu candidamente: "- Olha para trás!". Porquê? Porque os irmãos tinham sido cosidos - repito, cosidos - um ao outro, pelas costas... A seguir ao choro convulsivo das duas crianças, e depois da tão necessária bateria dos testes que faltava fazer, foram metidos num dos últimos contentores humanos desse dia e cuja última paragem era a umas centenas de metros dali, nas célebres câmaras da morte por envenenamento. E o gás Zyclon-B fez o resto do serviço, para que esses muito competentes médicos não tivessem de sujar ainda mais as suas sensíveis mãos com algo tão desagradável como essa coisa que dá pelo nome de "morte física".

Passado este pesadelo, agora Israel está aparentemente muito preocupado com a capacidade nuclear do Irão. Repare-se que não se preocupa com países que já têm essa tecnologia nuclear: nem o Paquistão, nem a Índia, nem França, nem Espanha, nem praticamente "metade" do mundo que já a tem: nada disso! Nem ninguém já se lembra de Hiroxima ou Nagasaki - isso é longe demais, não tem nada a ver! O "nosso" tio Sam já inclusivamente soltou a trela do seu pittbull preferido de estimação, dizendo ainda: "css css" - que o mesmo é dizer: "- Israel tem o direito de se defender!".

Ou seja, esse direito inclui no mesmo pacote: "atacar preventivamente" à hora que se quiser e o que se quiser, bombardear episodicamente o Líbano e diariamente a Palestina, e inclui também raptar - e, pelo que se vai sabendo, torturar - um dos responsáveis pelo programa nuclear iraniano, para saber a hora exacta a que deve atacar as instalações nucleares do Irão! Isto é demais, isto é só rir!

Ah, mas é aqui que entra a tal pomposa (e na prática inexistente) diplomacia internacional. O Brasil tenta pôr água na fervura, pede calma e ponderação; a Rússia avisa um pouco mais que isso mas pouco mais porque de qualquer modo os Estado Unidos nem sequer ouvem; a China também não deve estar muito virada para mais aventuras militares do país cuja economia domina, mas o tio Sam e o respectivo pittbull já lançaram o isco certo: ao provocarem diariamente - e de forma invisível para os media- voz- do- dono que temos - o Irão, já obtiveram o trunfo da mentira certa no momento certo de que precisavam para darem credibilidade à coisa.

O presidente do Irão, acossado por essas ocidentais (mas pouco citadas no Ocidente) provocações, já veio sugerir que o nuclear também serve para um país se defender, como arma de defesa, o que é completamente óbvio, completamente verdadeiro e corresponde a 100% à forma como as potências regionais funcionam, hoje em dia. Mas, pelo que sei, o grande objectivo continua a ser a autonomia energética do Irão - algo que os verdadeiros especialistas confirmam e que o tio Sam quer desincentivar, pois assim lá se ia abaixo a mina económica global do petróleo! Ao dar o exemplo do menino mal comportado, o tio Sam lança um sério aviso à navegação a todo o terceiro mundo: "- Ou continuam a consumir o nosso belo e baratinho e de grande qualidade petróleo, ou então... bombas teleguiadas!".

Para verem a dimensão do ridículo a que se chegou, no outro dia a grande notícia ("Breaking news") na insuspeita CNN era um padre de uma congregação de umas 10 ou 15 alminhas lá nos confins da América profunda, que avisava com tempo - muito, muito tempo - da sua intenção de queimar publicamente dezenas de exemplares do livro sagrado do Islão, o Corão. Ora, por que carga de água isso era notícia? Nem no jornal "O Crime" isso seria notícia, certo? Errado! Obviamente, isso foi notícia unicamente para que o messias Obama pudesse vir a terreiro criticar e dizer que discordava, e tal e tal, num daqueles bonitos e limpinhos discursos à maneira que o seu staff lhe prepara de vez em quando, para: 1- aumentar as audiências; e 2- as sondagens de popularidade irem por aí acima, upa upa. O presidente Reagan veio do cinema para a política; já Obama provavelmente fará o percurso inverso! A gente até já sabe quem é o mocito da sua enorme equipa política que lhe prepara os fantásticos discursos, para o grande actor interpretar os papéis certos nas alturas devidas - isto dá para tudo! "- Yes, we can! Yes we can!", e coisas que tais... Um discurso que no início toda a gente queria dispensar, imagine-se!! Pessoal da publicidade, rapaziada - vendam bem o vosso produto! Isto aqui está bom de mais!

Bem, mas voltando à grande "Breaking news" lá do sítio: Uma visitinha de amigo do FBI à paróquia, e um discurso de Obama após, o tal padre da tão útil e pequenita congregação parece que desistiu da muito previamente apregoada tentação/ façanha da queima do Corão. Se calhar fazia impressão a certas pessoas, se calhar lembrava demasiado algumas queimas de livros célebres, que se querem apagar da memória colectiva... Não se sabe quais foram ao certo as negociações, se alguém teve de pagar quanto e a quem debaixo da mesa e tal, mas de qualquer modo isso nunca se sabe nem é alguma vez referido nestas situações, portanto... Isto funciona assim: tudo o que não é notícia, não existe. Deste modo, ficamos sempre com a versão mais "clean" e menos problemática das coisas... Vemos, mas não temos consciência nem sentimos. E fica por aí mesmo.
A "pequenada" - países europeus tirando talvez a Alemanha - gostam de de vez em quando de chamar o seu tio Sam para mostrarem quem manda lá no recreio, aos miúdos que andam com a mania do bullying e coisa e tal... Isto é como as composições lá nas aulas dos petizes: tem introdução, desenvolvimento e conclusão:

- A introdução é uma mentira qualquer inventada à última hora;
- os mass media fabricam o desenvolvimento da estória;
- e depois os israelitas mandam umas bombas cirúrgicas emprestadas pelo tio certo na área problemática certa, e acaba-se o recreio e toca de voltar para a aula que já é tarde e esta professora bate a valer e tem uma régua enorme.

A mentira no Iraque foram as completamente inventadas armas de destruição maciça, lembram-se?, e a farsa agora no Irão é esta agressividade e gosto pelo bélico e pelo nuclear. Ora, quem tem armas de destruição maciça continua a ser quem lançou a suspeita e também as bombas; e quem tem esse gostinho especial pelo nuclear e pelo bélico são esses mesmos, que em cada geração precisam de lançar umas 2, 3 ou 4 guerras sem sentido, e motivadas por razões falsas como Judas...

E depois venham queixar-se que o Terrorismo se expandiu para uma zona do mundo onde antes havia pelo menos uma mínima estabilidade. Amadinedjad já avisou o que tinha a avisar sobre este incómodo assunto, sugerindo uma expansão "louca" do terrorismo se o Irão for atacado; mas a cegueira e soberba do tio Sam é demasiada, e a sede de protagonismo "escolar" do sobrinho também!

Agora vamos pensar aqui no seguinte: é mais hipócrita o tio com telhados de cristal, ou o pequenito que convoca antecipadamente o seu tio Sam para as sessões de wrestling lá no recreio? Hipocrisia? Hipócritas são os dois: tio, e sobrinho! Parceiros no crime, é o que é!

Pelo menos Hitler era um bocado mais directo naquilo que queria fazer, e os seus canhões ouviam-se a algumas dezenas de quilómetros!! Só não fugia quem não queria ou fisicamente não podia! Qualquer dia a pontaria deste gentil e bonacheirão tio Sam avaria-se de vez e é bombardeado um país "amigo" estilo Espanha ou França ou Itália! "Play it again, Sam!"

Alto lá! Já ouço as bombas a cair! Salve-se quem puder!!!

Os cus de judas!!!

A coisa é fácil de explicar e entender. Em poucas palavras conta-se esta história de encantar.



Comecemos por Robert de Niro. Uma lenda que Hollywood construiu, mais uma. Ao que parece o seu pai pertencia a um selecto grupo. O mesmo clube que já acolheu nomes tão ilustres como Oscar Wilde, Jean Genet, Mário Cesariny, e muitos muitos outros que no entanto acharam melhor não dar a cara nem nome, ficando assim sabiamente ausentes dessa não raras vezes histórica e suspeita lista.



Ora, o pai de De Niro parece que era pintor. Gay era, de certeza. E, a avaliar pela introdução do livro que apresentava a sua "obra", teve um caso com o muito mais mediático Jackson Pollock. É uma boa ideia para promover um livro, algo escabrosa, mas ok pode resultar num país tão genuinamente inculto. Se eu compreendi mal, peço desculpa aos visados. Bom, mas eu li a introdução e vi de seguida as imagens da sua pintura: prefiro de longe a introdução. Para um livro de um pintor, creio que está tudo dito sobre o (não) talento desse "artista". Mas como é pai de quem é e estamos neste fim de mundo, bacalhau basta... Por terras lusas existem sempre passadeiras vermelhas de prevenção para estender e endeusar estas personalidades do além- mar, nos momentos certos. Este é o nível de subserviência a que já chegámos, por aqui! Há imensos artistas portugueses com qualidade mais do que suficiente para que publicassem livros sobre a sua obra, o único problema é que têm sempre os mesmos cinco enormes defeitos: nem são estrangeiros, nem gays, nem ofereceram telas a ninguém importante, nem lamberam botas nenhumas a nenhum reizinho dos media, e ainda por cima ainda estão vivos, os malandros!!



Confesso que acho uma certa piada a muitas "stars". Acho piada aos que se assumem, aos que não se assumem, mas sobretudo acho piada ao momento em que se assumem. Pelo amor faz-se tudo? Pela carreira faz-se muito mais!



Aconteceu com Ricky Martin, que tinha uma média de 3 dezenas e meia de miúdas descaradas e descascadas nos seus videoclips, quando não tinha claramente unhas para essa guitarra, aconteceu com George Michael passados 8 ou 10 anos de circo mediático, Freddy Mercury, Elton John, etc etc etc. Ricky amealhou uns bons milhões e depois, na reforma antecipada, decidiu finalmente abrir o jogo, e arranjar um bébé de aluguer (é assim que se chama?). Já George Michael apenas se assumiu porque a justiça e os media se assumiram por ele. Fez bem: nem se chateou com o assunto! Mas ainda deu pano para mangas suficiente para ele aproveitar o episódio em vários videoclips nos quais gozava descaradamente com a polícia americana. Ora bem, isto é assim: primeiro viola-se a lei, depois goza-se quem a faz cumprir, depois cumprem-se uns diazitos de serviço comunitário onde ainda por cima todo o gato pingado dos arredores nos vem pedir autógrafos, e a seguir volta-se à "normalidade" com a sensação de dever cumprido! Não sei se ainda gozou com a polícia no Facebook ou Twitter ou MySpace ou site pessoal - se o tiver, mas se o fez não me espantava nada. É que isto dá mesmo para tudo. Polícias mandam no cidadão, Juízes mandam nos polícias, políticos mandam alguma coisa também lá no meio disto, e os media no fim relativizam tudo e deixam os seus artistas- voz- do- dono gozar com o resto do people. E volta tudo ao seu início e toca de novo a mesma música de sempre pela desafinada banda de sempre.



Não me venham pois contar histórias da carochinha sobre este tema. Quando o sistema legislativo não admite a adopção de crianças por casais do mesmo sexo (e em algum país se admite tal coisa??), eles pura e simplesmente contornam a lei: as elas vão a um banco de esperma e resolvem tudo com inseminação artificial e umas mentirinhas piedosas à maneira e à mistura; e os eles alugam uma simpática e saudável e pouco reivindicativa barriguinha de uma moça escolhida a dedo, a la carte, da AMMI - Agência de Modelos Minimamente Inteligentes, lá para as bandas da Rússia e adjacentes.



Se todos eles e elas assumem - mas apenas quando lhes convém - esse estatuto, é bom que alguém assuma também o seguinte: essa cantiga da necessidade premente da descriminação positiva aos gays, lésbicas, transsexuais e aparentados é melodiosa de ouvir sim senhor, só que significa de igual modo uma discriminação negativa aos outros todos, que nem sabem da missa a metade e nem têm sequer consciência de que lhes estão a fazer o ninho debaixo da orelha! Esta música não é Beethoven nem Mozart, é mais Quim Barreiros e Zé Cabra! Juntos!! Ou então Shoenberg e Shostakovitch a desafinar cada um para seu lado, com John Coltrane e Oscar Peterson a tentar pôr ordem na banda! E depois venha o diabo e escolha!



Pá, podem criticar a sociedade velha e caduca, o modelo de família patriarcal, ou matriarcal, ou etc e tal, o desprezo histórico, o preconceito tradicional ligado à Igreja, a falta de sensibilidade, inteligência, critiquem tudo isso, sempre e cada vez mais, critiquem à vontade!



Agora, para quem já viu o filme "As horas" - que foi na minha opinião inacreditavelmente elogiado/ instrumentalizado pelas associações de homossexuais - não é preciso ver ou ler ou ouvir mais nada - está lá tudo! Mesmo, mesmo tudo! A transmissão "natural/ cultural" da tendência homossexual, o sofrimento psicológico em pano de fundo, uma certa aceitação social, o papel do urbano nesta trapalhada toda, a aparente adaptação familiar... "Monstro" - é assim que a moça se refere à "lésbica- mãe, lésbica- avó, lésbica- inicial", MONSTRO!! não sou eu a inventar... Se isto é um filme que transmite a aceitação do mundo gay, vou ali e já volto! O homem matou-se! Ele tinha sida, ele recebeu praticamente o "gene" da homossexualidade da mãe! É um filme brutal! Um filme terrível, que retrata muito bem um sofrimento interior extremamente profundo e fracturante, isso sim, concordo. Agora o resto?, o filme- bandeira dos gays e lésbicas e coisas que tal... por amor de Deus, tenham dó! O filme não é absolutamente nada disso! Se querem politizar o "Brokeback Mountain" para as vossas sessões de engate em cinemas da big city, vá lá, vá lá, mas este?? este filme? este?? Estão a falar do mesmo filme "As horas" que eu vi?? um erro de casting incrível! Vocês agora usam tudo o que mexe, não?! "Conteúdo do filme"?? Que é isso??? Mete-se o rótulo de "filme- Gay friendly" e tá a andar de mota!!



E depois há outra coisa gira. Juridicamente existe este conceito curioso: a "3ª parte". O tribunal tem de proteger esta 3ª parte, que aparece ali de pára- quedas numa relação para a qual não foi tida nem achada, e o ministério público tem de a proteger mais ainda. Ora, quem é esta aparentemente estranha, misteriosa e até sinistra "3ª parte"? É, obviamente, a "extensão do contrato" de casamento dentro do mesmo sexo a uma (ou mais) criança(s). Crianças essas que são metidas ao barulho na confusão e que podem - e vão - ser afectadas - afectadas na sua livre escolha da sexualidade (que, mal ou bem era garantida em situações heterossexuais) e num novo (e aventureiro?) modelo cultural de família, que - diga-se o que se disser - ainda não provou nem a sua viabilidade emocional, nem a sua estabilidade social. Quê, querem agora formular novas leis com base em experiências de 4, 5, 6, 9 anos?? Felizmente o legislador ainda tem alguma noção do ridículo e ainda não enlouqueceu!! Ninguém minimamente honesto, experiente e competente na área jurídica vai fazer leis baseando-se num modelo de família tão recente. Pura ilusão!



Coisa parecida eu só ouvi do PSD, que tentou escandalosamente introduzir o termo jurídico inexistente "despedir por causa atendível" ou coisa que o valha em vez do juridicamente muito bem fundamentado "sem justa causa", tentando a todo o custo meter esta piada de mau gosto a martelo na Constituição!! Agora digam-me lá, se os políticos já chegaram a este ponto de irresponsabilidade social, o que falta para o caos total das instituições?! Até os do Direito da área do PSD ficaram pasmados! Um conceito com décadas de existência jurídica, substituído por um sonho/ pesadelo!? Se querem manter o moço do canudo- ao- Domingo no poder para a vida toda, nem têm de fazer mais nada, mantenham-se assim mesmo! Eu só faço um apelo à população em geral e em particular: vão às Universidades, vão até lá na "desportiva", e tentem encontrar um professor! Um, que seja, para amostra! Garanto que apenas vão ver políticos! A coutada esteve parada para obras algures após um certo 25 de Abril, mas depois reabriram o espectáculo de novo! Mas continuam sem um equilibrista de renome, é só palhaços amadores e em fim de carreira!



Claro que este lobbie é extremamente poderoso, e quanto mais silencioso, mais poderoso. Pode fazer o que bem entender, e dar a entender no fim da trapalhada que todos saíram a ganhar. Tem raízes profundas: estruturas partidárias, meios artísticos, mass media, e muitos mais grupos sociais extremamente influentes e só aparentemente desorganizados, que estão minados por estas indizíveis tendências sexuais, produzindo um novo poder, ao mesmo tempo que permanece - felizmente para esses eles e essas elas - invisível para o incauto cidadão.



Mas eu tenho uma má notícia para dar aos retintos e ininterruptos foliões: se pensam que as leis, uma vez chegando a certo ponto de reconhecimento jurídico de certas situações, a partir daí é sempre a andar, é sempre em frente e nada de voltar atrás, são ou muito democratas (duvido), ou muito juridicamente incompetentes (não creio), ou muito ingénuos... Destas três hipóteses, escolham quem são! Esse poder, têm-no! Essa história do avanço civilizacional e tal e tal, meus amigozees, está muuuiiito mal contada...



A única coisa aconselhável a toda a gente, sejam ou não gays, é: cumpram a lei. E não a cumpram apenas quando ela conjunturalmente parece legitimar os vossos interesses particulares, cumpram-na sempre! Sempre!! Porque uma boa lei é sempre geral e abstracta, e nunca particular e objectivada. Isto é uma coisa que aos políticos por exemplo lhes custa a aceitar e a compreender: talvez seja por isso que gostam tanto de diariamente as reescrever e aligeirar e adaptar a casos muito muito específicos... eles lá sabem as linhas com que se "cosem"...



Tive uma vez um diálogo curioso com um curioso "professor" na Universidade, sobre a verdadeira extensão de dois conceitos. O primeiro conceito era o de "Carisma" e o segundo "Empatia". Mas, não sei por que carga de água, me soou a: "Política" e "Demagogia"... Bom, de qualquer forma, eu dei-lhe os conceitos certos. O único problema é que não eram os conceitos que ele tinha escrito lá no livro das "receitas" dele... Pelo menos teve a decência intelectual de concordar com a justeza e validade dos "meus" conceitos perante uma plateia de mais de 200 alunos, em plena aula magna. E podem crer que, neste estranho tempo que atravessamos, isso é o melhor que se consegue arranjar!


DURA LEX? SED LEX!

(mas isso é já toda uma outra telenovela sul- americana... - voltar ao início e ler de novo) "

Sábado, Dezembro 25, 2010

A infância mágica..

Entrei na sala escura. Estava escura. Tão escura, que me pareciam aquelas paredes a pele de uma pessoa, vista por dentro. Talvez uma célula saiba explicar melhor o que senti. E, no meio da sala, lá estava ela. Aproximei-me lentamente. Era importante não esquecer que estava dentro do meu sonho preferido. É estranho: falamos com elas. Vivemos com elas. Há-as por toda a parte. Mas, no entanto, quando estamos a sós com uma, o ambiente é estranho. Talvez seja como nascer novamente. E quando me dirigi a ela, fez-me sinal para que parasse por uns momentos. Não parecia falar a minha língua, apesar de fazer parte dela. Havia alguma coisa que me prendia. Algo de sangue, algo de família. Guiou-me até ao mar, que vivia a seu lado. Moveu a cabeça para trás, e então eu vi-as. As ondas eram tão altas como ela me tinha dito, no sonho anterior. E falei com as nuvens, e cantei de novo os mares de Outono, e chorei quando a vi passar. Ia tão altiva como no primeiro dia. Ela existia-me. E, quando me aproximei, a nuvem esfumou-se por entre os meus dedos, e as vagas transformaram-se em lágrimas de vento, e a porta fechou-se, para logo se abrirem as poucas janelas que, no alto da falésia, sorriam para mim e para ela.

- És muito puro. Voltarás sempre.
- Tu és a letra mais bonita que eu já encontrei. Como te chamas?
- Não interessa o meu nome. Que te interessa se me chamo A ou B ou T ? O que interessa é o nome que o teu coração me deu. Toma esta nuvem que sobrou, e vai até Lungrith.
- Mas eu pensava que…
- Esquece-me… esquece-me… esquece-me…

Segunda-feira, Dezembro 13, 2010

Petição Online - "A quem de Direito"