<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306</id><updated>2011-11-14T03:24:43.665Z</updated><title type='text'>O Pensamento é Livre ou NÃO EXISTE</title><subtitle type='html'>Um blog de opiniões fortes, de um Artista, Poeta e Sociólogo</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>39</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-282621348712912779</id><published>2011-05-02T17:58:00.001+01:00</published><updated>2011-05-02T17:58:38.391+01:00</updated><title type='text'>SE ISTO É UM HOMEM</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião tem a ver com escolhas. Escolhas, não do divino, mas do humano, que busca representações íntimas, quase directas de si próprio, num espelho demasiadas vezes demasiado opaco. Não existem coincidências, neste jogo simples. Nem o simbólico, cujas interpretações são sempre demasiado ambíguas para serem escolhidas como sendo as únicas regras deste jogo, “salvam” a aparente coerência desta aparente verdade absoluta. Um jogo compreensível, previsível, emocionalmente recompensador, para todos o poderem jogar, num tabuleiro global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi neste contexto – social mas sobretudo do humano - que surgiram as escolhas – óbvias – e as regras – também elas óbvias – do homem- tornado- divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário escolher um ser divino – espelho do homem: escolheu-se o antropomorfismo, essa gradual aproximação ao Deus “perfeito”, com emoções humanas básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário que o Império Romano escolhesse a religião certa para dominar, além das rotas comerciais do Mediterrâneo, as mentes e almas das gentes desse mesmo Império: e o Cristianismo cumpriu o seu papel – após alguns óbvios erros de “casting”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário “dividir para reinar”: e “inventou-se” essa Trindade- “Tríade”, que lança poeira aos olhos desses humanos que domina, e domina-os pela doce ilusão de que são religiões diferentes quando são, na realidade, baseadas no mesmo conceito monoteísta e pessoal. Judaísmo versus Cristianismo, versus Islão: três opções profundamente iguais…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi necessário construir o homem fragmentado”: e “fez-se luz”, ao separar a natureza que há no homem, para endeusar esse mesmo homem, ou a sua cultura, e ainda a sua postura arrogante de Deus- ele- próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia também a necessidade de escolher a linha de pensamento do Deus único, a mesma linha que suporta a ideia de que o domínio do patriarcal sobre o feminino no divino é algo de adquirido, de racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o é. Longe disso. Mas quem fez estas escolhas “por nós”, já o sabia. Sabia-o muito, muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez as escolhas “certas” para sustentar um Deus personalizado, fato feito à medida, um Deus que é afinal uma grande, uma enormíssima impostura intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousemos, portanto, e perante estas evidências, pensar diferente, sentir diferente, e começar, finalmente e sobretudo, a traçar um rumo diferente para a nossa vida intelectual e emotiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a religião “oficial” possa vender o seu “peixe”, é necessário um dado de base: o medo. Ora, ao existir separado da sua própria natureza, num castelo cultural pretensamente inexpugnável, o homem vive obcecado pelo medo da sua morte física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião, sabendo isto, vende então o perdão divino a “preço de saldo” a um homem em rotura com o seu passado, essa infância mal sanada, um homem que procura um Deus personalizável e um Paraíso além da morte. Ora, tanto o Cristianismo como o Islão “vendem” esse produto, essa “nova droga”, esse sonho finalmente alcançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos das palavras de Ortega e Gasset: “O homem é o homem e as suas circunstâncias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preparar o terreno à mentira perfeita, há que utilizar mistificações, ou seja, meias- verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 1ª mistificação é a passagem do monismo ao monoteísmo: de uma perspectiva do divino ligado directamente às forças da natureza (chuva, sol, tempestades) passa-se para o culto do Deus único. Karl- Heinz Ohlig reconhece até que o monismo tem a seu favor a vantagem racional, mas o problema – digo eu - é que o monoteísmo permite outros “voos” à religião dos sacerdotes- burocratas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desejável a união das duas opções? – é, sim senhor, refere Ohlig; no entanto, nunca existiu historicamente tal união: ou domina um, ou o outro. Já o monoteísmo traz consigo a “armadilha invisível” da massificação, uma vez que representa actualmente a religião de cerca de metade da população mundial. Diga-se ainda que as religiões têm todas a sua origem em indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se uma certa evolução do divino- natureza ao Deus- pai castigador, verificando-se também uma substituição dos deuses por um Deus único egoísta e “ciumento” (Javé dixit): do Xamanismo, Budismo e de certo modo paganismo para a extraordinária personificação do divino: Javé no Judaísmo; Pai de Jesus Cristo, no Cristianismo e Alá no Islão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos agora à 2ª mistificação: o antropomorfismo, ou seja, o Deus feito à imagem do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos pré- históricos ainda não veneravam deuses, mas sim forças objectivas, associadas em grande parte à Terra, pensada sobretudo como uma realidade feminina. Esta mentalidade arcaica prolongou-se, provavelmente, até à veneração do feminino nas religiões mundiais. Por volta de meados do 1º milénio a.c., ocorreram rupturas profundas que colocaram o ser humano individual no centro da questão religiosa, reforçando assim a evolução para o antropomorfismo dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como no cinema e publicidade a imagem é acelerada para condicionar as respostas emotivas e sensoriais de um humano no limite de si mesmo, talvez nunca se venha a saber se este processo do ênfase no antropomorfismo é imposto “administrativamente” por políticos com uma visão de largo horizonte, ou se a evolução psicológica do próprio homem o impõe de uma forma “natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 3ª mistificação tem a ver com a instrumentalização política da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A habitual e cínica crítica ocidental ao Islão – acusando-o implicitamente de instrumentalização política da religião – tem bastante piada, pois sabe-se que o Império Romano fez exactamente o mesmo, apostando num Cristianismo ainda “criança” para sarar as feridas e unir o Império, após séculos de perseguições e assassínios de milhares de cristãos. Em que lado está então essa hipocrisia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do Ocidente neutral e com as “mãos limpas” está muito mal contada, de facto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora esta aposta de alto risco tem a sua razão de ser: as religiões monoteístas apresentam uma radicalização da noção de um Deus único, absoluto e quase pessoal. O fracasso da política religiosa do Imperador Juliano Apóstata – que quis transformar o neoplatonismo na ideologia de estado em vez do Cristianismo – era inevitável; a era do politeísmo tinha passado e o futuro pertencia ao Cristianismo. Vemos desta forma o inimigo de ontem a tornar-se rapidamente no amigo de amanhã, a bem de uma unificação mais efectiva de um Império que inúmeras vezes ameaçou ruir, sob os olhos atónitos de gerações e gerações, que habitavam à volta do mítico Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política lava assim a sua alma numa religião domesticada à pressa e à medida dos objectivos de longo fôlego de políticos astutos, que utilizariam absolutamente tudo para salvar o seu próprio poder, ante adversários que também fariam de tudo para lhes usurpar esse mesmo poder. Não é apenas o poder espiritual que se baseia nas ideias de fertilidade, bênção, ancestralidade e espíritos auxiliares; também o poder político utiliza estas ideias para controlar as acções das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a Jesus Cristo, não terá a sua interpretação de Deus- pai sido a peça que faltava no puzzle religioso e político da sociedade da altura? Lembremo-nos de que todas as situações dos profetas relacionadas com a natureza (provocar chuva, dividir as águas , etc) têm a ver directamente com o xamanismo, não com Deus(es) personificados. Ao fazer-se anunciar como o profeta que vinha para “completar a Tora” e não para contestá-la, ganhou a passadeira vermelha estendida por João Baptista, e “colou-se” à tradição judaica, para obter juros políticos, sem dúvida. Esta tentativa de assumir a profecia religiosa do “Rei dos Judeus”, tem também o seu quê de vontade política de unificação. Jesus Cristo tornou-se uma força poderosa – mas mais importante depois da morte, “tradição” logo seguida pela resposta da sociedade aos heróis da Ate Moderna, pós- Impressionismo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, distingamos ainda o papel do indivíduo que se torna representante dos espíritos nas comunidades onde impera o xamanismo, das tarefas mais institucionais ocupadas pelos intitulados sacerdotes, na maioria das religiões existentes nos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xamã é o curandeiro e o feiticeiro, humano e animal, macho e fêmea. O ou a xamã tem uma natureza dupla, humana e divina, já que encarna os espíritos no próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um sacerdote é totalmente diferente, na medida em que personalizar Alá, Jeová e o Espírito Santo é inconcebível e até blasfemo. Os sacerdotes representam apenas uma “rotinização” da função xamânica. Os próprios deuses terão sido xamãs antigos, que aumentaram de importância após as suas mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os profetas e outros místicos com experiência directa de Deus são vulgarmente de importância crucial na fase inicial de uma religião mundial, já nos últimos estágios passam a constituir um desafio perigoso à autoridade constituída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um xamanismo demasiado ingénuo e sem “estruturas administrativas”, será que a burocracia de sacerdotes sem fé nem capazes das tão essenciais visões místicas é um “remédio” melhor? Duvidamos... Deu-se um desenvolvimento temporal desde a visão pessoal do profeta, para uma estrutura de poder burocrática, muitas vezes corrupta e até pedófila de sacerdotes pouco crentes, que beatificam tudo o que mexa à sua volta – mas apenas após a sua morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima mistificação é um “clássico” de todos os tempos: a estratégia do “dividir para reinar”. Os americanos, para só citar o exemplo mais actual e mais evidente, utilizam-na há décadas para dominar o mundo. Utiliza-se hoje como ontem, e será sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ohlig “admite” que o Cristianismo e o Islão nascem do Judaísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação da relevância absoluta do particular não tornou fácil ao Judaísmo, e mais tarde ao Cristianismo e ao Islão, tolerar outras religiões, cuja diferença era sempre entendida como contestação, não sendo assim tão fácil perceber e reconhecer aquilo que estas religiões tinham em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo surgiu a partir da religião judaica e assume esta origem também no reconhecimento do carácter normativo da Bíblia judaica, do Primeiro ao Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Islão, o anúncio do profeta aparece numa grande parte do Corão como uma corroboração da revelação, ocorrida anteriormente no Judaísmo e no Cristianismo, da “Escritura”, e o Islão é encarado como a fé na revelação presente nesta Escritura. Foi necessário algum tempo para que o Islão se começasse a compreender como uma religião autónoma. O Islão anuncia muito claramente o poder único de Alá. Portanto, o Islão apresenta uma opção religiosa cuja estrutura é semelhante à do Judaísmo e do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as 3 opções se baseiam no monoteísmo, no Deus único. Ao ouvirmos que “Eu sou Javé, o único Deus; não terás outros deuses pois eu sou ciumento”, e outras coisas que tais, reconhecemos imediatamente os seus dois “filhos”: mas, se Alá é grande e único Deus, e se o pai de Cristo é também o Deus único, das duas, uma: ou dois destes estão errados, ou todos eles mentem e não existe nenhum Deus único!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao apostar nesta “Trindade- Tríade”, os grandes senhores da política e da economia esqueceram-se de um único pormenor: a plausibilidade! A lógica é sempre algo mais do que uma batata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para não falar do paradigma geográfico que nos ensinam na escola: o Médio Oriente não é nem a região do mundo mais complexa nem a mais antiga, a nível religioso. Neste assunto fulcral, há que reconhecer a validade de um “novo” paradigma do divino: em termos religiosos, a Ásia meridional é (e não o Médio Oriente) a região mais complexa do mundo, pátria das antigas religiões do Budismo, hinduísmo, confucionismo, tauismo e xintoismo, bem como de formas de há muito estabelecidas e localmente adaptadas do islamismo e cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 5ª (e última?) mistificação baseia-se num corte umbilical entre o homem e a natureza. Para “construir” um homem desconstruído, fragmentado, parcial (e apenas parcialmente racional), a revolução industrial assentou que nem uma luva num ambiente citadino opressivo, cruel, massificador de almas, que isola o ser humano numa redoma de paredes, de janelas opacas, de micro- ambientes formais e assépticos, onde cada um é também apenas mais um refém do betão e do cimento. Sem horizontes de futuro, nem memórias do passado, o homem actual vive em eterna luta de personalização do real e de codificação da ambiguidade comunicacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados a este ponto, esclarecidas e nomeadas as 5 mistificações, é agora tempo de compreender o porquê de todas elas, uma por uma: o sonho que as religiões vendem é sempre, sempre o mesmo, seja em 2010 ou 5 séculos antes ou depois: anuncia-se aos 4 ventos a superação religiosa- intemporal- da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao criar o “limbo” nos cemitérios, o Cristianismo burocrático sabia muito bem brandir o chicote sobre as populações. Hoje já ninguém se lembra disso, e o que ficou foi o sonho- ele- próprio: o Paraíso é oferecido, tanto pelo Cristianismo, como pelo Islão, diminuindo a ansiedade natural do homem e permitindo-lhe viver o dia- a- dia sem angústias existenciais indesejáveis à sua produtividade. Ou seja o remédio funciona como deve funcionar para o homem- máquina se poder “encaixar” na fábrica de qualquer coisa, tal como a sociedade globalizada sempre desejou. A actual crise global veio apenas permitir aos empresários a concretização dos seus próprio e mais loucos sonhos… Nunca houve tanto desemprego, nem nunca existiram tantos milionários…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a superação do caos inicial – do início do cosmos, do início do simbólico e da Linguagem - parece também enquadrar-se numa lógica idêntica. Ohlig diz mesmo que “O homem é o único animal que sabe que tem de morrer” – será este o melhor conceito de cultura que é possível formular? Provavelmente, até é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desembocamos aqui, nesta resposta sempre reformulável, perto da alma do homem, junto às suas emoções mais íntimas, plenos da consciência de que é o xamanismo o único pilar ainda de pé. Um pilar ancestral, que continua a servir de abrigo quando o ser já não é humano mas ainda recorre a esta sabedoria após todos os outros Deuses- intermediários de coisa nenhuma falharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje unânime – pelo menos entre os antropólogos mais sérios – que o xamanismo é a origem de todo o conceito religioso, assumindo-se como a religião humana original e primordial. Há realmente semelhanças espantosas entre as ideias e as práticas xamânicas de regiões geograficamente distantes, bem como são inúmeros os casos em que as religiões que surgiram mais tarde copiam e integram em si mesmas características do xamanismo, a começar no Budismo e por aí adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descobertas paleolíticas do século XX abriram o caminho a interpretações que tornaram o xamã a figura principal na busca das origens da religião. Desde La Barre a Eliade ou Vitebsky, as opiniões fundamentais (e) fundamentadas são unânimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que será o xamanismo a prevalecer, no fim dos tempos, e a unir esses irmãos irresponsáveis desavindos chamados Cristianismo e Islão; afinal, só um pai – ou uma mãe tem esse poder. O Judaísmo é um parente muito, muito afastado, e as opiniões de alguns papas são no mínimo discutíveis... É um facto. E contra factos, como se costuma dizer, não há argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma necessidade imperiosa de centralização, centralização essa impossível de realizar por um Cristianismo demasiado atolado em escândalos ou por um Islão finalmente autónomo mas demasiado conotado com extremismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura teórica do xamanismo é sólida, e o xamã aparece-nos hoje em dia como o genuíno representante de uma forma religiosa não adulterada, profunda e profundamente inspiradora. Deve procurar-se no xamã – e na sua personalidade extremamente complexa e completa – as grandes e estruturais questões a que a religião sempre procurou dar resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xamã liga entre si áreas como a religião, a psicologia, a medicina e a teologia, que, na literatura ocidental, se encontram separadas. Através das suas experiências individuais, os meios do xamã são psicológicos, mas os fins são sociológicos, para sarar e manter a comunidade. À luz de algumas ideias sobre o afastamento entre a terra e o céu, o próprio Cristo pode ser considerado como uma espécie de xamã, quando viaja entre a terra e o céu, para assim conseguir a salvação moral da humanidade. Numa narrativa do século XIII, Marco Pólo conta que os xamãs conseguiam levantar tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força mental do xamã deriva de uma experiência expandida de distúrbio mental. Em último caso, é a sociedade que distingue entre o comportamento do xamã e o do esquizofrénico ou do psicótico: um transforma-se em herói e o outro em paciente de um hospital. O transe de um xamã (intimamente ligado ao êxtase), contrariamente ao de uma pessoa possessa, é altamente controlado. A opinião de Lommel (1960) sobre a perturbação mental do xamã do Paleolítico como estímulo necessário para a criatividade artística veio transformar o patológico e ineficaz xamã do passado um criador cheio de imaginação na “Nova Era”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo impõe-se agora a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Quem és tu, Xamã?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e eu posso garantir que a resposta, seja ela qual for, será surpreendente…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(P.S.: um Xamã é um conselheiro, NUNCA deverá tornar-se um líder "visível"; foi assim nas tribos índias e deve assim continuar a ser)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-282621348712912779?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/282621348712912779/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=282621348712912779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/282621348712912779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/282621348712912779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/05/se-isto-e-um-homem.html' title='SE ISTO É UM HOMEM'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-8802308301937979504</id><published>2011-01-14T19:46:00.002Z</published><updated>2011-01-14T20:03:33.860Z</updated><title type='text'>Nova pedagogia</title><content type='html'>"Os pedagogos que perceberam as falhas da escola nova denominaram o seu movimento de pedagogia institucional com o objectivo de tornar patente a intenção de apoiar-se nas instituições existentes e criar outras novas." - Michel Lobrot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"La liberté - pas l´anarchie" - A. S. Neill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes correntes pedagógicas actuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito da educação "neutra" é insustentável: a simples transmissão de conhecimentos implica também a de uma ideologia subjacente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo do Watergate, que levou à demissão do Presidente Nixon, assinala um clímax na crise de autoridade que abala as instituições do mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedagogia nova, apesar de criticada pelos partidários dos sistemas clássicos e pelos ke consideram que ficou na metade do caminho, conseguiu, ao menos, eliminar o ambiente reprimido da escola tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensino da matemática moderna baseada no estudo dos conjuntos através de jogos. Uma das críticas que e fazem à nova pedagogia é o facto de que baseia a educação no jogo e no prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferentes correntes da nova educação, em geral, coincidem em proteger e estimular a espontaneidade infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aplicação dos meios audiovisuais ao ensino oferece grandes possibilidades, mas apresenta o risco de transformar a criança num espectador passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pedagogia clássica separava radicalmente o trabalho e o jogo na escola com o objectivo de ensinar a criança a controlar os seus impulsos e a demilitar claramente ambas as actividades, além de impôr vocações tolas aos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Decidimos, então, a minha mulher e eu, criar uma escola na qual concederíamos aos alunos a liberdade de expressão. Isto implicava renunciar a qualquer disciplina, direcção, indicação, moral pré- concebida e instrução religiosa, de que tipo fosse." - A. S. Neill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada civilização educa os jovens de acordo com uma escala de valores que está condicionada pela estrutura social, económica e política que lhe é própria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-8802308301937979504?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/8802308301937979504/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=8802308301937979504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/8802308301937979504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/8802308301937979504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/nova-pedagogia.html' title='Nova pedagogia'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7813574174060056859</id><published>2011-01-14T19:31:00.002Z</published><updated>2011-01-14T19:46:26.550Z</updated><title type='text'>Linguística e significação</title><content type='html'>"A exposição dos significados é, portanto, o ponto fraco do estudo da linguagem, e permanecerá assim até que o conhecimento humano se adiante muito além do seu estado actual." - L. Bloomfield&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O português deixou paio, marmelada ("pedi-lhes uma marmelada portuguesa", escreve Guevara), brinquinho "dixe". Durante a época das Áustrias, o português foi de bom tom em Espanha; damas e galãs gostavam de ter pronta uma citação de Camões para adornar a conversação, e o português era considerado protótipo do amante plaónico." - Rafael Lapesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expressões o sol sai e o sol se põe, falsas cientificamente, são reminiscências de antigas teorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação entre palavra e objecto - cada vez mais abstracta assim como o dinheiro - para complicar o ke sempre foi simples!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O, suprême Clairon plein de strideurs étranges,&lt;br /&gt;Silences trasversés des Mondes et des Anges:&lt;br /&gt;O l´Omega, rayon violet e Ses Yeux!" - Arthur Rimbaud&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Que relação existe entre o som e a significação? - Uma relação estritamente arbitrária; nesta aribrariedade reside a originalidade da linguagem humana" (!!! ora aí está uma originalidade ke eu dispensava senhor doutor Mengele MArtinet!! ahahah)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Não terão prevalecido as vantagens práticas da linguagem fonética? No fundo existiam também outros sistemas possíveis; ter-se-ia ppodido partir das imagens, por exemplo. - Sim, prevaleceu o facto de, por exemplo, se poder falar no escuro" - já está! oora aqui está como se mente as populations! podia ter-se partido das imagens - protocolos dos sabios de sião - mas naum se partiu porque se queria armar e bem a ratoeira mental à humanidade!! tudo au contraire!! e portantos prontos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relação entre o latim e o "esperanto natural" - o inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;etc e tal etc e tal etc e tal!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7813574174060056859?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7813574174060056859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7813574174060056859&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7813574174060056859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7813574174060056859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/linguistica-e-significacao.html' title='Linguística e significação'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7052517481730425965</id><published>2011-01-06T09:08:00.002Z</published><updated>2011-01-06T09:44:49.013Z</updated><title type='text'>Psiquiatria e antipsiquiatria</title><content type='html'>"A aplicação da ciência médica, em nenhuma doença pode limitar-se à aplicação de fármacos [...] e muito menos nas doenças do sistema nervoso [...] As ocasiões para o tratamento do psíquico são constantes, e o material encontra-se na organização geral da instituição, a regulação das dietas, o exercício físico, as horas de descanso, as ocupações, as diversões, as roupas de vestir e o comportamento, elementos todos de ampla aplicação e de extrema importância. Estas coisas, bem organizadas, convertem-se em medicina geral." - John Conolly&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As actividades recreativas - vulgo jogos - têm um poderoso alcance terapêutico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um asilo. A palavra constitui um autêntico achado. Sugere a noção de refúgio, calma, paz. No entanto, oculta algo muito diferente: ruído e fúria, violência contra violência, alienação, absurdo. Um asilo de alienados. Quem são os alienados? Acaso são seres humanos? Não o são totalmente: são loucos. E o que é a loucura? Uma maneira de ver o mundo. Uma maneira diferente de ver as mesmas coisas! Uma alergia a tudo o que é "normal". Realmente intolerável! É intolerável dizer que a vida é intolerável! Por isso se aprisiona num asilo kem o diz! Por medo de contágio? Clara-mente." - Christian Delacampagne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro da assistên cia psiquiátrica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estamos a viver um momento em que se tende a complicar permanetemente a explicação dos factos. Produzem-se análises complicadíssimas - destinadas a grupos de elite - sobre situações simples, porque a complicação está ao serviço da confusão e esta, por sua vez, é uma arma de dominação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actividade pictórica realizada sob a influência do LSD é muito semelhante à que realizam alguns doentes esquizofrénicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como grupo, propomo-nos documentar e denunciar a psiquiatria e os seus serviços em França, Portugal, Alemanha, Itália e Espanha, que formam um "mapa da vergonha" das estruturas psiquiátricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VERGONHA!!!!! VERGONHA!! Nãoum fui eu que escrevi!! Tá nos books!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família não é mais que o bode expiatório de uma situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais eficaz que outra pessoa para comunicar vida ao mundo que nos rodeia para - com um olhar, um gesto ou uma observação - saborear a realidade ke nos aloja." - Erwing Goffman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca se encontrou uma causa química para a condição chamada esquizofrenia. Em primeiro lugar, a esquizofrenia não é na realidade uma condição, mas sim um termo de invalidação pessoal e social. Isto relaciona-se com a origem do termo: antigamente dizia-se "demência precoce", conceito inventado para referir pessoas cujo comportamento parecia demonstrar sinais de uma crescente deterioração mental e física. Depois acharam que esta deterioração, na realidade, não se produzia necessariamente." - Joseph Berke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O homem é um organismo prático que vive com uma multiplicidade de organismos semelhantes num campo de escassez. Mas esta escassez é uma forma negativa que define cada homem e cada mulotiplicidade parcial como realidades humanas e inumanas ao mesmo tempo." - Ronald D. Laing e David G. Cooper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A claudicação dos mecanismos psicológicos que tornam suportável uma conexão continuada com o mundo que nos rodeia e que precipita o esquizofrénico na sua situalção peculiar foi simbolizada genialmente por Munch na sua famosa obra "O Grito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante Family life (Vida em família) tem por tema a consideração do núcleo familiar como crisálida da esquizofrenia e a descrição dos aspectos alienantes da incomunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a psiquiatria ortodoxa põe a etiqueta de "esquizofrenia" sobre a vítima expiatória da família através de uma cerimónia de degradação que é a admissão num hospital psiquiátrico, inaugura assim a vida de um novo doente mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consideração da família como a "unidade esquizofrénica básica" é, sem dúvida, um dos contributos mais originais da escola de Laing e o núcleo doutrinal de boa parte da sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The divided self" - R. D. Laing - Estudem-no animais freudianos!! Maus artistas visuais style Hitler!"!!! Laço branco!!!! Laço branco de Haneke!!!! Animais!! Freud out jaaaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Laing, um esquizofrénico é um ser supersensivel e privilegiado, capaz de captar a loucura do ambiente; no entanto, o autor não discute os aspectos constitucionais e orgãnicos da psicose esquizofrénica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das suas úkltimas obras, "The second sin", Szaz atribui muitas das perturbações actuais, nas quais se incluem as da psiquiatria, à confusão da linguagem. O "primeiro pecado" foi o conhecimento do bem e do mal e o "segundo pecado", o conhecimento da linguagem. O primeiro destes "pecados" foi castigado com a perda do paraíso, o segundo foi-o com a confusão das linguagens; esta confusão, segundo Szaz, ainda perdura e a causa da situação actual da psiquiatria é o semanticídio (o assassínio semântico) - a Psiquiatria, como tantas outras coisas, só se salvará quando encontrar a linguagem adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O mito da doença mental"!!!!! - Thomas S. Szaz!! Myth of mental illness!!! Manuel Damásia reconstrua aí a sua vastissiiima obra! pa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquizofrenia foi a condição pessoal de um grande número de artistas e o tema central de muitas obras literárias e cinematográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma premissa básica da antipsiquiatria é a suspensão do tratamento farmacológico."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspensão animais da engrupanálise!!! suspensão!!! não os leponexes todos do mundo e arredores!!!! pra castrar quimicamente os doentes!!!!! nada disso animais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El Bosco, "Extracção da pedra da loucura" remind animais hitler degenerada??&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7052517481730425965?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7052517481730425965/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7052517481730425965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7052517481730425965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7052517481730425965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/psiquiatria-e-antipsiquiatria.html' title='Psiquiatria e antipsiquiatria'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-5848597768330822840</id><published>2011-01-06T08:56:00.002Z</published><updated>2011-01-06T09:07:51.275Z</updated><title type='text'>Mistério, magia e ocultismo</title><content type='html'>Possessões colectivas: auto- sugestão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na bruxaria tradicional do Ocidente cristão o demónio em pessoa presidia adoptando total ou parcialmente a forma de um macho cabrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei dos países ocidentais persegue os curandeiros por intrusão, mas na Ásia e em África são respeitados pela comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Círculo mágico: drogas ou bruxas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder de sugestão é a arma principal do curandeiro, o que lhe permite obter curas espectaculares no caso de enfermidades psicossomáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu amo Charles Manson!!!!! Lembras-te, Polansky??? pa ele era kool!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maioria de quem a pratica mostrar-se-ia de acordo em afirmar que a essência da astrologia não radica num sistema complicado, matemático ou de crenças, mas num dom inato que permite achar as conexões existentes entre o carácter e as influências planetárias." - Colin Wilson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O importante para a previsão do futuro é a capadidade do vidente e não os meios de que se serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elisabeth Havasy- Kabat, especialista em quiromância e magia branca. O carácter benéfico desta magia não a livrou de uma rigorosa perseguição em outras épocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos efectuados por Carl Gustav Jung puseram a claro as curiosas simbologias que encerra a alquimia e o facto de que o léxico utilizado pela psiquiatria procede em grande parte da ciência hermética.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-5848597768330822840?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/5848597768330822840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=5848597768330822840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5848597768330822840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5848597768330822840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/misterio-magia-e-ocultismo.html' title='Mistério, magia e ocultismo'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-574384613557761333</id><published>2011-01-06T08:33:00.002Z</published><updated>2011-01-06T08:53:36.261Z</updated><title type='text'>Contestação juvenil</title><content type='html'>"Sabemos que o Sistema não anda porque vivemos nas suas ruínas. Sabemos que os líderes não resolvem nada porque nos conduziram até este presente... A liderança é má em si mesma. O meio correcto é a mensagem, e a mensagem da liderança é o Vietname, os campos de concentração, a Sociedade Organizada, os motins de Haight Street." - Communication Company - São Francisco, 1967&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que está a acontecer desde há duas semanas (maio de 1968) constitui no meu entender uma refutação da célebre teoria das "vanguardas revolucionárias" consideradas como as forças dirigentes de um movimento popular. Em Nanterre e em Paris houve simplesmente uma situação objectiva nascida daquilo que se chama, de uma maneira vaga, o "mal- estar estudantil" e da vontade de acção de uma parte da juventude, nauseada pela inactividade das elites que estão no poder." - Daniel Cohn- Bendit&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O povo é principalmente antidogmático. Vive para a máxima liberdade e criatividade pessoais" - Duco Van Weerle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou um ser humano: não dobrar, não esticar, nem mutilar." - Provérbio hippie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Existem milhares de jovens (artistas, hippies, beatniks, pacifistas, lutadores pelos direitos civis, etc, conhecidos como os "subterrâneos") que de uma maneira ou outra se marginalizam do Sistema, a tal ponto que se encontram praticamente nos seus limites. Este movimento teria que combinar-se com a formação de uma confederação de pessoas antes que de Estados. Dado que seriam apenas uns milhares, não haveria necessidade de estabelecer uma estrutura estatal corporativa. A Confederação seria tribal e designar-se-ia como os Estados Subterrâneos da América."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu defendo a obscenidade. Defenderei a obscenidade durante todo o tempo em que a infame burguesia continuar procvlamando a atávica superioridade de sua atitude hipócrita. Na realidade, não existe obscenidade. A obscenidade é um conceito artificial feito, fabricado, manufacturado, construído por uma elite vigarista de sujos fabricantes analfabetos." - Malay Roy Chouhurry&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A contracultura, que assenta mais num sentido profundamente personalista da comunidade que em valores técnicos e industriais, transforma-se numa crítica da tecnocracia mais radical que qualquer das ideologias tradicionais." - Theodore Roszak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tem ponto de vista, nem sabe onde vai. Não é um pouco como tu e eu?" - The Beatles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O primeiro ponto, e isto é essencial, é que se trata de um fenómeno mundial. Um relatório das Nações Unidas recentemente publicado dá notícia de manifestações estudantis em cinquenta países durante 1968."- Gérard Mendel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-574384613557761333?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/574384613557761333/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=574384613557761333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/574384613557761333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/574384613557761333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/contestacao-juvenil.html' title='Contestação juvenil'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-5633814268824504043</id><published>2011-01-04T00:17:00.001Z</published><updated>2011-01-04T00:19:56.891Z</updated><title type='text'>Nascer o fim</title><content type='html'>Vi-te nascer o mundo num só segundo&lt;br /&gt;Num muro de vidro e solidão&lt;br /&gt;E ao aí naufragar, tão profundo&lt;br /&gt;Nasci-me de dentro da tua mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És tu o tempo&lt;br /&gt;És tu o meu tempo&lt;br /&gt;Que começa o mundo&lt;br /&gt;Da tua solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não receio o fim&lt;br /&gt;Não me receies a mim&lt;br /&gt;Amo-te através da morte&lt;br /&gt;É essas a nossa sorte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasço o fim&lt;br /&gt;Nasço sem fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasce-me também&lt;br /&gt;Até o "eu" ser o mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-5633814268824504043?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/5633814268824504043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=5633814268824504043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5633814268824504043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5633814268824504043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2011/01/nascer-o-fim.html' title='Nascer o fim'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-6292435196814723104</id><published>2010-12-30T21:56:00.001Z</published><updated>2010-12-30T21:56:52.178Z</updated><title type='text'>A táctica do reatito real e tal speedy gonazalez!!</title><content type='html'>Os treinadores portugueses são engraçados. E são também engraçadas as suas equipas. São engraçadas quando jogam cá dentro, mas são ainda muito mais engraçadas quando jogam fora de portas. A estratégia das suas equipas pura e simplesmente não existe, uma vez que um treinador não se consegue manter no cargo mais de 6 meses, portanto nem vale a pena falar nisso, é um termo que nem aparece nos dicionários dos pobres coitados. Mas consta sempre nos contratos que os ligam aos clubes a mítica cláusula de rescisão, frequentemente milionária, que ninguém pensa seriamente reclamar nem ninguém pensa seriamente pagar, como agora se vê na novela- sul- americana C. Queiroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a táctica de que eu falava é sempre a mesma, seja numa reles equipa de basket, numa equipazinha medianazinha de andebol, ou numa equipa de topo do único desporto que tem essa classificação cá no burgo: obviamente estou a referir-me ao futebol. Esta táctica é a celebérrima táctica do empata, talvez traduzida livremente do também muito conhecido "catenaccio" italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou contar-vos uma história de embalar bonita, com um final extremamente feliz, lá para as bandas de um certo Dragão. Decorria a primeira fase do endeusamento internacional do cidadão José Mourinho. Palco? O muito mediático palco dos sonhos dos red devils. Cá, tinha ficado 0 - 0. Lá, O manchester marcou um golo, e só não marcou outro porque marcou mesmo mas o árbitro decidiu inacreditavelmente anular um golo 200 % limpo, que nem precisava das mil e uma repetições que por vezes crucificam árbitros em menos de 10 segundos na sua própria "arena". O Madchester massacrava, o Porto quase se afogava e precisava de um milagre para seguir em frente para as tão ansiadas meias- finais. Ora, o árbitro decidiu inventar mais uma vez, marcando um livre à entrada da área dos red devils, um livre cuja existência levantou já na altura imensas dúvidas. Bom, contemos as peripécias: primeiro - anular um golo absolutamente legal; segundo - criar um livre cirúrgico quase em cima dos 90 minutos - é uma façanha difícil de igualar no reino arbitral, e Mourinho sentia já a sua estrelinha a dar sinais de vida. Os adeptos dos devils fechavam os olhos, metiam as mãos na cabeça, e quando em ressalto de autêntico ping- pong o actual primeiro ministro sportinguista fez o 1-1, alguém lá no alto deve ter perguntado a Deus: "- Mas isto não devia estar já a 2-0 ?? Perdi alguma coisa ao intervalo, quando fui à casa de banho e buscar uma cerveja, ou sou eu que pura e simplesmente não percebo nada de bola??". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas pensamentos dos santos à parte, o resto, como se costuma dizer, "é História" (ou "estórias"??). Mourinho usou a táctica do desenrasca para manter a equipa à tona de água, e contou com um desastrado/ inspirado árbitro para dar a volta à coisa: um mimo. A explosão de Big Mou, do banco em direcção ao relvado, num estilo só igualado pelo simpático e pequenito ratinho Speedy Gonzalez, e a sua posterior e muito lusa encenação e pressão para um árbitro no fundo tão dócil acabar com o pesadelo- tornado- sonho, não são coisas dignas do Special One: mas é algo completamente ajustado à mentalidade tacanha, falsamente humilde, de baixo nível e ainda pior educação, que países tão diferentes e historicamente tão distanciados como por exemplo Inglaterra e Alemanha, têm vindo a assistir incrédulos e a criticar e denunciar publicamente em conferências de imprensa contundentes onde colocam realmente o dedo na ferida, conferências essas às quais aparentemente apenas a imprensa portuguesa continua a faltar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Mourinho é um homem extraordinariamente talentoso e trabalhador. E é muito devido à sua óbvia genialidade e ao "puto" Cristiano Ronaldo que Portugal existe no mapa global, hoje em dia. Pelo menos os um pouco duros de ouvido americanos já devem por esta altura saber indicar mais ao menos no mapa onde isto fica, um muito: mais ao menos, pelo menos entre Israel e Pólo Norte isto deve ficar para esses simpáticos "cidadãos do mundo".... Não lhes peçam muito mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podem crer que aquele vulto com uma fatiota armani ou aparentada, que correu como uma criança mimada em direcção ao imerecido e salvador rebuçado, ia vazio, não tinha uma alma por dentro. Porque lá dentro ia inteirinha a táctica do empata. E é por muitas destas e por muitas outras que o futebol português, ele próprio, é justamente achincalhado a nível internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogadores que se atiram para a piscina, que pedem cartões às dúzias para os jogadores adversários, as birrinhas quando alguém leva um amarelo, os murros nos estômagos de árbitros, a turba que corre o árbitro à sua frente, a perda de tempo ao colocar a bola de novo em jogo após faltas, cantos, substituições, passar metade do tempo a passar a bola para o lado e para trás quando se ganha, etc etc etc. E depois um jogador é expulso num jogo por demorar demasiado tempo a sair numa substituição, por um árbitro farto dos esquemas tugas, e a imprensa irresponsável que temos pura e simplesmente cai-lhe em cima! Felizmente os treinadores adversários já sabem de cor as nossas manhas há muito. E os mass media dos outros países, passada esta fase da farsa da "selecção do sonho" começam a pôr os pés no chão e a perceber quem afinal de contas têm à frente, porque tudo isto é muito apenasmente "A causa das coisas"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludidos? Porquê? Foi sempre assim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-6292435196814723104?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/6292435196814723104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=6292435196814723104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/6292435196814723104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/6292435196814723104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/tactica-do-reatito-real-e-tal-speedy.html' title='A táctica do reatito real e tal speedy gonazalez!!'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-1874338246433476208</id><published>2010-12-30T21:54:00.000Z</published><updated>2010-12-30T21:55:02.930Z</updated><title type='text'>A mais lendária novela do futebol português</title><content type='html'>Eusébio é nome de craque da bola, o mítico Pantera Negra, que em muitos países por esse mundo fora é venerado, justamente reconhecido e citado em todas as listas dos melhores jogadores de &lt;br /&gt;todos os tempos, ombreando com nomes tão ilustres como Di Stéfano, Cruiff, Beckenbauer, Pelé (com quem manteve uma cavalheiresca e célebre rivalidade), o mais actual e problemático Maradona, &lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Eusébio é também "nome de novela sul- americana", bem ao nosso estilo tuga, um estilo sem grande estilo, pobrezinho na técnica e ainda pior de conteúdo. Não é bem Roque Santeiro, é mais &lt;br /&gt;Morangos com açúcar e coisas que tal. Corria o já longínquo ano de mil novecentos e troca o passo (61, creio), e o Sporting de Moçambique informava o Sporting da metrópole sobre um talento &lt;br /&gt;puro, que tinha despontado em equipas de futebol de rua, sendo que numa delas - os "Brasileiros", um moço- poço de energia e talento abrira os olhos a muito bons olheiros que, lá como cá, &lt;br /&gt;costumam dormir na forma em pleno serviço. Só que a coisa era demasiado evidente e óbvia, e alguns parece que acordaram a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tentar ser breve e vou tentar ser objectivo, daquilo que me lembro do caso. O Sporting de Moçambique exigiu ao Sporting- "mãe" um determinado montante para libertar este muito especial &lt;br /&gt;jogador, permitindo que ele pudesse fazer as malas rumo a Portugal. Andaram uns meses às turras por causa disto, sem contudo a situação avançar minimamente: as posições iniciais de ambos os &lt;br /&gt;lados mantinham-se e a família de Eusébio assistia a este ping- pong e a esta indefinição na 1ª fila de um triste espectáculo que nem merecia o preço do bilhete. Por esta altura a mãe de &lt;br /&gt;Eusébio até equacionava que este deixasse de jogar à bola e fosse trabalhar, segundo sei. Ora, o Benfica soube da história - que por aquela altura já era motivo de risota nacional, tanto em &lt;br /&gt;Moçambique como em alguns círculos em Portugal -, avaliou atempadamente o real valor deste fenómeno africano, e foi sério na abordagem. "- Sério? Chamas a isto sério!??", perguntam-me os meus &lt;br /&gt;muito amigos mas despeitados sportinguistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu explico, eu vou explicar devagar devagarinho. O Benfica enviou uma comitiva de 2 ou 3 dirigentes, e foram falar directamente com a mãe de Eusébio. Ora, fiquem sabendo que isto é que é ser &lt;br /&gt;sério e isto é que é respeitar a vontade das pessoas: falar com elas directamente e deixar a trapalhada dos contratos e do jurídico para mais tarde. Quando, algumas horas mais tarde, esses &lt;br /&gt;dirigentes se despediram da mãe de Eusébio, tinham com eles uma coisa mais verdadeira, mais autêntica, mais honesta do que contratos disto ou contratos daquilo: tinham a palavra de honra de &lt;br /&gt;um ser humano que, por muito pobre que fosse - e consta que era mesmo muito pobre - ainda sabia o valor de uma palavra de honra e uma conduta honesta. Neste contexto, a acusação de jogo baixo &lt;br /&gt;e suborno - cheia da tão habitual soberba e falsa nobreza - que o Sporting lançou ao Benfica (e que incrivelmente ainda subsiste e nunca foi desmentida) é, ela sim, jogo baixo e um autêntico &lt;br /&gt;insulto ao bom nome da família de Eusébio. E venha agora algum sportinguista acusar-me de ser mentiroso. Não aparece ninguém pois ainda há testemunhas presenciais vivas e ainda há a memória &lt;br /&gt;do próprio Eusébio, que não me deixará por certo mentir sobre esta situação. É este tipo de pessoas que eu, como benfiquista, quero para o meu glorioso. Não quero mercenários. Não quero &lt;br /&gt;cebolas podres descascadas ou por descascar, não quero veraneantes Sokotas, nem Álvaros Pereiras, ou Carvalhos, ou Sobreiros, nem muito menos Falcões arraçados de Milhafres ou Rolas. No fundo,&lt;br /&gt;não me agradam intrujões em geral, intrujões que, por muito menos de 30 dinheiros, se vendem ao maior licitador que aparecer lá em sua casa ou nos arredores do seu clube. Quero apenas uma e &lt;br /&gt;uma só coisa: pessoas com palavra de honra, e que honrem o que disseram e ainda se lembrem do que acordaram no dia anterior! E ponto final parágrafo, que estamos conversados sobre este assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, mas se acham que a novela tinha acabado, nada disso! A novela prolongou-se no território português, uma vez que o Sporting - qual náufrago desesperado por uma bóia de salvação qualquer -&lt;br /&gt;decidiu agarrar-se a dúbias cláusulas jurídicas, tornando a vida de Eusébio um verdadeiro inferno durante uns meses. Eusébio teve até de embarcar no avião para Lisboa sob um nome falso, um &lt;br /&gt;nome de mulher! E depois foi direitinho para umas férias forçadas no Algarve, segundo me lembro, para "curar" a hipocrisia e teimosia sportinguista, como quem cura uma infantil bebedeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, e para terminar esta que foi a mais mítica - e curiosamente a de mais baixo orçamento - novela do futebol português, deixem-me esclarecê-los completamente sobre a importância relativa &lt;br /&gt;das coisas, hoje, naquela altura, e sempre: o Benfica da época era uma máquina infernal. O pequeno mas genial Simões, o mago Coluna, o gigantesco Torres, um onze de sonho que foi até &lt;br /&gt;considerado há alguns poucos anos a 9ª melhor equipa europeia ou mundial de sempre! Quando Eusébio chegou, o Benfica era já campeão europeu! Eu repito: já era! já era campeão europeu! Nesse &lt;br /&gt;ano, o Benfica foi de novo campeão europeu, com Eusébio a brilhar tão alto no seu ano de estreia no futebol europeu, que desde aí a lenda apenas aumentou, ano após ano após ano. Duplo bota de &lt;br /&gt;ouro, um dos melhores avançados- puros da História do futebol... ouço muitas vezes: "Ah, se ele ao menos tivesse vindo para o meu Sporting..." Se ele tivesse ido para o Sporting nunca teria &lt;br /&gt;tido esta visibilidade internacional, nunca!, nem nunca teria sido a lenda que foi! Liedson ou Balakov ou Figo ou o cometa- Rickaard podem contar-vos a história toda, se a quiserem ouvir &lt;br /&gt;algum dia, que eu duvido!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, meus simpáticos e pouco esclarecidos e pouco conhecedores sportinguistas: devemos sempre relativizar as coisas. Creio que a novela termina aqui. No entanto, se alguém tiver algum &lt;br /&gt;trunfo na manga - ou seja, alguma informação útil que esclareça o caso sob outra perspectiva -, cá estarei para reabrir o processo, que por mim este caso não vai prescrever como outros que &lt;br /&gt;andam pelos nossos muito lentos tribunais! Enquanto isso não acontece, abraço a todos, e saudações gloriosas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Srª mãe de Eusébio, a senhora honrou a sua palavra, e manteve o bom nome da sua família intacto. Que Deus a guarde bem junto de si. Um imenso, eterno, humilde: "Muito obrigado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-1874338246433476208?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/1874338246433476208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=1874338246433476208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/1874338246433476208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/1874338246433476208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/mais-lendaria-novela-do-futebol.html' title='A mais lendária novela do futebol português'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-5748953616821987097</id><published>2010-12-30T21:50:00.001Z</published><updated>2010-12-30T21:54:06.918Z</updated><title type='text'>Uma visão estruturante</title><content type='html'>Portugal podia perfeitamente chegar lá. Portugal, se fizesse os seus trabalhos de casa, chegava lá de certeza. "- Mas chegar onde?", perguntam-me. Ao restrito e milionário clube dos países &lt;br /&gt;mais poderosos do futebol europeu, claro está. Um clube que movimenta a grande fatia dos lucros de um negócio de muitos, de imensos milhões. Ora, este selecto clube é actualmente composto por:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e talvez talvez França, com imensa boa vontade. E tudo o resto à volta é apenas paisagem, não duvidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelas ligações históricas a outros países, fornecedores da tão necessária "mão de obra especializada", leia-se: jogadores de futebol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- França tem a África francófona, que produziu praticamente sozinha uma selecção campeã europeia e a seguir mundial, um grupo de jogadores que jogavam quase todos no estrangeiro, obrigando&lt;br /&gt;o treinador da selecção a ignorar completamente um campeonato que historicamente sempre foi fraquíssimo, tirando o caso do Marselha- versão Tapie e Paris Saint- Germain de Artur Jorge;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Itália faz de ligação a um certo Oriente, tem o célebre e universalmente odiado catenaccio, a táctica "terrorista" da defesa a todo o custo, tendo ganho o penúltimo mundial à conta disso e &lt;br /&gt;pouco mais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Alemanha é quase sempre um dos finalistas tradicionais de mundiais de futebol, indo buscar jogadores sobretudo à Turquia e ex- "países de leste";&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inglaterra aposta na prata da casa mas também pesca em Espanha altos valores - El Nino, Fabregas, etc, e tem uma selecção em banho- maria há demasiados anos, talvez pelo errado casting &lt;br /&gt;de treinadores em final de carreira, mas o seu campeonato de clubes é dos mais poderosos a nível global - de facto apenas a Espanha lhe faz frente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espanha contrata tudo o que de óptimo mexe à volta, pois Barça e Real são os colossos unânimes que toda a gente conhece e com os contratos milionários que as televisões são obrigadas a &lt;br /&gt;aceitar podem dar-se a esse luxo; já a selecção foi campeã europeia e agora mundial, portanto estamos conversados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Portugal, conta com um acesso directo e total a esse gigantesco e inesgotável filão de ouro puro que dá pelo nome de Brasil, o mítico país de Pelé, Garrincha, Zico, Ronaldo e &lt;br /&gt;Ronaldinho e Romário e Bebeto e um nunca mais acabar de nomes que produziram o futebol mais atraente e a única selecção pentacampeã deste planeta chamado Terra. Temos ainda a Argentina, e &lt;br /&gt;quase toda a América do Sul, e a estranhamente muito poucos vezes utilizada "escola de talentos" das ex- colónias africanas, que já nos deu "monstros" tão talentosos como Eusébio, Coluna e &lt;br /&gt;muitos etceteras. Ou seja, a placa giratória inflaccionada europeia começa, não em Espanha como se pensa, mas aqui mesmo, neste país à beira- mar plantado. E o nosso campeonato, não me venham &lt;br /&gt;com histórias auto- destrutivas, é bem mais forte e competitivo que essa fraude ambulante chamada campeonato francês, e estou plenamente convencido de que pode inclusivamente ombrear taco a &lt;br /&gt;taco com o alemão, suplantando-o a muito curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nos últimos anos, chegámos a umas 5 ou 6 fases finais consecutivas, entre europeus e mundiais. Mas, como eu dizia no início, Portugal tem de se pôr a jeito para que tal aconteça, tem &lt;br /&gt;de fazer primeiro os seus trabalhos de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já temos os elementos estruturais nos lugares certos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O maior agente de jogadores há mais de uma ou duas décadas - Jorge Mendes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguns dos mais talentosos jogadores do mundo nas suas respectivas posições: Cristiano Ronaldo; Nani; Simão Sabrosa; agora Bébé; Eduardo, Coentrão, etc etc etc;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma selecção nacional que, mal ou bem, costuma andar no top- 10 mundial e que até esteve no 2º lugar mundial há pouco tempo (misteriosamente, mas esteve!);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O melhor treinador de futebol do mundo, inquestionavelmente, é português - José Mourinho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos 2 ou 3 equipas de topo europeias: Porto, Benfica, Sporting e Sporting de Braga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, aparte o nosso lendário autismo, o mundo exterior está completamente ávido de tudo o que é português!! Eu vou repetir: completamente ávido, ávido de notícias sobre o Portugal&lt;br /&gt;desportivo! Portanto só nos falta agora fazer os tais TPC, pois estamos nos últimos 200 metros da maratona, e para ficarmos num lugar que dê acesso às medalhas, precisamos de um sprint &lt;br /&gt;final, para ultrapassar dois ou três adversários directos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou agora enumerar esses TPC:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pacificar de uma vez por todas as relações institucionais entre Porto e Benfica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não permitir concorrência desleal entre clubes e promover a troca de jogadores entre os grandes - e todos os outros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fomentar a competitividade desportiva e inclusivamente desincentivar a que o mesmo clube ganhe demasiadas vezes seguidas (ao contrário do que se pensa, isto significa que ganham todos, e &lt;br /&gt;também uma maior visibilidade externa e um mais eficaz marketing do nosso campeonato, apesar de ser um fenómeno praticamente impossível de prever e viabilizar; o comentário de Ferguson sobre&lt;br /&gt;o FC Porto estar habituado a ganhar campeonatos no supermercado é sintomático do que tem de ser feito...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criar sites próprios para os 3 ou 4 jogadores mais talentosos de cada equipa - da 1ª e 2ª divisões, linkando-os a um site centralizador da própria liga, com fóruns em várias línguas, vídeos &lt;br /&gt;de jogadas espectaculares linkados ao YouTube, apresentações Flash de jogadas vistosas de vários jogadores, guestbooks, video- conferências ,etc;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixar caducar os actuais contratos e de seguida os próprios clubes devem negociar directamente e em colectivo com as autoridades europeias e/ ou entidades que permitam acesso via web de &lt;br /&gt;grande parte do campeonato, permitindo assim o acesso aos grandes milhões que correm nestas auto- estradas do poder desportivo europeu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Criar websites paralelos de marketing do campeonato, facilmente acessíveis via pesquisa google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E acho que por agora já chega! Os (maus) alunos Vão lá esfolando este coelho que a malta depois fala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Sr dr exmo sr dr c. queirois, se ker limpar a porcaria na mardail street, por mim ta a la volontée!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-5748953616821987097?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/5748953616821987097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=5748953616821987097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5748953616821987097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5748953616821987097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/uma-visao-estruturante.html' title='Uma visão estruturante'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7661286397977913305</id><published>2010-12-30T14:42:00.000Z</published><updated>2010-12-30T14:43:19.098Z</updated><title type='text'>As estórias ke o meu tio sam me contava!!</title><content type='html'>"As estórias que o meu tio Sam me contava"&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, algumas das perguntas erradas que os mass media já deviam ter feito há algum/ bastante tempo aos pseudo- governantes mundiais, vulgo "testas de ferro":&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- A estória da compra dos "testes científicos" aos "médicos" nos campos de concentração nazis é apenas um mito urbano ou uma provável hipótese?&lt;br /&gt;- Este "Franchising" do mal estendeu-se depois dos seres humanos para os animais nos testes também eles muuuiito "científicos" da indústria farmacêutica e indústria de cosméticos - sim, não ou talvez?&lt;br /&gt;- Se é verdade a primeira, então quais foram essas empresas e/ ou países que compraram essa "mercadoria estragada", por quanto dinheiro e com que finalidade(s)?&lt;br /&gt;- Quem protegeu os ex- altos comandos nazis? Por que razão os protegeu? Para que países - nomeadamente na América do Sul - foram eles discretamente "embalados" e enviados?&lt;br /&gt;- Por que razão foi Albert Speer, das dezenas de nazis "arrebanhados"/ "raptados não muito oficialmente" por Israel, o único que escapou à morte por enforcamento no mítico julgamento de Nuremberga?&lt;br /&gt;- Quem sabia do real paradeiro do monstro Mengele e nada fez nem nada disse a quem desesperadamente tentava localizá-lo na altura?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu ex-pi-li-co: o Tio Sam tem razões que a própria razão (e a Mossad´a também, já agora) desconhecem!!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Vou citar uma, apenas uma dessas "experiências científicas" que esses médicos do terror levaram a cabo, para testar os limites do corpo e da mente humanas. Reza  a triste lenda que Mengele anestesiou dois gémeos. Quando estes acordaram, não notaram nada de especial, talvez apenas o cínico e estranho olhar trocista dos próprios "médicos". Quando um deles perguntou: "- Onde está o meu irmão?", um desses cérebros do mal respondeu candidamente: "- Olha para trás!". Porquê? Porque os irmãos tinham sido cosidos - repito, cosidos - um ao outro, pelas costas... A seguir ao choro convulsivo das duas crianças, e depois da tão necessária bateria dos testes que faltava fazer, foram metidos num dos últimos contentores humanos desse dia e cuja última paragem era a umas centenas de metros dali, nas célebres câmaras da morte por envenenamento. E o gás Zyclon-B fez o resto do serviço, para que esses muito competentes médicos não tivessem de sujar ainda mais as suas sensíveis mãos com algo tão desagradável como essa coisa que dá pelo nome de "morte física".&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Passado este pesadelo, agora Israel está aparentemente muito preocupado com a capacidade nuclear do Irão. Repare-se que não se preocupa com países que já têm essa tecnologia nuclear: nem o Paquistão, nem a Índia, nem França, nem Espanha, nem praticamente "metade" do mundo que já a tem: nada disso! Nem ninguém já se lembra de Hiroxima ou Nagasaki - isso é longe demais, não tem nada a ver! O "nosso" tio Sam já inclusivamente soltou a trela do seu pittbull preferido de estimação, dizendo ainda: "css css" - que o mesmo é dizer: "- Israel tem o direito de se defender!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, esse direito inclui no mesmo pacote: "atacar preventivamente" à hora que se quiser e o que se quiser, bombardear episodicamente o Líbano e diariamente a Palestina, e inclui também raptar - e, pelo que se vai sabendo, torturar - um dos responsáveis pelo programa nuclear iraniano, para saber a hora exacta a que deve atacar as instalações nucleares do Irão! Isto é demais, isto é só rir!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ah, mas é aqui que entra a tal pomposa (e na prática inexistente) diplomacia internacional. O Brasil tenta pôr água na fervura, pede calma e ponderação; a Rússia avisa um pouco mais que isso mas pouco mais porque de qualquer modo os Estado Unidos nem sequer ouvem; a China também não deve estar muito virada para mais aventuras militares do país cuja economia domina, mas o tio Sam e o respectivo pittbull já lançaram o isco certo: ao provocarem diariamente - e de forma invisível para os media- voz- do- dono que temos - o Irão, já obtiveram o trunfo da mentira certa no momento certo de que precisavam para darem credibilidade à coisa. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O presidente do Irão, acossado por essas ocidentais (mas pouco citadas no Ocidente) provocações, já veio sugerir que o nuclear também serve para um país se defender, como arma de defesa, o que é completamente óbvio, completamente verdadeiro e corresponde a 100% à forma como as potências regionais funcionam, hoje em dia. Mas, pelo que sei, o grande objectivo continua a ser a autonomia energética do Irão - algo que os verdadeiros especialistas confirmam e que o tio Sam quer desincentivar, pois assim lá se ia abaixo a mina económica global do petróleo! Ao dar o exemplo do menino mal comportado, o tio Sam lança um sério aviso à navegação a todo o terceiro mundo: "- Ou continuam a consumir o nosso belo e baratinho e de grande qualidade petróleo, ou então... bombas teleguiadas!". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Para verem a dimensão do ridículo a que se chegou, no outro dia a grande notícia ("Breaking news") na insuspeita CNN era um padre de uma congregação de umas 10 ou 15 alminhas lá nos confins da América profunda, que avisava com tempo - muito, muito tempo - da sua intenção de queimar publicamente dezenas de exemplares do livro sagrado do Islão, o Corão. Ora, por que carga de água isso era notícia? Nem no jornal "O Crime" isso seria notícia, certo? Errado! Obviamente, isso foi notícia unicamente para que o messias Obama pudesse vir a terreiro criticar e dizer que discordava, e tal e tal, num daqueles bonitos e limpinhos discursos à maneira que o seu staff lhe prepara de vez em quando, para: 1- aumentar as audiências;  e 2- as sondagens de popularidade irem por aí acima, upa upa. O presidente Reagan veio do cinema para a política; já Obama provavelmente fará o percurso inverso! A gente até já sabe quem é o mocito da sua enorme equipa política que lhe prepara os fantásticos discursos, para o grande actor interpretar os papéis certos nas alturas devidas - isto dá para tudo! "- Yes, we can! Yes we can!", e coisas que tais... Um discurso que no início toda a gente queria dispensar, imagine-se!! Pessoal da publicidade, rapaziada - vendam bem o vosso produto! Isto aqui está bom de mais! &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bem, mas voltando à grande "Breaking news" lá do sítio: Uma visitinha de amigo do FBI à paróquia, e um discurso de Obama após, o tal padre da tão útil e pequenita congregação parece que desistiu da muito previamente apregoada tentação/ façanha da queima do Corão. Se calhar fazia impressão a certas pessoas, se calhar lembrava demasiado algumas queimas de livros célebres, que se querem apagar da memória colectiva... Não se sabe quais foram ao certo as negociações, se alguém teve de pagar quanto e a quem debaixo da mesa e tal, mas de qualquer modo isso nunca se sabe nem é alguma vez referido nestas situações, portanto... Isto funciona assim: tudo o que não é notícia, não existe. Deste modo, ficamos sempre com a versão mais "clean" e menos problemática das coisas... Vemos, mas não temos consciência nem sentimos. E fica por aí mesmo.&lt;br /&gt;A "pequenada" - países europeus tirando talvez a Alemanha - gostam de de vez em quando de chamar o seu tio Sam para mostrarem quem manda lá no recreio, aos miúdos que andam com a mania do bullying e coisa e tal... Isto é como as composições lá nas aulas dos petizes: tem introdução, desenvolvimento e conclusão: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- A introdução é uma mentira qualquer inventada à última hora; &lt;br /&gt;- os mass media fabricam o desenvolvimento da estória; &lt;br /&gt;- e depois os israelitas mandam umas bombas cirúrgicas emprestadas pelo tio certo na área problemática certa, e acaba-se o recreio e toca de voltar para a aula que já é tarde e esta professora bate a valer e tem uma régua enorme. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A mentira no Iraque foram as completamente inventadas armas de destruição maciça, lembram-se?, e a farsa agora no Irão é esta agressividade e gosto pelo bélico e pelo nuclear. Ora, quem tem armas de destruição maciça continua a ser quem lançou a suspeita e também as bombas; e quem tem esse gostinho especial pelo nuclear e pelo bélico são esses mesmos, que em cada geração precisam de lançar umas 2, 3 ou 4 guerras sem sentido, e motivadas por razões falsas como Judas...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E depois venham queixar-se que o Terrorismo se expandiu para uma zona do mundo onde antes havia pelo menos uma mínima estabilidade. Amadinedjad já avisou o que tinha a avisar sobre este incómodo assunto, sugerindo uma expansão "louca" do terrorismo se o Irão for atacado; mas a cegueira e soberba do tio Sam é demasiada, e a sede de protagonismo "escolar" do sobrinho também!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora vamos pensar aqui no seguinte: é mais hipócrita o tio com telhados de cristal, ou o pequenito que convoca antecipadamente o seu tio Sam para as sessões de wrestling lá no recreio? Hipocrisia? Hipócritas são os dois: tio, e sobrinho! Parceiros no crime, é o que é!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pelo menos Hitler era um bocado mais directo naquilo que queria fazer, e os seus canhões ouviam-se a algumas dezenas de quilómetros!! Só não fugia quem não queria ou fisicamente não podia! Qualquer dia a pontaria deste gentil e bonacheirão tio Sam avaria-se de vez e é bombardeado um país "amigo" estilo Espanha ou França ou Itália! "Play it again, Sam!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alto lá! Já ouço as bombas a cair! Salve-se quem puder!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7661286397977913305?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7661286397977913305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7661286397977913305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7661286397977913305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7661286397977913305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/as-estorias-ke-o-meu-tio-sam-me-contava.html' title='As estórias ke o meu tio sam me contava!!'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-1695604024323540062</id><published>2010-12-30T09:28:00.001Z</published><updated>2010-12-30T09:31:02.307Z</updated><title type='text'>Os cus de judas!!!</title><content type='html'>A coisa é fácil de explicar e entender. Em poucas palavras conta-se esta história de encantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por Robert de Niro. Uma lenda que Hollywood construiu, mais uma. Ao que parece o seu pai pertencia a um selecto grupo. O mesmo clube que já acolheu nomes tão ilustres como Oscar Wilde, Jean Genet, Mário Cesariny, e muitos muitos outros que no entanto acharam melhor não dar a cara nem nome, ficando assim sabiamente ausentes dessa não raras vezes histórica e suspeita lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o pai de De Niro parece que era pintor. Gay era, de certeza. E, a avaliar pela introdução do livro que apresentava a sua "obra", teve um caso com o muito mais mediático Jackson Pollock. É uma boa ideia para promover um livro, algo escabrosa, mas ok pode resultar num país tão genuinamente inculto. Se eu compreendi mal, peço desculpa aos visados. Bom, mas eu li a introdução e vi de seguida as imagens da sua pintura: prefiro de longe a introdução. Para um livro de um pintor, creio que está tudo dito sobre o (não) talento desse "artista". Mas como é pai de quem é e estamos neste fim de mundo, bacalhau basta... Por terras lusas existem sempre passadeiras vermelhas de prevenção para estender e endeusar estas personalidades do além- mar, nos momentos certos. Este é o nível de subserviência a que já chegámos, por aqui! Há imensos artistas portugueses com qualidade mais do que suficiente para que publicassem livros sobre a sua obra, o único problema é que têm sempre os mesmos cinco enormes defeitos: nem são estrangeiros, nem gays, nem ofereceram telas a ninguém importante, nem lamberam botas nenhumas a nenhum reizinho dos media, e ainda por cima ainda estão vivos, os malandros!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que acho uma certa piada a muitas "stars". Acho piada aos que se assumem, aos que não se assumem, mas sobretudo acho piada ao momento em que se assumem. Pelo amor faz-se tudo? Pela carreira faz-se muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu com Ricky Martin, que tinha uma média de 3 dezenas e meia de miúdas descaradas e descascadas nos seus videoclips, quando não tinha claramente unhas para essa guitarra, aconteceu com George Michael passados 8 ou 10 anos de circo mediático, Freddy Mercury, Elton John, etc etc etc. Ricky amealhou uns bons milhões e depois, na reforma antecipada, decidiu finalmente abrir o jogo, e arranjar um bébé de aluguer (é assim que se chama?). Já George Michael apenas se assumiu porque a justiça e os media se assumiram por ele. Fez bem: nem se chateou com o assunto! Mas ainda deu pano para mangas suficiente para ele aproveitar o episódio em vários videoclips nos quais gozava descaradamente com a polícia americana. Ora bem, isto é assim: primeiro viola-se a lei, depois goza-se quem a faz cumprir, depois cumprem-se uns diazitos de serviço comunitário onde ainda por cima todo o gato pingado dos arredores nos vem pedir autógrafos, e a seguir volta-se à "normalidade" com a sensação de dever cumprido! Não sei se ainda gozou com a polícia no Facebook ou Twitter ou MySpace ou site pessoal - se o tiver, mas se o fez não me espantava nada. É que isto dá mesmo para tudo. Polícias mandam no cidadão, Juízes mandam nos polícias, políticos mandam alguma coisa também lá no meio disto, e os media no fim relativizam tudo e deixam os seus artistas- voz- do- dono gozar com o resto do people. E volta tudo ao seu início e toca de novo a mesma música de sempre pela desafinada banda de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venham pois contar histórias da carochinha sobre este tema. Quando o sistema legislativo não admite a adopção de crianças por casais do mesmo sexo (e em algum país se admite tal coisa??), eles pura e simplesmente contornam a lei: as elas vão a um banco de esperma e resolvem tudo com inseminação artificial e umas mentirinhas piedosas à maneira e à mistura; e os eles alugam uma simpática e saudável e pouco reivindicativa barriguinha de uma moça escolhida a dedo, a la carte, da AMMI - Agência de Modelos Minimamente Inteligentes, lá para as bandas da Rússia e adjacentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todos eles e elas assumem - mas apenas quando lhes convém - esse estatuto, é bom que alguém assuma também o seguinte: essa cantiga da necessidade premente da descriminação positiva aos gays, lésbicas, transsexuais e aparentados é melodiosa de ouvir sim senhor, só que significa de igual modo uma discriminação negativa aos outros todos, que nem sabem da missa a metade e nem têm sequer consciência de que lhes estão a fazer o ninho debaixo da orelha! Esta música não é Beethoven nem Mozart, é mais Quim Barreiros e Zé Cabra! Juntos!! Ou então Shoenberg e Shostakovitch a desafinar cada um para seu lado, com John Coltrane e Oscar Peterson a tentar pôr ordem na banda! E depois venha o diabo e escolha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pá, podem criticar a sociedade velha e caduca, o modelo de família patriarcal, ou matriarcal, ou etc e tal, o desprezo histórico, o preconceito tradicional ligado à Igreja, a falta de sensibilidade, inteligência, critiquem tudo isso, sempre e cada vez mais, critiquem à vontade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para quem já viu o filme "As horas" - que foi na minha opinião inacreditavelmente elogiado/ instrumentalizado pelas associações de homossexuais - não é preciso ver ou ler ou ouvir mais nada - está lá tudo! Mesmo, mesmo tudo! A transmissão "natural/ cultural" da tendência homossexual, o sofrimento psicológico em pano de fundo, uma certa aceitação social, o papel do urbano nesta trapalhada toda, a aparente adaptação familiar... "Monstro" - é assim que a moça se refere à "lésbica- mãe, lésbica- avó, lésbica- inicial", MONSTRO!! não sou eu a inventar... Se isto é um filme que transmite a aceitação do mundo gay, vou ali e já volto! O homem matou-se! Ele tinha sida, ele recebeu praticamente o "gene" da homossexualidade da mãe! É um filme brutal! Um filme terrível, que retrata muito bem um sofrimento interior extremamente profundo e fracturante, isso sim, concordo. Agora o resto?, o filme- bandeira dos gays e lésbicas e coisas que tal... por amor de Deus, tenham dó! O filme não é absolutamente nada disso! Se querem politizar o "Brokeback Mountain" para as vossas sessões de engate em cinemas da big city, vá lá, vá lá, mas este?? este filme? este?? Estão a falar do mesmo filme "As horas" que eu vi?? um erro de casting incrível! Vocês agora usam tudo o que mexe, não?! "Conteúdo do filme"?? Que é isso??? Mete-se o rótulo de "filme- Gay friendly" e tá a andar de mota!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois há outra coisa gira. Juridicamente existe este conceito curioso: a "3ª parte". O tribunal tem de proteger esta 3ª parte, que aparece ali de pára- quedas numa relação para a qual não foi tida nem achada, e o ministério público tem de a proteger mais ainda. Ora, quem é esta aparentemente estranha, misteriosa e até sinistra "3ª parte"? É, obviamente, a "extensão do contrato" de casamento dentro do mesmo sexo a uma (ou mais) criança(s). Crianças essas que são metidas ao barulho na confusão e que podem - e vão - ser afectadas - afectadas na sua livre escolha da sexualidade (que, mal ou bem era garantida em situações heterossexuais) e num novo (e aventureiro?) modelo cultural de família, que - diga-se o que se disser - ainda não provou nem a sua viabilidade emocional, nem a sua estabilidade social. Quê, querem agora formular novas leis com base em experiências de 4, 5, 6, 9 anos?? Felizmente o legislador ainda tem alguma noção do ridículo e ainda não enlouqueceu!! Ninguém minimamente honesto, experiente e competente na área jurídica vai fazer leis baseando-se num modelo de família tão recente. Pura ilusão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa parecida eu só ouvi do PSD, que tentou escandalosamente introduzir o termo jurídico inexistente "despedir por causa atendível" ou coisa que o valha em vez do juridicamente muito bem fundamentado "sem justa causa", tentando a todo o custo meter esta piada de mau gosto a martelo na Constituição!! Agora digam-me lá, se os políticos já chegaram a este ponto de irresponsabilidade social, o que falta para o caos total das instituições?! Até os do Direito da área do PSD ficaram pasmados! Um conceito com décadas de existência jurídica, substituído por um sonho/ pesadelo!? Se querem manter o moço do canudo- ao- Domingo no poder para a vida toda, nem têm de fazer mais nada, mantenham-se assim mesmo! Eu só faço um apelo à população em geral e em particular: vão às Universidades, vão até lá na "desportiva", e tentem encontrar um professor! Um, que seja, para amostra! Garanto que apenas vão ver políticos! A coutada esteve parada para obras algures após um certo 25 de Abril, mas depois reabriram o espectáculo de novo! Mas continuam sem um equilibrista de renome, é só palhaços amadores e em fim de carreira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que este lobbie é extremamente poderoso, e quanto mais silencioso, mais poderoso. Pode fazer o que bem entender, e dar a entender no fim da trapalhada que todos saíram a ganhar. Tem raízes profundas: estruturas partidárias, meios artísticos, mass media, e muitos mais grupos sociais extremamente influentes e só aparentemente desorganizados, que estão minados por estas indizíveis tendências sexuais, produzindo um novo poder, ao mesmo tempo que permanece - felizmente para esses eles e essas elas - invisível para o incauto cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu tenho uma má notícia para dar aos retintos e ininterruptos foliões: se pensam que as leis, uma vez chegando a certo ponto de reconhecimento jurídico de certas situações, a partir daí é sempre a andar, é sempre em frente e nada de voltar atrás, são ou muito democratas (duvido), ou muito juridicamente incompetentes (não creio), ou muito ingénuos... Destas três hipóteses, escolham quem são! Esse poder, têm-no! Essa história do avanço civilizacional e tal e tal, meus amigozees, está muuuiiito mal contada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa aconselhável a toda a gente, sejam ou não gays, é: cumpram a lei. E não a cumpram apenas quando ela conjunturalmente parece legitimar os vossos interesses particulares, cumpram-na sempre! Sempre!!  Porque uma boa lei é sempre geral e abstracta, e nunca particular e objectivada. Isto é uma coisa que aos políticos por exemplo lhes custa a aceitar e a compreender: talvez seja por isso que gostam tanto de diariamente as reescrever e aligeirar e adaptar a casos muito muito específicos... eles lá sabem as linhas com que se "cosem"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uma vez um diálogo curioso com um curioso "professor" na Universidade, sobre a verdadeira extensão de dois conceitos. O primeiro conceito era o de "Carisma" e o segundo "Empatia". Mas, não sei por que carga de água, me soou a: "Política" e "Demagogia"... Bom, de qualquer forma, eu dei-lhe os conceitos certos. O único problema é que não eram os conceitos que ele tinha escrito lá no livro das "receitas" dele... Pelo menos teve a decência intelectual de concordar com a justeza e validade dos "meus" conceitos perante uma plateia de mais de 200 alunos, em plena aula magna. E podem crer que, neste estranho tempo que atravessamos, isso é o melhor que se consegue arranjar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DURA LEX? SED LEX!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mas isso é já toda uma outra telenovela sul- americana... - voltar ao início e ler de novo)   "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-1695604024323540062?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/1695604024323540062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=1695604024323540062&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/1695604024323540062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/1695604024323540062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/os-cus-de-judas.html' title='Os cus de judas!!!'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-4466970436588734325</id><published>2010-12-25T19:26:00.001Z</published><updated>2010-12-25T19:26:50.874Z</updated><title type='text'>A infância mágica..</title><content type='html'>Entrei na sala escura. Estava escura. Tão escura, que me pareciam aquelas paredes a pele de uma pessoa, vista por dentro. Talvez uma célula saiba explicar melhor o que senti. E, no meio da sala, lá estava ela. Aproximei-me lentamente. Era importante não esquecer que estava dentro do meu sonho preferido. É estranho: falamos com elas. Vivemos com elas. Há-as por toda a parte. Mas, no entanto, quando estamos a sós com uma, o ambiente é estranho. Talvez seja como nascer novamente. E quando me dirigi a ela, fez-me sinal para que parasse por uns momentos. Não parecia falar a minha língua, apesar de fazer parte dela. Havia alguma coisa que me prendia. Algo de sangue, algo de família. Guiou-me até ao mar, que vivia a seu lado. Moveu a cabeça para trás, e então eu vi-as. As ondas eram tão altas como ela me tinha dito, no sonho anterior. E falei com as nuvens, e cantei de novo os mares de Outono, e chorei quando a vi passar. Ia tão altiva como no primeiro dia. Ela existia-me. E, quando me aproximei, a nuvem esfumou-se por entre os meus dedos, e as vagas transformaram-se em lágrimas de vento, e a porta fechou-se, para logo se abrirem as poucas janelas que, no alto da falésia, sorriam para mim e para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És muito puro. Voltarás sempre.&lt;br /&gt;- Tu és a letra mais bonita que eu já encontrei. Como te chamas?&lt;br /&gt;- Não interessa o meu nome. Que te interessa se me chamo A ou B ou T ? O que interessa é o nome que o teu coração me deu. Toma esta nuvem que sobrou, e vai até Lungrith.&lt;br /&gt;- Mas eu pensava que…&lt;br /&gt;- Esquece-me… esquece-me… esquece-me…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-4466970436588734325?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/4466970436588734325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=4466970436588734325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/4466970436588734325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/4466970436588734325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/infancia-magica.html' title='A infância mágica..'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7377418909660482045</id><published>2010-12-13T00:33:00.000Z</published><updated>2010-12-13T00:34:37.739Z</updated><title type='text'>Petição Online - "A quem de Direito"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TQVp-baujUI/AAAAAAAAACM/-mY51a5WogI/s1600/peticao_online_venham_mais_5.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TQVp-baujUI/AAAAAAAAACM/-mY51a5WogI/s320/peticao_online_venham_mais_5.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5549958637036670274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7377418909660482045?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7377418909660482045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7377418909660482045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7377418909660482045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7377418909660482045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/peticao-online-quem-de-direito.html' title='Petição Online - &quot;A quem de Direito&quot;'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TQVp-baujUI/AAAAAAAAACM/-mY51a5WogI/s72-c/peticao_online_venham_mais_5.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7002458780906816522</id><published>2010-12-11T21:40:00.003Z</published><updated>2010-12-11T21:45:40.154Z</updated><title type='text'>Descentralização sem caos</title><content type='html'>Re- organizar tarefas por continente? claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar que 2 ou 3 xamãs reiniciem o tratamento das populações? obvio..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que isto é taõ simples, que naumentendo minimamente o receio das pessoas! passar mais time em ginasios ke no job? why not! nem mais 20% do people tem ke ter emprego! a estoria foi mal contada! mantimentos terao de ser reduzidos porque o people esta mais do que well! por amor de deus, todos aos foruns da internet, libertar azedumes, toxinas, quem ame diga ke ama no face!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu tou a dar as chances todas! sempre estive no mesmo place!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera és uma menina tao bonita ke nem tenho palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alugar online ou ver no youtube documentarios tapies, miró, picasso etc!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7002458780906816522?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7002458780906816522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7002458780906816522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7002458780906816522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7002458780906816522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/descentralizacao-sem-caos.html' title='Descentralização sem caos'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-5997184503611414276</id><published>2010-12-02T09:50:00.000Z</published><updated>2010-12-02T09:51:35.511Z</updated><title type='text'>“Passado presente distante diferente // O voo da águia // Quando a alma sente”</title><content type='html'>Sinopse: um sociólogo vai entrar para treinador do Benfica. Ele promete” aos adeptos que a equipa de futebol vai chegar a uma final europeia e que ela vai ter “fio de jogo”, ou seja, “jogar à Benfica”…!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Ouve lá, rapaz… mas afinal o ke te preocupa?&lt;br /&gt;. Luís… o engenheiro leu um livro de um moço, e…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. E, o quê? Mas agora tu é que controlas o ke o tipo lê ou deixa de ler?? A tua função aki, é…&lt;br /&gt;. Eu sei muito bem, eu sei isso muito bem, mas…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Rui, eu tenho daki a uns 10 minutos uma reunião com os tipos da maldita bomba de gasolina. Podes dizer-me afinal porque diabo te preocupas com isso? Afinal de contas, o engenheiro é um de nós, e é bom treinador, toda a gente sabe isso, pá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Luís, eu bem digo ke tu não me estás a ouvir…!&lt;br /&gt;. Pois! E não te estou a ouvir porque hoje à tarde tenho milhentos assuntos, assuntos para tratar a serioo. Caramba pá, vai chatear outro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Luís, tens o Lopes na linha 3.&lt;br /&gt;. Ok, Miguel, vou já atender, obrigado. Já enviaste a acta de ontem ao Silva?&lt;br /&gt;. José ou Júlio?? Qual JJ ahah!&lt;br /&gt;. José, claro!!&lt;br /&gt;. Já, José já está!&lt;br /&gt;. Ok!. Rui, pá… desempata-me a loja! Vai rezar para a catedral ou a capela do Damásio ou ao pé do santinho Eureebuio!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Está calor hoinje, não está Rui?&lt;br /&gt;. Sim, está… ah, Eusébio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Procuras algum anel aí na relva à volta da minha estatua? Olha ke o Vítor Batista ainda anda por aí, eheheh..&lt;br /&gt;. Não, estava apenas a reparar na técnica ke usavas para rematar.. a estátua está a esse nível muito realista, de facto..&lt;br /&gt;. Sim. Sabes, Rui, o ke importa agora importava também nesses tempos pssados: o ângulo, rapaz, o ângulo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. “Ângulo”..!? O que queres dizer com isso??&lt;br /&gt;. Rui, se a parte superior do teu corpo estiver demasiado para trás, a bola vai parar… fora do estádio! Mas, se mantiveres o alinhamento certo e uma potência elevada, a bola levará perigo certo à baliza do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Ainda bem ke estás connosco. E ainda bem ke esta estátua aki está, para nos lembrar esses tempos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Pois. Mas fizeram a estátua do santinho errado! Lol!!&lt;br /&gt;. O quê?? O que queres dizer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Era o Coluna ke aí devia estar, moço! O Grande Senhor, o Xamã Mário Coluna!! Não me digas ke não sabias disso! Toda a gente sabe! Ke sempre me protegeu desde ke cheguei ao mítico Benfica!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Ora… isso é a tua lendária humildade a falar, apenas…&lt;br /&gt;. Rapaz, rapaz… quando eu cá cheguei já o glorioso era campeão europeu…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Luisão, tu sabes muito bem ke a malta não tem esses montantes para te dar. A rábula da renvação vai acabar quando, não me dizes??&lt;br /&gt;. Ai sim? E por quanto $ foem buscar os mágicos argentinos? Para isso já dá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(resumo para os anormais ke suicidaram Enke e tal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Águas passadas não movem moinhos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deia-te disso, ke o mou big mouth ta a espera la nos condados reais spain masterrr!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mozer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entradas a dois metros de altura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benfica Marselha &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. Ramosss!!!! - VATAAA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New entrainor?? Ok vou agora aprender a jouer basket ball!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luisao conversa cacabada!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New master in town!! Edddie murphyyyy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hmmmmmm!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-5997184503611414276?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/5997184503611414276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=5997184503611414276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5997184503611414276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5997184503611414276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/passado-presente-distante-diferente-o.html' title='“Passado presente distante diferente // O voo da águia // Quando a alma sente”'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-5495842631800502747</id><published>2010-12-01T22:59:00.001Z</published><updated>2010-12-01T23:02:51.015Z</updated><title type='text'>1 century of LINGUISTICS LIES...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TPbUEFViQ0I/AAAAAAAAACE/TpWc-dDoz1M/s1600/escrita_fenicios.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 301px; FLOAT: right; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545853157770412866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TPbUEFViQ0I/AAAAAAAAACE/TpWc-dDoz1M/s400/escrita_fenicios.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1 – SEMIOLOGY / LINGUISTICS &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;. The Myth of morpheme/moneme as a minimal unit of signification within Language &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Approached subjects : &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;. The concepts of moneme and morpheme&lt;br /&gt;. The arbitrary relation between sign and the represented object&lt;br /&gt;. The primitive man and communication&lt;br /&gt;. The economicist partiality of the alphabet&lt;br /&gt;. Pre-language “languages”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Egyptians&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ancient civilizations and their systems of symbolic signification&lt;br /&gt;. The idea behind communicative simplification&lt;br /&gt;. The “invention” of writing and its importance as a unifying system between nature and its chaos&lt;br /&gt;. The defense of the “Linguistic Castle”: social scientists “tamed” by the fear of complexity&lt;br /&gt;. Stages of the non-chronological evolution of human communication&lt;br /&gt;. Graphical evolution of signs – letters&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;References:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fenícios (The Phoenician) - Donald Harden, Publisher: Historia Mundi (1968)&lt;br /&gt;Revolução na Linguística (Revolution in Linguistics) - José Manuel Blecua, Publisher: Salvat Editora do Brasil, Collection: Biblioteca Salvat de Grandes Temas (1981)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História da Linguagem (History of Language) - Júlia Kristeva Publisher: Edições 70, Collection: Signos (1983) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-5495842631800502747?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/5495842631800502747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=5495842631800502747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5495842631800502747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/5495842631800502747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/1-century-of-linguistics-lies.html' title='1 century of LINGUISTICS LIES...'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/TPbUEFViQ0I/AAAAAAAAACE/TpWc-dDoz1M/s72-c/escrita_fenicios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7300237445044067629</id><published>2010-12-01T22:11:00.000Z</published><updated>2010-12-01T22:12:04.929Z</updated><title type='text'>Completando ULIssesss"" de James Joyce - ^JJ</title><content type='html'>1. O dia estava quase a acabar. Um dia estúpido, não por ele próprio ser estúpido, mas que se tinha tornado, ao longo do seu próprio dia, idiota. Idiota, e por várias razões: nada daquilo que fazia, fazia sentido; nada do que todos esses dias sem sentido fazia sentido ali, naquele estúpido dia, sentado a uma mui estúpida secretária, com pernas do vil metal que ele tanto odiava, e tampo de uma madeira que já nem madeira tinha: apenas um contraplacado estúpido, vazio, burocrata dos dias, como eu, perdido no vazio dos dias, sem esses dias respirarem emoção, ou sequer alguma lembrança de dia sonhado. Porque, se ele sonhasse os dias, eles próprios se fariam, ao longo de si mesmos, interessantes: seriam lembrados, e até talvez amados, como os dias seus vizinhos; esses, os dias que marcavam datas interessantes, para o bairro, para o país, até talvez para a própria humanidade.&lt;br /&gt;Mas não. Já não havia qualquer humanidade nos seus dias, de tão trôpegos, cheios de nada, ausentes de sentido, navegantes de um mundo demasiado finito. Seriam ainda dias?, perguntava-se interiormente. Serão recordados, se eu próprio não os amo?, dizia de si para si, então.&lt;br /&gt;Eram dias vazios, sim, mas cheios talvez desse vazio que os fazia um dia. Dias burgueses, com barrigas de cerveja, dias cheios de esperança em futuros dias de festa, de outros desses dias que talvez viessem a fazer sentido. Dias bonitos!, pensava. Será que ainda vou existir num dia assim? E, se viver para ver esse dia, será que o irei reconhecer como dia sagrado, por ser bonito, cheio dos vazios que fazem os dias ser alguma coisa mais do que apenas um e só um dia?&lt;br /&gt;Hm… Hesitava, por entre a factura da papelaria e a papelada da transferência de um aluno; mais um!, mais um menino que, como todos os dias, aparece em cima desta secretária cheia de tudo menos de alguma coisa que seja um pouco mais do que nada, no vazio, símbolo dos dias…&lt;br /&gt;Para quê então ele vivia esses dias que, diziam-lhe, eram iguais a todos os outros dias, dias esses que, também lho diziam, nada diziam a pessoas tão sensíveis como ele? Sim!, para quê viver em vida emprestada pelo tempo? Para quê viver e dizer bem alto: esta vida onde vivo não me diz nada!?&lt;br /&gt;Vazio de tudo, da vida, do mais simples pensamento, da breve existência de uma simples rocha, ou outro lamento do tempo.&lt;br /&gt;Mas porquê naquele dia? Mas porquê naquela hora, estar-se a viver sem nada dizer à mesma hora que o consumia, naquele tão pleno e imorredoiro dia?&lt;br /&gt;Se os dias existem, então que sejam para recordar. Se os dias se vestem de folhas de tempo, então que seja o acordar a própria vida.&lt;br /&gt;Mas a que tempo junto meu sonhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrumou a gaveta cheia dos vazios de um qualquer despojo de um dia diferente, de tão igual. E disse bom dia quando era boa tarde, arrastando seu viver para fora da porta, do escritório, do edifício.&lt;br /&gt;E, já ia ao largo da vida daquele dia tão igual a todos os outros, quando deu por si tão ausente como as ausências daquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então disse, para dentro do mundo desse dia: sim, eu sei que és a vida deste dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Tinha entrado nesse dia sem nada dizer. &lt;br /&gt;Sem vida, dizia para si mesmo. Sem a vida deste dia. Ia acabar por sentir a existência deste dia, se nada dissesse sobre ele: não posso nomear o mal; é o mal que me nomeia.&lt;br /&gt;Para já, vestia-se alegremente, qual sorriso de uma qualquer criança que se vestisse como outra criança qualquer: é o sorriso deste dia, que me quer ser.&lt;br /&gt;Mas, ainda antes de descer para o pequeno almoço, desejou nada ser. Nada do nada desta vida tão comprida, que se cumpria neste dia sem alma, neste vazio do vazio de todos os vazios do tempo que, sem existir, existia nesse mesmo dia.&lt;br /&gt;É o meu dia, dizia então. É este o dia, de todos os dias é este o dia especial de um dia qualquer, em que uma mosca será ainda mosca, em que o vizinho da vida continuará a ser um vizinho anónimo, um qualquer transeunte do qual não se saiba a idade, ou memória, e que possa ser ou vir a ser um louco sem que eu me preocupe.&lt;br /&gt;Pensei demasiado tempo deste dia desta vida, o horário aperta.&lt;br /&gt;O serviço, sempre ele. Tinha para si mesmo um horário que se cumpria em paralelo ao mundo, e no qual só por acaso os seus segundos eram os segundos do tempo, e os minutos e as horas sempre batiam certo com a vida oficial.&lt;br /&gt;Estava vazio. Vazio como o tempo que o continha. Vazio, como vazia era a vida que esse dia vivia por ele.&lt;br /&gt;Sou o nada, pensava então. Daqui a dez minutos, serei o X ou Y, número 137 dos funcionários do escritório, um burocrata com uma função específica e útil, tão específica que essa função tinha nome.&lt;br /&gt;Não tenho nome de nada; tenho o nome apenas de apenas um pouco desta vida, e ela cumpre-se no nada da vida deste dia.&lt;br /&gt;E era sobretudo um dia que nada dizia: era preciso dialogar com esse dia, mas se lhe perguntassem directamente, esse dia respondia, no vazio de seu próprio dia, aquilo que todos no fundo esperavam: nada. Nada. No nada do vazio da vida sem nome, na água de um rio qualquer, que se nomeasse porque ainda algo restava desse dia, e havia que tentar estabelecer uma data, e hora, desse dia, para essa pergunta: a pergunta do nada. Uma pergunta lendária, que fosse feita, não a uma hora qualquer, mas no exacto momento da perda de memória do vazio desse dia.&lt;br /&gt;E, no entanto…&lt;br /&gt;Esse nome tinha inscrito um dia. E esse dia tinha um nome. E o nome desse dia era sempre o mesmo, qualquer que fosse o dia. Era, tal nome, e tal dia, apenas um só nome e um só dia.&lt;br /&gt;Era o nome desse dia sem o dia, e sem o nome desse dia. Era, apenas e só a infinita poesia de qualquer coisa menos o dia que havia numa só vida. Vida de nada, sem a poesia nem o dia. Apenas e só: uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Estava demasiado escuro, e a brisa do entretanto criara raízes num ser qualquer. Ser que vivia, apesar de não saber existir. E que, no entanto, existia sem saber que o tempo podia, ele próprio viver na inexistência de um tempo qualquer.&lt;br /&gt;Era assim, esse dia. Vazio, como o nada de um dia qualquer. Um dia que rastejasse, implorando a Deus que o deixar existir. Mas que, entretanto, soubesse que nunca poderia viver sem ter o tempo de um outro lugar. Porque é assim, o tempo: despede-se nas vestes de um dia e retoma a lenta poesia quando esse dia levanta a morna maresia de um dia qualquer. Um dia que fosse irmão. De uma qualquer cidade, sem sequer ter coração. E que esse dia, sem o irmão por não o conhecer, fosse mais irmão de um outro irmão qualquer, sem idade nem ter nela qualquer razão. São assim, os nossos dias. Que se querem diferentes uns dos outros, e no entretanto dos irmãos desses dias voltem a ser todos um e um só, sem os traços de parentesco, sem neles haver memórias ou infâncias: uns irmãos quaisquer, de um dia que se queria poesia, que se faça irmão de um dia qualquer sem conhecer tal irmão: um dia não.&lt;br /&gt;Mas não um dia não qualquer: um dia que fosse dia, de um qualquer nada, do vazio de uma vida qualquer.&lt;br /&gt;Mas não uma vida qualquer: uma vida feita de coisa nenhuma, ou então de solidão. E que seja, mais do que todas as outras, coisa pouca; igual a tantas outras. Uma vida enfim. Uma vida mim. Uma vida do mal, de um dia qualquer; uma vida sim e banal.&lt;br /&gt;Essas são as vidas das nossas vidas, essas são as vidas que todas as outras vidas querem copiar: vidas sem rio, da cidade e apenas do mar.&lt;br /&gt;E, no entanto… no seu canto, lá no escritório, ouvia a chuva cair e a vida bater. Era apenas mais um, com uma vida qualquer, banal como se quer. Uma existência digna!, assim lhe chamavam. Dormia até às oito, trabalhava até às seis, e até as horas desses horários de nada pareciam viver uma vida do nada própria: caminhavam solitárias, essas horas, sem a vida a seu lado; até o tempo parava, para ouvi-las caminhar até ao seu destino misterioso. Seriam horas? Seriam dias? Dias de outros dias, de memórias esquecidas, de algum dia que tivesse escapado a esta maresia?&lt;br /&gt;Não te deixes apanhar pelo tempo!, dizia-lhe sempre o pai, já falecido. Deixa que seja a vida a viver-te, dizia-lhe também.&lt;br /&gt;Mas que vida era essa, que se mantinha escondida nas vestes do tempo? E que, após esse tempo passar, parecia voltar atrás e viver de novo os mesmos dias, uns mais iguais, mas sempre irmãos uns dos outros? Que tempo seria este? Presente passado? Futuro sonhado?&lt;br /&gt;O seu irmão era um senhor. Um senhor dos dias, era o que era. Vivia para tornar o dia muito muito longo, e trabalhava de um dia ao outro, como se quisesse provar a Deus que o dia tinha mais daquelas horas que diziam que ele tinha.&lt;br /&gt;Era um homem da lei. Dominava a lei a seu bel- prazer. Sabia tudo, e de cor. Por vezes até ameaçava o irmão: esse dia não tem assim tantas horas; devias estar a dormir – para trabalhar já cá ando eu!; Isso não está de acordo com a lei: tem cuidado!&lt;br /&gt;Um irmão dos seus dias, era o que ele era. Um irmão de solidão. De infância, mas sem infância. Um irmão. Mais triste até do que ele, guardava dos dias apenas as horas, em total comunhão.&lt;br /&gt;Um irmão dos dias, sem ter tempo para os viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um só irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Vivia a vida num só dia, e num só dia pedia perdão.&lt;br /&gt;Perdão por vivê-la tão de repente, tão sem sentido.&lt;br /&gt;Mas a vida tinha sentido! Tinha dias, tinha irmãos desses dias, e todos eles faziam todo o sentido do mundo!&lt;br /&gt;Era esse o sentido da vida: fazer sentido.&lt;br /&gt;Um sentido uno, um só sentido.&lt;br /&gt;E, no entanto, a morte de vez em quando roubava um pouco de tempo à vida. O seu pai jazia, sem vida. Tinha sempre a autoridade dos dias, como se eles lhe pertencessem todos, e os irmãos dos dias, desses dias: todos eles. Era bom, mas tinha um coração que parecia pedra. Demasiados livros, como se cada um deles contasse um dia do resto da sua vida.&lt;br /&gt;Calçou os sapatos e saiu, para o meio dos dias. As recordações desse dia era demasiado triste: um dia sem a vida do nada dos dias. O dia em que a vida dos dias do pai acabara. Não mais podia sentir o pai, conversar sobre sempre as mesmas coisas, sobre o tempo dos dias, sobre a luz do dia, as suas horas: o nada dos dias tinha ganho vida nesse dia da sua morte.&lt;br /&gt;E, no entanto, vivia a vida num só dia, dois anos de dias após esse dia. Agora, que estava ali, o seu irmão dos dias olhou-o, como se olhasse o vazio do vazio dos seus dias.&lt;br /&gt;E era tão triste, o nada. Da vida, da morte mal amada.&lt;br /&gt;Era apenas um segundo desse dia, mas já não era passado, e o presente já passara há momentos. Para sempre um segundo de futuro sonhado, para sempre qualquer coisa entre as palavras, e a memória desse sempre.&lt;br /&gt;O irmão, ocupado com os dias do seu tempo, pouco lhe ligou: preferiu contar o tempo, para esse tempo passar. Num outro irmão, que existisse em outro lugar.&lt;br /&gt;Não te deixes naufragar no tempo, transporta-o para outro lugar!, costumava dizer-lhe o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, esse outro lugar era já ali, onde esse naufrágio do tempo tinha dado lugar a um irmão que o soubesse sonhar.&lt;br /&gt;Não te deixes abandonar, segue a vida desse lugar. Lugar vazio, sem tempo, que existisse no vazio dos seus dias, sem irmão, sem vida, sem o amor nele ter lugar.&lt;br /&gt;Era no silêncio que ele se existia melhor. Na ausência de vida, nos espaços vaios dos dias, entre os segundos dos minutos e nos minutos das horas: contava-os bem, e fazia uma pausa no último segundo do minuto, e no último minuto da hora. Sim, sabia-o: eles levavam-no sempre a outro lugar. Um lugar sem minutos ou horas, e no qual os dias até se enganassem nas horas, de tão plenos do sentido do mundo.&lt;br /&gt;Seriam as nuvens um outro dia? Existiriam outros tempos, num horizonte mais adiante, após esse mar de Lisboa, que não era mar, mas rio?&lt;br /&gt;Por segundos pensou que esse mar eram pétalas de um outro tempo, que viviam em outro lugar. Lugares mágicos, dos sonhos que os outros, esses sim, podiam sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não. O seu dia era um dia não. Nada de vazios de tempo, nada dos últimos segundos e minutos dos minutos e horas daquele que era o seu dia, e seu lugar.&lt;br /&gt;Agarrado ao tempo, para sempre tu existes, meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tempo, pensou. Tempo: o que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que é. Só sei que esse tempo são os irmãos dos dias do vazio de qualquer coisa.&lt;br /&gt;Tempo tempo. Tempo dia. Tempo de tudo vazio. No vazio de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Aquele era um dia como outro dia qualquer. Um dia diferente, na diferença de ser igual a todos os outros. Este é o meu dia, dizia para si próprio. O dia em que vou visitar o meu irmão dos dias, o meu irmão. Irmão de sonhos, sem esses sonhos serem comuns aos dois irmãos que nós somos. O meu irmão.&lt;br /&gt;Este é o dia.&lt;br /&gt;Saiu pela porta das traseiras, como para provar que qualquer porta teria o mesmo significado que todas as demais. Apesar de ter de andar mais uns 200 metros, essa pequenina diferença fazia e faria toda a diferença. Não sou igual aos outros, pensava. A lógica dos dias com lógica não passa por mim.&lt;br /&gt;Aquele era um dia típico, de tão igual aos outros dias. Poucas nuvens, bastante sol, uma temperatura temperada a que ele se habituara, de tão habitual que era naquela Lisboa da luz estranha: uma luz amarelada, especial, sombria até.&lt;br /&gt;Este é o dia que marca o resto dos dias da minha vida. E se eu ousasse fazer algo diferente…?&lt;br /&gt;Passou pela manhã daquele dia como uma sombra, uma sombra de um habitante de uma luz amarelada, sombria até. E moveu-se por entre as sombras de outras sombras de outros sonhadores, naquela espuma dos dias tão igual e tão diferente à memória dos outros dias.&lt;br /&gt;Aquela era uma luz especial, sabia-o: tinham dito na televisão que a luz de Lisboa era diferente. Parecia irreal, um mundo diferente, de tão igual: tinha as mesmas coisas lá dentro; pessoas com a sua própria memória dos dias, que os amavam, a esses dias tão iguais que pareciam diferentes.&lt;br /&gt;Tenho de me apressar, pensou então. O meu irmão dos dias espera-me. Irmão de sangue, não de sonho: irmão de infância, com as sombras do passado e tudo, lá dentro.&lt;br /&gt;Esse dia também tinha irmãos: uns antes, outros depois. Havia quem lhes chamasse passado, os outros eram futuro. Só dos dias do entretanto, os do presente, não havia memória.&lt;br /&gt;Esses eram, de todos os dias, os mais estranhos: viviam-se sempre demasiado depressa, tais dias. Eram sempre dias importantes, talvez os mais importantes, porque misturavam-se com os dias que estavam um pouco mais à frente e no entanto no momento seguinte eram já dias que tinham sido alguma coisa, mas já não eram os seus próprios momentos.&lt;br /&gt;Eram dias importantes, sem dúvida: sabia-o. Atropelavam-se por vezes uns aos outros, para poderem pertencer ao presente.&lt;br /&gt;Estava a chegar. E, no instante em que estava frente a uma nova porta, uma porta bonita, majestosa até, viu o nome do irmão que era o seu.&lt;br /&gt;“Irmão dos dias – Homem de Lei”. Era sem dúvida o seu irmão, não se tinha enganado. E, no entanto, alguma coisa ali estava deslocada do seu contexto; ele, que tinha sido sempre tão discreto, tinha agora o seu nome de irmão dos dias gravado ao lado da porta do seu escritório, para vincar bem a autoridade que detinha sobre a passagem dos dias, como se quisesse dizer: não são os dias que passam por mim: sou eu que faço o tempo do tempo dos dias.&lt;br /&gt;Bateu à porta. Esperou um pouco. O seu irmão estaria lá, a essa hora? Afinal, nada mais interessava agora: tinha vindo de longe, a pé, visitar o seu irmão. Um irmão que tem os mesmos dias que eu.&lt;br /&gt;Alguém veio à porta, por dentro, sentiu-o. Esse alguém olhou devagar pelo pequeno óculo da porta, uma porta bonita.&lt;br /&gt;E, quando entrou, para o resto dos dias daquele mundo tão diferente, sentiu a sua vida feliz. O meu irmão dos dias? Está ali, entre. A porta fechou-se, e encontrou o seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Era um dia feliz, de um dia entre todos os dias quaisquer. Havia dias de tudo: especiais, estranhos, belos, maus, preguiçosos, sonhadores: há sempre um dia para cada pessoa. Esses dias dividem-se em horas, como que para provar ao tempo que ele é divisível, e controlável, e lógico. São esses os dias do resto dos nossos dias. Dias estranhos, são-no sempre. Dias maus há-os sempre. Dias sonhadores, sonham sempre. Dias belos, talvez o sejam, sempre. Dias especiais e preguiçosos, trabalhadores e cansados, luminosos e esquecidos, os dias são tudo o que fizermos deles. E, no entanto, aquele tinha algo de seu. Como se dissesse para todos, à sua volta: este dia?, sou eu.&lt;br /&gt;Era um dia orgulhoso, e belo, e estranho, e tão especial que todos os outros dias fugiam dele, e rezavam para que ele passasse depressa, para que outro dia pudesse nascer, cheio de horas e minutos, com tantos segundos que todas as pessoas o pudessem esquecer. Havia sindicatos dos dias. Sim, havia! Esses sindicatos tinham sempre o mesmo objectivo: fazer com que os dias passassem depressa. Não queremos que os nossos associados sejam notados! O importante são as horas! Quantas horas de trabalho e descanso terão os nossos dias? Ah! Isso, sim, é importante! Bem tentava o governo e os patrões desses dias aumentar as horas de trabalho, até o número dessas horas fazer vários dias, para que as pessoas já não fossem as verdadeiras donas dos dias: os sindicatos dos dias não deixavam! E protestavam, protestavam sempre, nas ruas, intimando milhares de pessoas a comparecer, com slogans variados: Somos os donos dos dias! Para nós os dias têm sempre 30 horas! Mais horas de descanso para quem trabalha os dias!&lt;br /&gt;Mas sempre havia quem gozasse com estes sindicatos: o patrão é que sabe quantas horas tem um dia; 70 horas de trabalho é pouco; os dias não têm dono, etc etc etc.&lt;br /&gt;Eram dias que o assustavam, esses dias. Na cidade, todos pareciam viver calmos, bem uns com os outros, como sombras que sabem que também os outros são sombras iguais, e por isso se respeitam. Aqueles dias, não. Eram dias de confronto: as pessoas saíam das suas sombras, e eram obrigadas à força a ser um pouco de gente. Gente a quem diziam: tu és diferente!, mas no entanto não deixava de ser gente igual, como iguais eram todos os seus dias, um a um, na fila da saudade.&lt;br /&gt;Que saudade da calma dos dias no campo, de uma qualquer montanha, de um qualquer rio, num dia qualquer. Um dia que, se recordasse, só lhe faltava viver.&lt;br /&gt;Era um dia desses que ele queria: um dia sem tempo, no qual fosse ele o senhor das suas horas, e no qual todos os minutos estivessem a aguardar uma ordem sua, e até parassem no tempo, se ele quisesse.&lt;br /&gt;Ah, que excelente dia seria esse… Um dia que fosse infância outra vez, sem a realidade do seu irmão, com o seu pai outra vez, apenas 8 anos, e todo o tempo do mundo seria seu de novo.&lt;br /&gt;São dias desses, dizia para si mesmo, são dias desses que fazem toda a diferença… mas agora, já não há dias assim. Os dias, agora, são retalhados em horas, e minutos e dentro deles em segundos, como se alguém fosse dono do tempo dos outros: é o sistema dos dias!&lt;br /&gt;Diziam os cientistas, por aqueles dias, que o mundo dava a volta a si mesmo em 365 ou 366 dias, e por isso mesmo o tempo dos dias era medido assim.&lt;br /&gt;Mas, pensava, se eu próprio ainda não medi, e não sei se será bem assim, porque será que tenho de medir os meus dias pelo tempo dos dias dos outros?&lt;br /&gt;Era bem estranho…&lt;br /&gt;Dias que fossem medidos pelas voltas que o mundo desse. Que mundo este…! Quando for dono dos meus dias, vou medir o meu próprio tempo dos dias. Se for preciso, darei um novo nome aos dias, e às horas, minutos e aos seus segundos.&lt;br /&gt;Serei diferente. Porque os dias do meu tempo são dias diferentes. E todos eles são a vida que me habita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7300237445044067629?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7300237445044067629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7300237445044067629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7300237445044067629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7300237445044067629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/completando-ulissesss-de-james-joyce-jj.html' title='Completando ULIssesss&quot;&quot; de James Joyce - ^JJ'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-4903167979759217200</id><published>2010-12-01T00:53:00.000Z</published><updated>2010-12-01T00:54:19.987Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>Título: “ A sociedade como sistema” // Sociedade suicidada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modelo económico/ individualista (apenas funciona com uma unidade de medida de valor abstracta/ indirecta – dinheiro/ cartão de crédito/ cheques, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unidade básica: Indivíduo (baseia-se no estimular das emoções mais básicas do ser humano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe a noção da gigantesca dimensão do planeta e sua população, mas contudo o indivíduo nunca esteve tão solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartimentação extrema (influência do Método Científico) dos vários aspectos da vida: “triunfo” do conhecimento tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Mass Media: a diversidade de pontos de vista é ilusória: as “revistas do coração” suprimem as notícias realmente importantes, levando ao adormecimento de grande parte da população: “vida- sonho”, de extrema apatia (“ensino por imagens” – P. S. Sião); rejeição da sua função essencial de pedagogia cultural - *1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Publicidade: agressiva, cores primárias/ fortes, impõem um modelo de comportamento: ambição, desejo de obter dinheiro e reconhecimento social. Complementa os Mass Media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b. Moda: impõe um modelo de beleza à sociedade: a extema magreza das modelos causam escândalo - a anorexia é uma “virtude” que se paga caro... Está umbilicalmente unida à publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Capitalismo: é o próprio sistema/ organização de classes profissionais e sua estrutura diferenciadora, que leva o indivíduo à luta constante por um estatuto social e laboral mais elevado nessa “escala” artificial. As formas indirectas de medida de valor e esta estrutura gradual das várias categorias profissionais contribuem para um enquadramento de ambições individuais, de modo a que a adaptação do indivíduo seja relativamente bem sucedida, sem “rebeldias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Sistema de saúde: os médicos receitam cada vez mais medicamentos/ “drogas médicas”, e cada vez há mais “doenças”, enquanto os remédios naturais são classificados como “misticismo” e anti- científicos. Drogas como o Haxixe, em vez de serem usadas para o tratamento de certas doenças, são diabolizadas a nível social, incutindo medo nas populações via Mass Media. As drogas consumidas pelos Xamãs (ridicularizados e confundidos com esquizofrenia) - *2 e em tribos a nível colectivo, para abrir “as portas da consciência”), são ilegalizadas e perseguidas, levando a que a população prisional esteja fora de controlo, bem como as doenças co- relacionadas (tuberculose, Sida e Hepatite) - *3, estando uma grande percentagem dessa população directamente relacionada com o uso ou venda de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Endeusamento do trabalho e seus horários: a sua importância é hiperbolizada, por forma a que as pessoas se sintam úteis e mantenham e não questionem os seus horários (de dia é para trabalhar, de noite para dormir), levando-as a criticar os artistas (que pensam pela suia prórioa cabeça e trabalham geramlmente de noite), pela sua aparente irresponsabilidade e “boa vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Sistema jurídico: os grandes escritórios de advocacia defendem os interesses dos grandes grupos económicos, e têm sido acusados de tráfico de influências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Sistema cultural: o sistema de ensino é algo sempre tradicionalista, no qual o presente e o passado recente são menosprezados, ao invés de um passado distante (em Portugal são os Descobrimentos, na história colectiva é a Revolução Francesa e a fundação dos Estados Unidos da América)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a. Sistema de ensino: as universidades servem para esconder a informação mais essencial, e não para transmiti-la aos alunos. As praxes são máscaras sociais que representam uma outra função: o rito de passagem ao estado adulto - *4 Uma grande percentagem dos professores universitários são políticos, sem qualquer tipo de preparação pedagógica; desde o primeiro momento tentam moldar a mente de centenas de adolescentes para determinada ideologia política: os estudantes, para além desta fase difícil da sua vida, a nível das respostas mentais e emotivas extremamente complexas características desta fase da vida, são bombardeados por inúmeras matérias, sendo constante o abuso de fármacos para aguentar esta violência, não sendo raros os esgotamentos e depressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Política: esta classe, extremamente privilegiada, é legitimada a nível colectivo por uns Mass Media muito dóceis, controlados por sua vez pelos interesses económicos da sociedade, que têm todo o interesse em contar com os favores políticos, após cada eleição... Não existe verdadeira alternativa: dois “clubes” políticos revezam-se no poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-4903167979759217200?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/4903167979759217200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=4903167979759217200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/4903167979759217200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/4903167979759217200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/12/titulo-sociedade-como-sistema-sociedade.html' title=''/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-803389149466256104</id><published>2010-11-30T13:08:00.000Z</published><updated>2010-11-30T13:10:14.229Z</updated><title type='text'>A COBARDIA da p-si SICANÁLISE</title><content type='html'>Inconsciente - Pré- Consciente - Consciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho – Sono – Vigília&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu visível – PP (Ponto de passagem) – Eu profundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Censura (confunde-se este conceito com a consciência do próprio Eu profundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de estados especiais de consciência no estado de vigília – Meditação, Concentração extrema (focagem num só ponto) e Intuição – artistas e poetas geniais têm acesso directo a materiais simbólicos profundos, e retiram esses materiais do sonho; tem-se acesso ao “inconsciente” por estes estados mentais profundos auto – induzidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: na Pintura, deve exercitar-se a consciência e treinar-se a vista com as manchas das paredes e as nuvens (conselho sábio de Leonardo Da Vinci aos jovens estudantes de arte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordamos de repente sem passar pelo sono há algo no nosso interior, uma ligação que se perde, pois passa-se do Eu profundo ao Eu visível imediatamente e isso é perturbador.&lt;br /&gt;O sono, ao contrário do que Freud pensava, não é o protector do sonho: é o ponto de passagem para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança tem em si própria o seu modelo: o Eu profundo; a imitação será um processo secundário que acontece somente depois da fase de espelho invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sinto-me bem comigo mesmo” ou “Ele sente-se bem consigo mesmo!”&lt;br /&gt;“Sinto-me bem com a minha consciência” – O Eu visível expressa a sua concordância com a consciência do seu Eu profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vigília (realidade, código linguístico, que organiza e racionaliza o pensamento) - Sono (ponto de passagem) - Sonho (não é uma representação/ interpretação simbólica da realidade, é, isso sim, uma outra realidade vivida por um outro Eu: o Eu profundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu profundo: um ser que vive mais próximo da verdade, que vive a nossa vida autêntica. Tem acesso a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Símbolos no seu estado puro (linguagem, magma – mas não o processo primário no seu sentido pejorativo, pelo contrário, existe aqui uma calma absoluta semelhante ao vácuo)&lt;br /&gt;- Vidas passadas&lt;br /&gt;- Espíritos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Auxiliares e&lt;br /&gt;– Maus espíritos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Eu visível traduz a vida do Eu profundo através das poucas representações visuais que consegue intuir no ponto de passagem (sono), mas está apenas a testemunhar a sua vida verdadeira escondida.&lt;br /&gt;Não é o sonho uma representação visual simbólica da realidade que o Eu visível vive; antes a memória visual do sonho é que é a recordação da vida que se esconde por dentro de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidas passadas e os Espíritos dos mortos – desembocam na actual reencarnação e actuam na personalidade através da vida autêntica do Eu profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança (ainda sonha e dorme muito tempo – fase selvagem – encontra-se mais próxima do Eu profundo – símbolos em estado puro no magma da Linguagem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escola (domesticação do pensamento simbólico selvagem – o símbolo encontra as regras do código linguístico e do alfabeto – visão parcelar, economicista e prático sobre a realidade da vigília)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neuroses / Psicoses – Acontecem apenas porque e quando o Eu profundo se sobrepõe ao Eu visível. A alteração dos horários de sono são aqui importantes pistas. Há uma deturpação do enfoque: é evidente que a verdadeira vida é a do Eu profundo, a vida interior, mas ao passar o ponto de passagem, vindo do magma/ linguagem para a realidade, esta joga-se com o código linguístico, e não com a simbologia pura da linguagem. Assim, o Eu visível fica “possuído” e paralisado pela energia magmática, pelo poder psicológico em estado puro, da sua verdadeira vida, que agora se mostra ao mundo da “realidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso, por exemplo, que se diz que um cantor está possuído, em transe, pois que o seu Eu profundo se expressa directamente, sem o controlo dos elementos racionais entretanto apreendidos por imitação e aculturação do Eu visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se os “loucos” parecem sê-lo de facto, é porque o Eu profundo está habituado a falar com sistemas de símbolos, e não a organizar racionalmente os pensamentos através das regras do alfabeto e dos códigos linguísticos. Desta forma, os pensamentos desconexos são naturais, uma vez que o Eu profundo se “alia” ao Eu visível, e, conjugando o código linguístico de um, e a energia transbordante e simbologia magmática do outro, constrói-se uma personalidade de fusão, que vive num ponto de passagem anterior, mais próximo da linguagem do pensamento selvagem, e que utiliza representações visuais (pintores – Van Gogh por exemplo) ou o mais limitado texto (poetas – Rimbaud, por exemplo), para exprimir vidas simbólicas muito intensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os loucos têm intuições geniais, mas elas não são inteligíveis nem integráveis nem transmissíveis devido à verdadeira ditadura da normalidade que se instalou de armas e bagagens nas sociedades modernas, e que se julga o sistema único de pensamento racional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-803389149466256104?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/803389149466256104/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=803389149466256104&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/803389149466256104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/803389149466256104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/11/cobardia-da-p-si-sicanalise.html' title='A COBARDIA da p-si SICANÁLISE'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-6208311299442686712</id><published>2010-10-07T16:19:00.020+01:00</published><updated>2010-11-07T09:08:05.757Z</updated><title type='text'>Mais um profeta! Stão por todo o place, malta!</title><content type='html'>filhos, os vossos pais fizeram sacrificios que nem sonham para esta boa-vida de surf ou snooker actual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;respeitem isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xamanismo sora esperem p. wiki pedia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 3 mil peças de arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- para 1 teoria de caos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "trilogia o xama, caos , das origens do teatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- why the west is not the best&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- os cachimbos da linguagenm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- torna-te escritor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- webdesign em 10 minjutos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 20 anos de amor a arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- portfolio subjective images&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- metafora mass media&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- porque morri?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a arte peslos artistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- poemas do rio// os sons entre as palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- intelectual serio e a serio (umbigo eco out!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- autobiografia no prê -loo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- querem acabar com tudo? peçam aí uma bomba do tio sam e acaba-se com tudo, por mim ok!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde iam colocar o meu cavdaver? ao lado do pessoa??? ia ser uma caricatura de cadaver!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é obvio ke sexo directo" nao é essencial. essencia? estimular point g e tal com padrões nao repetitivos!! como voo da mosca! tanto trabalho para nienete!! niente. meu deus Deus que maus alunos..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voltem la pra high schoool e tal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caramba a arquitectura é facilima!! nem mais 10 pessoas vao morrer por terramotos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;misturem aí loos, calatrava, giger, corbusier, wright, underwasser, mais gaudi pra encher um bocado, para quê mais probelemas demograficos?? facilimo! nem tem de se pensar em design de interiores etal!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;voces nao percebem mesmo niente da bauhaus pois nao?? os mais maus alunos ke ja tive na vida!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as doors of perception vao para o lixo, jaaa!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;incrivel.(..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;klee chegava para os gastos.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gostam de popper-condry? se sim, onde está popper nos mass media???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu num veijo naum!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acham mesmo que eu me mascarava de nazi numa oórgia??? lá para as andas de uk e tal?&lt;br /&gt;falsa nobreza?? por aki naum!!! o principe pateta e tal.. que vai pro exercito aos 19 anos atirar aos pardais??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um hmomem de paz. Gandhi, que a cura comece. a ansiedade deve baixar ja.. sem este factor, todo o demografico deixará de existir, obvio. obrigado por assegurarem que pt nao vai para o ca.os. se unidos, todos vencem sem terem d vencer ninguem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm sido inúmeras, nos últimos anos, as exposições de Tàpies, assim como a bibliografia sobre ele editada. Quando o estilo de Tàpies parecia definir um momento histórico, a exposição de 1969, na Galeria Maeght de Paris, fez muitos críticos observarem que Tàpies não era o testemunho de um momento que se afasta, mas um profeta da nova arte pobre que constituía uma tradição visual do movimento da juventude radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tàpies escreveu diversos ensaios sobre arte: "A arte contra a estética", "Suite catalã", "Memória pessoal", etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca ao study people!! lol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidentissimo que respeito os vossos simbolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Mocitos, isto agora é assim: se me roubarem mais um clip, que seja, a malta encontr-ase num determinada casa de façasse ... utiça, para comtarmos todas as estorias do tio sam, desde digamos as bombitas no japonico até digamos, ehh, passando por flecha quebrada, eh, mais uns media bonitos amestrados, e coisa e tal, e ja agora digmos también uma certa ondita de verao, e hmm crise finaciera, causas e consequencias.. capite??!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto o seu pai não merecia o triste destino que teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vala vala ke tenho de ir almoçar. Moços filmev original flewchitas quebrada, rtp1 digamos as 34 horas a.c.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;excelente filme mas hanks é discutivel. my place?? why?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não não isso também nao pode ser. rapazitos, mas pensam por acaso que eu posso garantir estes niveis de ansiededade por muito time??? ahahah&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vão buscar aí o nietscjhe e tal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu acho que voces nao querem que os meus pais chamem a policia ac. mardeel por causa de uns estranhitos barulhos mas se calhar eu é que sou parvo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;táme a parecer ke ainda nao entenderam isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. parte demografica tratadita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. parte escolar/ pedagogica tb&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. sorry mates mas neste momentito nao da pra fazer "prisioneiros" - isso era lá longe para as sarabandas de polonia e adjavcentes..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu ofereço-vos o melhor negocio do seculo a preço de "ocasiao"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a parte da tansição para o novo modelo energetico ja voces trataram e está muitissimo bem, parabens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quanto a tributo disto e tributo daquilo deixem isso pros romanitos e la pros co calcio e tal ok ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a malta jove nao entende essas coisas too much complex e tal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;repito mil vezes: podem gozar comigo mil vezes, chulé e tal no prob&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caramba eu a tentar salvar aki o peopple e voces na descontra......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;val vala&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ora bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º devolver ao adassumpcao telas asssssasssiunbadsas do pere&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º parece ke afinal 1pintura la na police era verdadeira!!! milllaaagre!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ai meninos toca de estudar tpc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estre siteee vai closing (time) praobras..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que o pai de j.morrrrison se perdoe a si próprio!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;putos, tudo pró recreio!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ali temos a mona(lisa?) de um prof martelao pra surfgar ppl!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;xau pessoal, façam cópias, imprimam que vem aí o romanfe que fexha com chavita doóiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo cool agora ta tudo ok parece-me, que os genioos da banalidade ja aprenderam a lição, mas naum tenhu a cirteza..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(((notita de rodape: acabem com os padronitos hipnoooticos da linguagem nos catedrais de consumo vulgo centros "comerciaiiis", depressa senao a gentre zangra-se e o namorico acaba.. ---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(abro uma excepção para: a minhs unica condição ja sabem que é um museu da c. guerreiro na vela ou na guarda. se~eu começo a falar de como montaram o alfabeto - alfeabet strreet e tal, é a tempestade..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;((Clausula unica deste contrato))&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--fassasse justiça..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-6208311299442686712?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/6208311299442686712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=6208311299442686712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/6208311299442686712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/6208311299442686712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/10/mais-um-profeta-stao-por-todo-o-place.html' title='Mais um profeta! Stão por todo o place, malta!'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-3851837787834592324</id><published>2010-10-07T10:38:00.002+01:00</published><updated>2010-10-08T18:01:44.923+01:00</updated><title type='text'>SE ISTO É UM HOMEM</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião tem a ver com escolhas. Escolhas, não do divino, mas do humano, que busca representações íntimas, quase directas de si próprio, num espelho demasiadas vezes demasiado opaco. Não existem coincidências, neste jogo simples. Nem o simbólico, cujas interpretações são sempre demasiado ambíguas para serem escolhidas como sendo as únicas regras deste jogo, “salvam” a aparente coerência desta aparente verdade absoluta. Um jogo compreensível, previsível, emocionalmente recompensador, para todos o poderem jogar, num tabuleiro global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi neste contexto – social mas sobretudo do humano - que surgiram as escolhas – óbvias – e as regras – também elas óbvias – do homem- tornado- divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário escolher um ser divino – espelho do homem: escolheu-se o antropomorfismo, essa gradual aproximação ao Deus “perfeito”, com emoções humanas básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário que o Império Romano escolhesse a religião certa para dominar, além das rotas comerciais do Mediterrâneo, as mentes e almas das gentes desse mesmo Império: e o Cristianismo cumpriu o seu papel – após alguns óbvios erros de “casting”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era necessário “dividir para reinar”: e “inventou-se” essa Trindade- “Tríade”, que lança poeira aos olhos desses humanos que domina, e domina-os pela doce ilusão de que são religiões diferentes quando são, na realidade, baseadas no mesmo conceito monoteísta e pessoal. Judaísmo versus Cristianismo, versus Islão: três opções profundamente iguais…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi necessário construir o homem fragmentado”: e “fez-se luz”, ao separar a natureza que há no homem, para endeusar esse mesmo homem, ou a sua cultura, e ainda a sua postura arrogante de Deus- ele- próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E havia também a necessidade de escolher a linha de pensamento do Deus único, a mesma linha que suporta a ideia de que o domínio do patriarcal sobre o feminino no divino é algo de adquirido, de racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o é. Longe disso. Mas quem fez estas escolhas “por nós”, já o sabia. Sabia-o muito, muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fez as escolhas “certas” para sustentar um Deus personalizado, fato feito à medida, um Deus que é afinal uma grande, uma enormíssima impostura intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousemos, portanto, e perante estas evidências, pensar diferente, sentir diferente, e começar, finalmente e sobretudo, a traçar um rumo diferente para a nossa vida intelectual e emotiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que a religião “oficial” possa vender o seu “peixe”, é necessário um dado de base: o medo. Ora, ao existir separado da sua própria natureza, num castelo cultural pretensamente inexpugnável, o homem vive obcecado pelo medo da sua morte física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião, sabendo isto, vende então o perdão divino a “preço de saldo” a um homem em rotura com o seu passado, essa infância mal sanada, um homem que procura um Deus personalizável e um Paraíso além da morte. Ora, tanto o Cristianismo como o Islão “vendem” esse produto, essa “nova droga”, esse sonho finalmente alcançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembremo-nos das palavras de Ortega e Gasset: “O homem é o homem e as suas circunstâncias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para preparar o terreno à mentira perfeita, há que utilizar mistificações, ou seja, meias- verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 1ª mistificação é a passagem do monismo ao monoteísmo: de uma perspectiva do divino ligado directamente às forças da natureza (chuva, sol, tempestades) passa-se para o culto do Deus único. Karl- Heinz Ohlig reconhece até que o monismo tem a seu favor a vantagem racional, mas o problema – digo eu - é que o monoteísmo permite outros “voos” à religião dos sacerdotes- burocratas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desejável a união das duas opções? – é, sim senhor, refere Ohlig; no entanto, nunca existiu historicamente tal união: ou domina um, ou o outro. Já o monoteísmo traz consigo a “armadilha invisível” da massificação, uma vez que representa actualmente a religião de cerca de metade da população mundial. Diga-se ainda que as religiões têm todas a sua origem em indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se uma certa evolução do divino- natureza ao Deus- pai castigador, verificando-se também uma substituição dos deuses por um Deus único egoísta e “ciumento” (Javé dixit): do Xamanismo, Budismo e de certo modo paganismo para a extraordinária personificação do divino: Javé no Judaísmo; Pai de Jesus Cristo, no Cristianismo e Alá no Islão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos agora à 2ª mistificação: o antropomorfismo, ou seja, o Deus feito à imagem do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seres humanos pré- históricos ainda não veneravam deuses, mas sim forças objectivas, associadas em grande parte à Terra, pensada sobretudo como uma realidade feminina. Esta mentalidade arcaica prolongou-se, provavelmente, até à veneração do feminino nas religiões mundiais. Por volta de meados do 1º milénio a.c., ocorreram rupturas profundas que colocaram o ser humano individual no centro da questão religiosa, reforçando assim a evolução para o antropomorfismo dos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como no cinema e publicidade a imagem é acelerada para condicionar as respostas emotivas e sensoriais de um humano no limite de si mesmo, talvez nunca se venha a saber se este processo do ênfase no antropomorfismo é imposto “administrativamente” por políticos com uma visão de largo horizonte, ou se a evolução psicológica do próprio homem o impõe de uma forma “natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 3ª mistificação tem a ver com a instrumentalização política da religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A habitual e cínica crítica ocidental ao Islão – acusando-o implicitamente de instrumentalização política da religião – tem bastante piada, pois sabe-se que o Império Romano fez exactamente o mesmo, apostando num Cristianismo ainda “criança” para sarar as feridas e unir o Império, após séculos de perseguições e assassínios de milhares de cristãos. Em que lado está então essa hipocrisia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do Ocidente neutral e com as “mãos limpas” está muito mal contada, de facto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora esta aposta de alto risco tem a sua razão de ser: as religiões monoteístas apresentam uma radicalização da noção de um Deus único, absoluto e quase pessoal. O fracasso da política religiosa do Imperador Juliano Apóstata – que quis transformar o neoplatonismo na ideologia de estado em vez do Cristianismo – era inevitável; a era do politeísmo tinha passado e o futuro pertencia ao Cristianismo. Vemos desta forma o inimigo de ontem a tornar-se rapidamente no amigo de amanhã, a bem de uma unificação mais efectiva de um Império que inúmeras vezes ameaçou ruir, sob os olhos atónitos de gerações e gerações, que habitavam à volta do mítico Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política lava assim a sua alma numa religião domesticada à pressa e à medida dos objectivos de longo fôlego de políticos astutos, que utilizariam absolutamente tudo para salvar o seu próprio poder, ante adversários que também fariam de tudo para lhes usurpar esse mesmo poder. Não é apenas o poder espiritual que se baseia nas ideias de fertilidade, bênção, ancestralidade e espíritos auxiliares; também o poder político utiliza estas ideias para controlar as acções das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a Jesus Cristo, não terá a sua interpretação de Deus- pai sido a peça que faltava no puzzle religioso e político da sociedade da altura? Lembremo-nos de que todas as situações dos profetas relacionadas com a natureza (provocar chuva, dividir as águas , etc) têm a ver directamente com o xamanismo, não com Deus(es) personificados. Ao fazer-se anunciar como o profeta que vinha para “completar a Tora” e não para contestá-la, ganhou a passadeira vermelha estendida por João Baptista, e “colou-se” à tradição judaica, para obter juros políticos, sem dúvida. Esta tentativa de assumir a profecia religiosa do “Rei dos Judeus”, tem também o seu quê de vontade política de unificação. Jesus Cristo tornou-se uma força poderosa – mas mais importante depois da morte, “tradição” logo seguida pela resposta da sociedade aos heróis da Ate Moderna, pós- Impressionismo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, distingamos ainda o papel do indivíduo que se torna representante dos espíritos nas comunidades onde impera o xamanismo, das tarefas mais institucionais ocupadas pelos intitulados sacerdotes, na maioria das religiões existentes nos nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xamã é o curandeiro e o feiticeiro, humano e animal, macho e fêmea. O ou a xamã tem uma natureza dupla, humana e divina, já que encarna os espíritos no próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um sacerdote é totalmente diferente, na medida em que personalizar Alá, Jeová e o Espírito Santo é inconcebível e até blasfemo. Os sacerdotes representam apenas uma “rotinização” da função xamânica. Os próprios deuses terão sido xamãs antigos, que aumentaram de importância após as suas mortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os profetas e outros místicos com experiência directa de Deus são vulgarmente de importância crucial na fase inicial de uma religião mundial, já nos últimos estágios passam a constituir um desafio perigoso à autoridade constituída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um xamanismo demasiado ingénuo e sem “estruturas administrativas”, será que a burocracia de sacerdotes sem fé nem capazes das tão essenciais visões místicas é um “remédio” melhor? Duvidamos... Deu-se um desenvolvimento temporal desde a visão pessoal do profeta, para uma estrutura de poder burocrática, muitas vezes corrupta e até pedófila de sacerdotes pouco crentes, que beatificam tudo o que mexa à sua volta – mas apenas após a sua morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima mistificação é um “clássico” de todos os tempos: a estratégia do “dividir para reinar”. Os americanos, para só citar o exemplo mais actual e mais evidente, utilizam-na há décadas para dominar o mundo. Utiliza-se hoje como ontem, e será sempre assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ohlig “admite” que o Cristianismo e o Islão nascem do Judaísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação da relevância absoluta do particular não tornou fácil ao Judaísmo, e mais tarde ao Cristianismo e ao Islão, tolerar outras religiões, cuja diferença era sempre entendida como contestação, não sendo assim tão fácil perceber e reconhecer aquilo que estas religiões tinham em comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo surgiu a partir da religião judaica e assume esta origem também no reconhecimento do carácter normativo da Bíblia judaica, do Primeiro ao Antigo Testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Islão, o anúncio do profeta aparece numa grande parte do Corão como uma corroboração da revelação, ocorrida anteriormente no Judaísmo e no Cristianismo, da “Escritura”, e o Islão é encarado como a fé na revelação presente nesta Escritura. Foi necessário algum tempo para que o Islão se começasse a compreender como uma religião autónoma. O Islão anuncia muito claramente o poder único de Alá. Portanto, o Islão apresenta uma opção religiosa cuja estrutura é semelhante à do Judaísmo e do Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as 3 opções se baseiam no monoteísmo, no Deus único. Ao ouvirmos que “Eu sou Javé, o único Deus; não terás outros deuses pois eu sou ciumento”, e outras coisas que tais, reconhecemos imediatamente os seus dois “filhos”: mas, se Alá é grande e único Deus, e se o pai de Cristo é também o Deus único, das duas, uma: ou dois destes estão errados, ou todos eles mentem e não existe nenhum Deus único!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao apostar nesta “Trindade- Tríade”, os grandes senhores da política e da economia esqueceram-se de um único pormenor: a plausibilidade! A lógica é sempre algo mais do que uma batata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para não falar do paradigma geográfico que nos ensinam na escola: o Médio Oriente não é nem a região do mundo mais complexa nem a mais antiga, a nível religioso. Neste assunto fulcral, há que reconhecer a validade de um “novo” paradigma do divino: em termos religiosos, a Ásia meridional é (e não o Médio Oriente) a região mais complexa do mundo, pátria das antigas religiões do Budismo, hinduísmo, confucionismo, tauismo e xintoismo, bem como de formas de há muito estabelecidas e localmente adaptadas do islamismo e cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 5ª (e última?) mistificação baseia-se num corte umbilical entre o homem e a natureza. Para “construir” um homem desconstruído, fragmentado, parcial (e apenas parcialmente racional), a revolução industrial assentou que nem uma luva num ambiente citadino opressivo, cruel, massificador de almas, que isola o ser humano numa redoma de paredes, de janelas opacas, de micro- ambientes formais e assépticos, onde cada um é também apenas mais um refém do betão e do cimento. Sem horizontes de futuro, nem memórias do passado, o homem actual vive em eterna luta de personalização do real e de codificação da ambiguidade comunicacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados a este ponto, esclarecidas e nomeadas as 5 mistificações, é agora tempo de compreender o porquê de todas elas, uma por uma: o sonho que as religiões vendem é sempre, sempre o mesmo, seja em 2010 ou 5 séculos antes ou depois: anuncia-se aos 4 ventos a superação religiosa- intemporal- da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao criar o “limbo” nos cemitérios, o Cristianismo burocrático sabia muito bem brandir o chicote sobre as populações. Hoje já ninguém se lembra disso, e o que ficou foi o sonho- ele- próprio: o Paraíso é oferecido, tanto pelo Cristianismo, como pelo Islão, diminuindo a ansiedade natural do homem e permitindo-lhe viver o dia- a- dia sem angústias existenciais indesejáveis à sua produtividade. Ou seja o remédio funciona como deve funcionar para o homem- máquina se poder “encaixar” na fábrica de qualquer coisa, tal como a sociedade globalizada sempre desejou. A actual crise global veio apenas permitir aos empresários a concretização dos seus próprio e mais loucos sonhos… Nunca houve tanto desemprego, nem nunca existiram tantos milionários…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a superação do caos inicial – do início do cosmos, do início do simbólico e da Linguagem - parece também enquadrar-se numa lógica idêntica. Ohlig diz mesmo que “O homem é o único animal que sabe que tem de morrer” – será este o melhor conceito de cultura que é possível formular? Provavelmente, até é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desembocamos aqui, nesta resposta sempre reformulável, perto da alma do homem, junto às suas emoções mais íntimas, plenos da consciência de que é o xamanismo o único pilar ainda de pé. Um pilar ancestral, que continua a servir de abrigo quando o ser já não é humano mas ainda recorre a esta sabedoria após todos os outros Deuses- intermediários de coisa nenhuma falharem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje unânime – pelo menos entre os antropólogos mais sérios – que o xamanismo é a origem de todo o conceito religioso, assumindo-se como a religião humana original e primordial. Há realmente semelhanças espantosas entre as ideias e as práticas xamânicas de regiões geograficamente distantes, bem como são inúmeros os casos em que as religiões que surgiram mais tarde copiam e integram em si mesmas características do xamanismo, a começar no Budismo e por aí adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As descobertas paleolíticas do século XX abriram o caminho a interpretações que tornaram o xamã a figura principal na busca das origens da religião. Desde La Barre a Eliade ou Vitebsky, as opiniões fundamentais (e) fundamentadas são unânimes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que será o xamanismo a prevalecer, no fim dos tempos, e a unir esses irmãos irresponsáveis desavindos chamados Cristianismo e Islão; afinal, só um pai – ou uma mãe tem esse poder. O Judaísmo é um parente muito, muito afastado, e as opiniões de alguns papas são no mínimo discutíveis... É um facto. E contra factos, como se costuma dizer, não há argumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma necessidade imperiosa de centralização, centralização essa impossível de realizar por um Cristianismo demasiado atolado em escândalos ou por um Islão finalmente autónomo mas demasiado conotado com extremismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura teórica do xamanismo é sólida, e o xamã aparece-nos hoje em dia como o genuíno representante de uma forma religiosa não adulterada, profunda e profundamente inspiradora. Deve procurar-se no xamã – e na sua personalidade extremamente complexa e completa – as grandes e estruturais questões a que a religião sempre procurou dar resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xamã liga entre si áreas como a religião, a psicologia, a medicina e a teologia, que, na literatura ocidental, se encontram separadas. Através das suas experiências individuais, os meios do xamã são psicológicos, mas os fins são sociológicos, para sarar e manter a comunidade. À luz de algumas ideias sobre o afastamento entre a terra e o céu, o próprio Cristo pode ser considerado como uma espécie de xamã, quando viaja entre a terra e o céu, para assim conseguir a salvação moral da humanidade. Numa narrativa do século XIII, Marco Pólo conta que os xamãs conseguiam levantar tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A força mental do xamã deriva de uma experiência expandida de distúrbio mental. Em último caso, é a sociedade que distingue entre o comportamento do xamã e o do esquizofrénico ou do psicótico: um transforma-se em herói e o outro em paciente de um hospital. O transe de um xamã (intimamente ligado ao êxtase), contrariamente ao de uma pessoa possessa, é altamente controlado. A opinião de Lommel (1960) sobre a perturbação mental do xamã do Paleolítico como estímulo necessário para a criatividade artística veio transformar o patológico e ineficaz xamã do passado um criador cheio de imaginação na “Nova Era”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo impõe-se agora a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Quem és tu, Xamã?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e eu posso garantir que a resposta, seja ela qual for, será surpreendente…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(P.S.: um Xamã é um conselheiro, NUNCA deverá tornar-se um líder "visível"; foi assim nas tribos índias e deve assim continuar a ser)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-3851837787834592324?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/3851837787834592324/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=3851837787834592324&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/3851837787834592324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/3851837787834592324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/10/se-isto-e-um-homem.html' title='SE ISTO É UM HOMEM'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7824159603995847351</id><published>2010-09-28T14:14:00.000+01:00</published><updated>2010-09-28T14:15:37.002+01:00</updated><title type='text'>O discreto veneno da cobra</title><content type='html'>Há um jogo bastante conhecido que coloca uma espécie de cobra a andar à “roda” num quadrado, e ela vai crescendo, crescendo, até ao momento em que, inevitavelmente, tem de morder a sua própria cauda. E aí, o jogo acaba! Ou seja, a única coisa que o jogador pode fazer é tentar evitar algo que vai acontecer, mais tarde ou mais cedo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa é bem simples de entender. A sociedade, como sistema de vasos comunicantes que é, permite estas coisas: prever os comportamentos humanos, mas só após a sua aparentemente muito científica e racional compartimentação social. “Dividir para reinar”? Podem crer! Lá nas sociologias, a malta tropeçava de vez em quando numa disciplina muito catita e também muito tímida, que nem direito tinha à sua própria “cadeira”. Ter assento na “clique- claque” do Reitor? Nem pensar nisso! A coisa chamava-se “análise de conteúdo”; analisavam-se os meios de comunicação de massas - ou seja, o verdadeiro primeiro poder em todo o Ocidente -, as suas “mensagens ocultas”, etc e tal, e os “professores” fingiam que isso nem existia lá no dicionário deles… Bom, mas vamos usar então o mesmo género de pensamento que destrói a sociedade, para voltar a reerguê-la das ruínas a que a classe política a conduziu, incluindo leis conscientemente incompreensíveis e anti- genéricas/ abstractas, bem como um sistema educativo consistentemente caótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora comecemos exactamente por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTO UM – Educação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores descontentes, sindicatos que pensam apenas em aumentos salariais, negociações anuais que nunca chegam a bom porto, e um pensamento estrutural que inclui a seguinte ofensiva aos alunos- cobaias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Memorização assassina que leva a dezenas de suicídios anualmente;&lt;br /&gt;. Falta de emoção;&lt;br /&gt;. Crítica “aguda” à criatividade dos alunos;&lt;br /&gt;. Embrutecimento puro;&lt;br /&gt;. Quantificação idiota e sem sentido;&lt;br /&gt;. Anomia e um cansaço mental que se quer contínuo;&lt;br /&gt;. E, finalmente, um medo da “autoridade oficial” incutido praticamente desde a nascença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTO DOIS. Indústria do entretenimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os meios audiovisuais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Publicidade;&lt;br /&gt;. Cinema;&lt;br /&gt;. Televisão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, aumentaram freneticamente a velocidade da imagem (em poucas décadas, de um novo plano em cada 24 segundos, a um plano em menos de 1 segundo e meio na actualidade!!), já a indústria dos jogos (Playstations, X- Boxes, etc e tal) “une-se” à indústria das telecomunicações (telemóveis sempre a tocar, por qualquer razão), para quê? - obviamente, para provocar um empobrecimento intelectual generalizado, e sobretudo uma falta de capacidade de concentração que é “unânime” nas novas gerações. A desorganização é apenas aparente: a ofensiva é real e está prevista e implementada há muito, muito tempo. E isto, só não vê quem não quer, de facto, ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PONTO TRÊS. Sociedade Capitalista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imediatismo, o individualismo/ egoísmo, a superficialidade, o culto da banalidade, a atitude de consumismo que cataloga os idosos de incapazes e dispensáveis “cotas”, gozados por todas as irresponsáveis agências de publicidade que se “prezem”, são elementos comuns às sociedades “democráticas” contemporâneas, vulgo: “circo mediático”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos agora ao tal jogo de que vos falava no início; há uma enorme e escondida sabedoria nesse jogo da cobra, cuja longa cauda vai crescendo: ao querer produzir gerações de inúteis - mas “inúteis” cada vez mais “diplomados” -, este sistema pré- concebido de catalogação e divisão social produziu também o seu próprio antídoto: a cobra afinal era venenosa, e mais tarde ou mais cedo vai morder a sua própria cauda, provocando uma morte tão escusada quanto previsível. Ao tratar com tanta indiferença milhares de jovens, estes criaram em si mesmos defesas quase orgânicas a um sistema político que faz juras de amor a gestores incompetentes, banqueiros ávidos e interesses inconfessáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ao produzir a muito aclamada (e igualmente muito vazia) “GERAÇÃO INTERNET” - e privando-a, ao mesmo tempo, de uma identidade interior forte, sensível e personalizada - é esse mesmo marasmo e é esse mesmo desinteresse que irá, a muito curto prazo, mudar estruturalmente os paradigmas mentais que (ainda) permitem a vida em sociedade, uma vez que é hoje indesmentível o desprezo destes jovens pela estrutura política, bem como a procura activa de um novo modelo de representação das forças vivas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um desemprego inacreditável - e reconhecidamente a aumentar descontroladamente todos os dias -, personalidades pseudo- credíveis em queda de “audiências”, vários países afundados em dívidas - dívidas essas que o próprio sistema bancário incutiu nas famílias por meio de campanhas publicitárias “terroristas”-, e um panorama demográfico explosivo, a Europa - esse eterno campo de batalha do mundo e esse eterno tabuleiro de xadrez das (realmente) grandes potências - será, mais uma vez, o eixo fundamental e o caldo cultural da mudança - mudança política, económica e social da realidade global dos nossos dias. Das duas, uma: ou uma nova Gripe das Aves ou Gripe dos mosquitos, castores ou das focas aparece rapidamente e este factor demográfico fica logo resolvido para os donos do mundo, ou então a coisa será muito mais caótica do que alguns "génios da banalidade" previram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, novos e verdadeiros líderes vão aparecer. E ai de quem lhes fizer frente... Esses génios sabem bem o que vem aí: mais Nacionalismos, de gente que produz alimentos para toda a população mas que é obrigada a mandar para o lixo as laranjas, e batatas, e carne, e leite, para que a inflacção se mantenha a níveis "correctos" e muito "racionais", e para que o status quo de Bruxelas não se mexa nem um milímetro. Esta gente não entendeu de facto as lições da História, nem o porquê do aparecimento de regimes totalitários que quase aniquilaram por completo a “velhinha” Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei a vossa opinião, mas eu cá - talvez por me chamar “Capelo” - adoro este tipo de cobras e este tipo de circos! Venham mais cinco!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7824159603995847351?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7824159603995847351/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7824159603995847351&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7824159603995847351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7824159603995847351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2010/09/o-discreto-veneno-da-cobra.html' title='O discreto veneno da cobra'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-7801735608845557202</id><published>2007-08-06T18:47:00.000+01:00</published><updated>2007-08-06T19:01:06.023+01:00</updated><title type='text'>Enquanto Freud dormia: a moda da esquizofrenia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Rrde9sXsPPI/AAAAAAAAAAU/SoOawHNlFzc/s1600-h/aguarela7.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Rrde9sXsPPI/AAAAAAAAAAU/SoOawHNlFzc/s320/aguarela7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095645917368564978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fácil catalogar alguém. Desde o primeiro momento, a primeira impressão diz (quase) tudo sobre determinada pessoa. É, repito, muito fácil. E é também fácil e rotineiro, para um psicanalista, rotular e medicar (ou drogar?) o seu “paciente”. Mas, é obrigatório fazer os TPC. Sobretudo, no que diz respeito aos artistas. Nunca foi tão fácil indicar o caminho dos hospitais psiquiátricos a uma pessoa “complexa” ou “estranha”. E os artistas têm deixado que se instale na mente dos “médicos” a versão- loucura, em detrimento da versão- visão. Na História da Arte moderna existem casos que desafiam a tese de “distúrbios graves e por toda a vida”, com que apressados analistas da mente rotulam esses artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citando Antoni Tàpies: “Todo o artistas genial tem tido e continua a ter relação com o “mágico” e o “religioso”, e não é raro que, por isto, tenha sido às vezes comparado ao santo, ao profeta, ou ao feiticeiro da tribo. O aprofundar da realidade requer um estado de “angústia psíquica”, de tensão espiritual, que é verdadeiramente comparável à daqueles.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é fácil separar a loucura da genialidade. Não é fácil deixar a inveja artística de lado, e encarar de frente um artista de génio. E, no entanto, como seria simples dar o valor intelectual devido a um indivíduo que “arrisca a sua vida” (no dizer de Van Gogh), para encontrar “pérolas”, trabalho esse que lhe é destinado desde a nascença: a sua intuição, a sua vocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entremos então no “jogo a sério”, e deixemos o “jogo a feijões”: comecemos pelos casos “clássicos”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Van Gogh (Antonin Artaud chamou-o de “Suicidado da Sociedade”; este pintor dizia que o doutor Gachet era mais paciente e vítima do que ele próprio…)&lt;br /&gt;- Joseph Beuys&lt;br /&gt;- Jim Morrison&lt;br /&gt;- Joan Miró&lt;br /&gt;- Antoni Tàpies&lt;br /&gt;- Pablo Picasso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que têm todos estes grandes artistas em comum?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; . Sofreram fases de “doença mental”/ depressões gravíssimas&lt;br /&gt; . São xamãs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles passaram por ritos de iniciação, todos eles atravessaram psicologicamente áreas espirituais subjectivas, que exprimem energias interiores de grande sensibilidade e força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Piers Vitebsky, apenas a sociedade escolhe quem será herói e quem será louco (!), de entre um conjunto de artistas/ visionários: “Os xamãs são “loucos” por cortesia da cultura e nos termos dessa mesma cultura. Em último caso, é a sociedade que distingue entre o comportamento do xamã e do esquizofrénico ou do psicótico. Um transforma-se em herói e o outro em paciente de um hospital. O xamã vive à beira de um abismo, mas tem forma de evitar cair nele.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, então, entender os sinais. Todo o trabalho mental do xamã é metafórico/ simbólico: foi-o quando Beuys tentou curar a América (instalação com um coiote: “A América ama-me e eu amo a América”), foi-o quando Picasso respondeu a um soldado alemão que eram eles que tinham criado Guernica, e não ele próprio; foi-o quando Jim Morrison se deixou influenciar pelo espírito de um índio morto na estrada; foi-o quando Miró pintou O Carnaval de harlequin com a “inspiração da fome”; e, finalmente, caracteriza a arte do artista “mais abstracto dos abstractos” Antoni Tàpies: muros, portas, escadas, caminhos, símbolos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitebsky, no seu livro O Xamã, é taxativo, na destrinça entre artistas geniais (considerados esquizofrénicos) e os xamãs: existem causas, provocam efeitos (parecidos mas ao mesmo tempo muito diferentes): “O paralelo mais próximo para a loucura do xamã será talvez o estado clinicamente designado por esquizofrenia. (…) Todavia, as diferenças são bastante grandes, tanto psicológica como socialmente. Enquanto a atenção do xamã aumenta, a do esquizofrénico encontra-se difusa; enquanto o xamã mantém um controlo de longo alcance sobre o seu próprio estado de espírito, a esquizofrenia determina a perda deste controlo; e, enquanto a experiência do xamã é sempre trazida de volta à sociedade e partilhada para benefício dela, o esquizofrénico está retido no interior da sua experiência privada, quase no ponto do autismo.”&lt;br /&gt;Repito: todo o trabalho mental do xamã é simbólico: é feito de metáforas – como os sonhos. E actua na sociedade. Citando de novo Vitebsky: “Qualquer que seja o modo como as pessoas de fora considerem o estado mental do xamã, as sociedades xamânicas vêem uma continuidade entre este estado e o do paciente e da sociedade, considerados como um todo.(…) Em vez de procurarmos uma instituição designada como xamanismo, a nossa atenção deve centrar-se na figura do xamã. O xamã liga entre si áreas como a religião, a psicologia, a medicina e a teologia, que, na literatura ocidental, se encontram separadas. Através das suas experiências individuais, os meios do xamã são psicológicos, mas os fins são sociológicos, para sarar e manter a comunidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Freud dormia… instalou-se a moda da esquizofrenia: é fácil, é barato, vai-se ao livro das doenças e dos medicamentos, receita-se alguma coisa para o paciente dormir muito, e ataca-se o efeito, não a causa. Enquanto sociólogo (o que sou), não posso mais calar a minha revolta pela hipocrisia das “sociedades modernas”, que rotulam todos os “aspectos negativos” de um indivíduo como “doenças do nosso tempo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que… só são doenças porque a sociedade diz que são…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-7801735608845557202?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/7801735608845557202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=7801735608845557202&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7801735608845557202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/7801735608845557202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2007/08/enquanto-freud-dormia-moda-da.html' title='Enquanto Freud dormia: a moda da esquizofrenia'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Rrde9sXsPPI/AAAAAAAAAAU/SoOawHNlFzc/s72-c/aguarela7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-2556574099094240567</id><published>2007-08-06T17:28:00.000+01:00</published><updated>2007-08-06T17:33:16.514+01:00</updated><title type='text'>Educação: os 4 elementos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/RrdNO8XsPOI/AAAAAAAAAAM/cqI21FgQVHc/s1600-h/aguarela_cemiterio.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/RrdNO8XsPOI/AAAAAAAAAAM/cqI21FgQVHc/s320/aguarela_cemiterio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095626422512008418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, nas sociedades modernas, uma cultura livresca; onde uma biblioteca é tudo, para (quase) todos. Nada mais falso. O sistema de ensino e a aprendizagem do alfabeto, de saber ler e escrever, é apresentado como o modelo único, a base da democracia do mundo ocidental. No entanto, existem 4 elementos, que desmentem categoricamente esta versão minimalista/ economicista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos então por descrever esses 4 elementos essenciais para uma Escola verdadeiramente democrática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A teoria pedagógica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola de artes aplicadas Bauhaus influenciou gerações de artistas, estudantes e pedagogos, tendo-se tornado um verdadeiro mito, ao unir personagens geniais (entre os quais Kandinsky – o pai da arte abstracta, e Klee), e desenvolver a arquitectura e o design de interiores. Mas o mais importante na Bauhaus era a sua pedagogia anti- dogmática: os “mestres” incitavam os alunos ao pensamento criativo, a aprendizagem fora das paredes da Bauhaus, ao mesmo tempo que participavam de toda a vida interna. Os professores eram iguais aos alunos, e isso respirava-se a cada dia, fornecendo um ensino realmente colaborativo, algo que poderia inspirar o sistema educativo actual, se a ignorância não imperasse…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. O erro do alfabeto: comunicação total&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a origem autêntica da arte moderna (cubismo) não é o pós- impressionismo (via: Cézanne), mas antes a arte primitiva/ africana, a origem da linguagem não é o alfabeto e as letras (algo que é escondido da opinião pública por governantes comprometidos com interesses políticos comuns aos principais partidos dos Estados da civilização ocidental), mas o símbolo, que tem evoluído desde tempos antigos, desenvolvido por povos que os adaptavam à comunicação e à sua vida do dia- a- dia. Por muito que se deseje esconder a verdade, o esquema da evolução dos símbolos que consta do livro: “História da Linguagem”, de Júlia Kristeva, não mente… Assim, o destino do alfabeto, enquanto sistema simples de letras (entendidas como sinais de “via única de interpretação de significados lógicos”), é a forma mais poderosa de controle social/ psicológico de todo um povo: “o pensamento será o que o ensino permite”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência da cultura visual exprime e traz novos mundos simbólicos para a comunicação total, seja através da pintura abstracta, seja por instalações de arte moderna, que levam ao auto- questionamento das pessoas. A fraca cultura gráfica é um dos fortes pilares da mentira ocidental: e essa mentira parte do “berço da civilização: a educação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O pedagogo em acção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é preciso ir muito longe para encontrar um homem que, poder-se-á dizer, encarnou todas estas ideias, e que lutou de forma obstinada pelos seus princípios. Esse homem, esse nome, é um tabu. Existem várias pessoas no ensino superior que conhecem a sua obra, mas ele indicou um caminho mental tão forte, tão inadiável, tão claro, que imprime respeito e, sobretudo, medo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joseph Beuys, é o nome. Foi um artista essencial, ultrapassou várias crises psicológicas gravíssimas, de uma intensidade única, formou-se com alguns dos melhores artistas e escultores alemães, e trilhou um caminho que desembocou na visão do artista como xamã (basta lembrar a sua instalação com um coiote, nos EUA, passando pelas intermináveis palestras, com os utensílios típicos dos professores, ou a explicação de pintura a uma lebre morta, o conceito de “plástica social”, a utilização de gordura, feltro, os pianos – a música como “arma” da sensibilidade, etc). Muitos o consideraram um “soldado de assalto cultural”, e a sua pedagogia (enquanto professor de arte da Universidade de Dusseldorf) é outro tema “explosivo”: tentou leccionar para todos os alunos que quisessem aprender, e não para aqueles cuja avaliação lhes permitisse assistir às suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Praxes: a herança antropológica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As praxes são um elemento fracturante no sistema educativo. Os professores universitários não gostam, acham bárbaro e inconsequente, mas no entanto, pactuam em silêncio, de modo a conceder às associações de estudantes alguma margem de manobra nesta área, pois a adolescência reúne características psicológicas únicas, que só podem ser exorcizadas nestes eventos de histeria colectiva. As praxes são, muito simplesmente, os ritos de passagem (não assumidos enquanto tal) da adolescência ao estado adulto, ritos esses que existem em todas as sociedades, de forma mais ou menos definida, enquanto elemento fulcral na organização social: são a prova viva de que a sociedade pós- industrial, de serviços, tem uma necessidade “orgânica” de assumir esta herança das sociedades primitivas; o escape sociológico compensa alguns limites sociais colocados ao ser humano pela compartimentação extrema da sociedades modernas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-2556574099094240567?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/2556574099094240567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=2556574099094240567&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/2556574099094240567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/2556574099094240567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2007/08/educao-os-4-elementos.html' title='Educação: os 4 elementos'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/RrdNO8XsPOI/AAAAAAAAAAM/cqI21FgQVHc/s72-c/aguarela_cemiterio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-115753760655260726</id><published>2006-09-06T11:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T11:14:59.340+01:00</updated><title type='text'>Nós os Tugas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/a_alma_do_tempo1um.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/a_alma_do_tempo1um.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os Tugas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro dos defeitos portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Atravessar na diagonal as passadeiras &lt;br /&gt;(as pessoas sentem-se protegidas pela aura de legalidade da passadeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos claros: atravessar a direito nas passadeiras - ou em qualquer outro local - não dá gozo nenhum. Poderá ser: racional, consciente, de bom senso, e até o pior que tudo: legal; mas não dá gozo. Nem um bocadinho. Já atravessar na diagonal uma passadeira equivale ao traque traquina do bébé: os pais enchem-se de orgulho e as pessoas à volta elogiam e acham pilhas de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até na arte isso é assim: Mondrian é só linhas rectas, mas é chato, muito, mesmo muito chato. É preferível mil vezes Klee, ou Kandinsky. Muito mais emotivos, sonhadores, muito mais curvas do que rectas, muito mais nuances de cor, e não apenas cores primárias aplicadas a régua e esquadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos iludamos: quando se diz que A ou B fez mal em atravessar na diagonal a estrada; metade na passadeira, metade na estrada, está-se a cortar a criatividade dessa pessoa - é isso o que está em causa. Porque as linhas rectas não dão saúde a ninguém. As linhas rectas são o oposto da criatividade, seja no meio de uma qualquer estrada, ou numa pintura. Só talvez em arquitectura elas sejam preferíveis às curvas, e mesmo aí há dúvidas, como Hundertwasser e Gaudí demonstraram de forma cabal e inequívoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se critica uma pessoa dizendo: "- Olha ! Aquele descobriu agora que o caminho mais curto entre dois pontos não é uma recta!", está-se a afrontar o direito de um bêbado a encontrar o melhor caminho para casa. E, veja-se bem, o melhor caminho não é o mais curto; é, isso sim, o caminho que o espírito toldado desse pobre homem encontrar, sendo que, qualquer que seja a solução para esse problema, a criatividade foi estimulada, e não uma resposta automática de pseudo- racionalidade, pré- formatada e socialmente aceite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que as pessoas preferem passar fora da passadeira: é preferível a quebra criativa da norma do que segui-la à risca. Mesmo os polícias compreendem instintivamente este pequeno risco calculado, e quando estão fora de serviço fazem o mesmo. De facto, se é obrigatório atravessar na passadeira, ao menos que se siga um caminho na diagonal - para quebrar psicologicamente a regra, e se possível na parte final deve-se atravessar fora da passadeira, para demonstrar a discordância total com esta norma do código das estradas. A subversão das regras deverá ser a única regra: "- Sou um cidadão que paga os seus impostos, tenho Bilhete de Identidade, pago as contas ao fim do mês, mas desta forma demonstro que estou fora do sistema - o sistema é burocrático ? - então esse sistema é dos outros, eu não lhe pertenço"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, em Portugal (e talvez em todo o lado) o horror à previsibilidade. E, para evitá-la, os cidadãos tentam fazer no dia a dia pequenos gestos que sejam únicos, pessoais e intransmissíveis. Ama-se a criatividade, desde que essa seja expressa apenas em gestos pequenos e aparentemente vulgares. Ser artista ? - Demasiado especial. Não pode ser. Tem de haver algo que seja mais anónimo que isso. Ler livros sobre feitiçaria ? - Demasiado específico e até perigoso. Mais, muito mais anónimo. Mas também muito mais reconhecido socialmente. Ser maestro de uma orquestra sinfónica ? - Muito elitista. Atravessar as passadeiras na diagonal ? - É isso! Na mouche...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Capelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-115753760655260726?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/115753760655260726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=115753760655260726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/115753760655260726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/115753760655260726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2006/09/ns-os-tugas.html' title='Nós os Tugas'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-115753568073770308</id><published>2006-09-06T10:31:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T10:56:00.743+01:00</updated><title type='text'>Livro O Xamã</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/capa_o_xama_estrela_final.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/capa_o_xama_estrela_final.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpa a todos por tão longa espera no que respeita a novo post aqui no meu Blog Inducando - de facto, não existe uma razão para isso acontecer: mas tenho tantas coisas em que pensar, que vou deixando o blog para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro vai surpreender muita gente... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Magia&lt;br /&gt;- Linguística&lt;br /&gt;- Religião&lt;br /&gt;- Psicologia&lt;br /&gt;- Astronomia&lt;br /&gt;- Lobbie judaico&lt;br /&gt;- Jogos de poder&lt;br /&gt;- Conhecimentos científicos escondidos da opinião pública&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto estará em jogo, neste livro essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixem de ler, é gratuito !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e se quiserem, depois poderão encomendar um exemplar do livro impresso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço aos meus fiéis leitores(as)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ler na totalidade o meu mais recente livro - &lt;strong&gt;O Xamã&lt;/strong&gt; , no site:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lulu.com/capelo"&gt;O Xamã - Ler&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Capelo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-115753568073770308?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/115753568073770308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=115753568073770308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/115753568073770308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/115753568073770308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2006/09/livro-o-xam.html' title='Livro O Xamã'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113209601579958485</id><published>2005-11-15T23:02:00.000Z</published><updated>2005-11-15T23:09:13.710Z</updated><title type='text'>Forma de interpretação do sonho na arte</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/BACON.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/BACON.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que há contributos importantes que a Teoria Freudiana pode dar à interpretação dos sonhos, mas a interpretação dos sonhos na arte lida com materiais bem diferentes: Kandinsky e Klee tentaram decifrar alguns aspectos neste complexo assunto, mas foram demasiado teóricos e dedicaram-se quase exclusivamente a aspectos formais: linha, cor, formas geométricas,... enfim, a forma não é o conteúdo, assim como os meios não são o fim, e o fim, ou seja, a finalidade continua por explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão um homem primitivo pintava nas paredes das grutas? Para exprimir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu medo perante uma natureza que ainda não sabia nomear? (a Linguagem, sempre a Linguagem a emperrar a relação homem- natureza... já aqui!)&lt;br /&gt;- Uma forma de exorcisar as suas ideias de transcendência e receios de afrontar o divino durante a caça, ao tirar a vida a outros seres?&lt;br /&gt;- Uma forma de se eternizar perante o futuro, perante a humanidade? Um "estou aqui!"?&lt;br /&gt;- Um meio primitivo de comunicação- pela- comunicação? (o conceito da arte pela arte andava perto...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que razão o ser humano moderno continua a ter necessidade de se exprimir pelo desenho e pintura? É a pintura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Uma reprodução (ou tentativa de reprodução) da realidade?&lt;br /&gt;- Uma mentalização da visibilidade do real, ou seja, "a minha realidade, ou o que eu quero que a realidade seja"? (já nos aproximamos da arte e das ideias dos artistas mais radicais, neste conceito)&lt;br /&gt;- Um misto dos dois conceitos anteriores?&lt;br /&gt;- Ou... algo de inteiramente novo? (será possível? E como saberemos que esse tal de "completamente novo" existe realmente, sem o compararmos com o que já existe, ou seja , se não compararmos as suas características com outras orgânicamente idênticas na outra realidade, esta sim real...?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me, portanto, que os sonhos dos seres humanos na arte podem ser explicados tendo em conta estes factores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ideia original;&lt;br /&gt;- Limitações dos materiais (com que se pinta e em que suportes se pinta)&lt;br /&gt;- Caminho a que a imagem- seja originalmente abstracta ou figurativa- poderá ser conduzida pelas limitações dos materiais;&lt;br /&gt;- Ideias de contexto social, quer sobre a arte (e pintura, em particular), quer sobre todos os comportamentos/ objectos/ movimentos políticos, económicos, religiosos, etc, que influenciam a forma como se pinta;&lt;br /&gt;- E sobretudo, do conceito que o ser humano tem e faz- continuamente renovado e renovável- sobre si próprio: o homem pinta o que é, e o que sente à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo, portanto, que a Teoria Freudiana se deva instalar de-armas-e-bagagens na interpretação da arte: tal como no meu anterior livro- Arte e Sociedade, em que abordava o tema do Objectualismo e da evolução da comunicação da sociedade através de uma abordagem inovadora à Sociologia/ Semiologia/ Arte-, defendo que a arte deve desenvolver dentro de si própria os códigos que permitem interpretar-se a si mesma, tendo em conta, tal como já referi anteriormente, o contexto social e psicológico de cada um, quando faz arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de acabar esta introdução com a seguinte reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Teoria Freudiana ter verdadeira importância na interpretação do sonho na arte é necessário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Que essa pessoa a conheça&lt;br /&gt;b) Que essa pessoa esteja consciente, ao elaborar a imagem, dessa teoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Por fim, que essa pessoa lhe reconheça importância na interpretação da imagem que criou, através de uma análise posterior e minimamente objectiva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora parece-me que são demasiados ses... não acham?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113209601579958485?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113209601579958485/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113209601579958485&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113209601579958485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113209601579958485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/11/forma-de-interpretao-do-sonho-na-arte.html' title='Forma de interpretação do sonho na arte'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113163848447672672</id><published>2005-11-10T15:57:00.000Z</published><updated>2005-11-10T16:01:24.500Z</updated><title type='text'>A Farsa da Educação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/ausencia1umum.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/ausencia1umum.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os políticos o dizem, quando chegam ao poder político nacional, após anos e anos de luta pela liderança interna do partido, e muitas coisas inconfessáveis feitas pelo caminho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meus amigos, é preciso apostar na Educação!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há dezenas de anos que a ladainha é esta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhores, sabem por acaso o que é esse elevadíssimo conceito da “Educação”?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que se “Educação” fosse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Extinguir os cursos de teoria pura e dura que enviam milhares de licenciados das universidades deste país directamente para o desemprego (Sociologia, História, e muitos etceteras);&lt;br /&gt;- Apostar a sério em cursos técnicos, de saber fazer coisas reais que tenham aplicação prática;&lt;br /&gt;- Apostar com conhecimento de causa em nichos de mercado tecnológicos;&lt;br /&gt;- Desenvolver cursos superiores inteiramente dedicados à Internet e Novas Tecnologias;&lt;br /&gt;- Acabar com a promiscuidade entre os poderes políticos e o ensino superior de uma vez por todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, não é este o conceito de Educação dos políticos ! Porque este seria o verdadeiro sentido de uma educação de serviço público, e esse sentido está cada vez mais ausente, mais distante da realidade que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se não existe esta Educação- e não existe, de facto- , também não existe público para actividades culturais (logo, os artistas estão a mais neste tipo de sociedades de consumo, pois representam os valores do artesanato intelectual que se deseja erradicar), também não existe mão de obra qualificada (a mão de obra que as indústrias e serviços precisam como de pão para a boca), também não existe tecido empresarial, também não existe um espírito de excelência do qual todos falam mas poucos vêem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E andamos todos a enganar todos os outros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação é a solução para os problemas das sociedades ocidentais? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para muitos deles, é sim senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Educação dos políticos profissionais é o conceito que nos interessa desenvolver, para benefício das populações bem estar social e económico e diminuição do desemprego ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por Deus, NUNCA ! Haja alguém que os impeça !!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113163848447672672?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113163848447672672/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113163848447672672&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113163848447672672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113163848447672672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/11/farsa-da-educao.html' title='A Farsa da Educação'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113129594990039068</id><published>2005-11-06T16:48:00.000Z</published><updated>2005-11-10T14:59:45.466Z</updated><title type='text'>Perspectiva histórica da Arte Moderna</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/cabecahomemfonte.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/cabecahomemfonte.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, convém frisar que, historicamente (nem sempre esta classificação temporal é a mais adequada ou sequer a mais criativa, mas serve nesta caso para nos situarmos), a Arte Moderna tem o seu início “oficial” em Pablo Picasso, mais concretamente na sua magnífica obra Les Demoiselles D´Avignon.&lt;br /&gt;O tema das prostitutas é um tema provocador para a sociedade burguesa (que finge não existirem, mas que no entanto necessita delas para o seu equilíbrio), mas não é inovador (lembremo-nos do célebre Toulouse- Lautrec, por exemplo).&lt;br /&gt;Esta tela reúne importantes influências e permitiu grandes avanços, os mais importantes na mentalidade dos próprios artistas, dando-lhes “asas” para a libertação criativa.&lt;br /&gt;Ao nível das influências, ela transmite de forma explosiva e explícita a força ancestral da Arte Africana (e não tanto a herança pictórica do Impressionismo, via Cézanne, como se tem feito crer de forma abusiva em quase todos os livros de História da Arte); ao nível das inovações na arte, o que as Demoiselles permitiram foi algo de absolutamente revolucionário, de facto: uma obra- dentro- da- obra (natureza morta com alguns frutos), várias mulheres, cujos rostos estão de frente e os narizes... de perfil (!), e que exibem deformações formais nos seus corpos, realizadas com mão de mestre, e não como resultado de um acesso momentâneo de loucura (a mão- “garfo”, pernas que desaparecem, ângulos rectos em vez de curvos, etc).&lt;br /&gt;Ora, esta obra “aconteceu” em 1907, aproximadamente, tendo ficado escondida do olhar do mundo durante vários anos.&lt;br /&gt;Quando se tornou visível, não deixaria “pedra sobre pedra” ; não só ela tem estas características completamente únicas, mas também iniciou o Cubismo (uma outra “Revolução”...), como que anunciando a entrada das novas tecnologias na arte, ao impôr uma visão fragmentada da realidade, hoje tão comum em meios como o cinema e os video- clips de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas outras obras de arte reclamam também para si o estatuto de revolucionárias.&lt;br /&gt;Uma delas é a vida e o trabalho de longo fôlego de um dos grandes Génios do Século XX, um génio imerso em infinita poesia: Wassily Kandinsky.&lt;br /&gt;A outra é “A Fonte”, de Marcel Duchamp, ele igualmente uma personalidade visionária, apesar da sua atitude mental dúbia perante as “burocracias” do dia a dia e até talvez da arte enquanto paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kandinsky é o “pai” da Arte Abstracta, um dos movimentos artísticos mais abrangentes do século, tendo desenvolvido um laborioso processo de depuração teórica extremamente interiorizada que o levou a obras tão essenciais como “Ponto e Linha sobre o Plano”, ou “Do Espiritual na Arte”. Participou também nessa verdadeira Escola da Democracia que foi a Bauhaus, onde leccionaram nomes tão importantes quanto os de Klee, Gropius, Moholy- Nagy, Escola tão decisiva e democrática que o próprio Adolf Hitler chamou a si a tarefa de encerrá-la e, noutro prisma, de perseguir as tendências mais avançadas da Arte de Vanguarda da altura através das Exposições de Arte Degenerada, algo que ainda hoje é negligenciado e abafado, enquanto autêntica “cartilha” ideológica do Regime Nacional- Socialista, que tão poucas saudades deixou...&lt;br /&gt;Kandinsky, como mago da cor que foi, desenvolveu as bases estruturais de um movimento de uma arte liberta dos constrangimentos realistas, da “realidade visível” (o que já estava a ser posto em causa pelo aparecimento da fotografia, de facto), ou seja, ele ansiava ardentemente por uma arte que tivesse a sua origem- e desenvolvimento- naquilo a que ele apelidava de Necessidade Interior, conceito fundamental que exprime de forma excepcional todo um conjunto de emoções intemporais típicas do temperamento dos grandes artistas.&lt;br /&gt;As suas pinturas dividem-se em Improvisações e Composições (ele considerava umas meros esboços, e as outras obras mais maduras, um processo de classificação tão metódico quanto o de Paul Klee, por exemplo), e exibem uma tal pujança poética que elevaram a arte abstracta a um nível de evidente revelação profética das forças profundas da natureza.&lt;br /&gt;É um dos grandes heróis da arte moderna, um mestre de uma pureza e sabedoria genuínas, cujo olhar exprime uma sensibilidade fascinante.&lt;br /&gt;No fim da vida os “críticos de arte” daquela época ainda o acusavam de depender de drogas para criar, pois não aceitavam que tal genialidade absoluta pudesse existir, nem compreendiam a mensagem contida nas suas pinturas, que para essas pessoas – de quem não rezará a História, e ainda bem- eram tão estranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Marcel Duchamp, esta personagem solitária, misteriosa e singular foi considerada pelo “pai” do Surrealismo, André Breton,  “o homem mais inteligente do Século XX”. Francamente, não discordo desta opinião, tendo em conta à partida uma determinada definição de inteligência, própria de “reinos” mais elevados, mais intelectualizados, de entender a arte.&lt;br /&gt;A sua arte é, pode dizer-se com propriedade, uma arte- como- ideia, e não uma arte- visível- pelo- objecto- que- a- exprime.&lt;br /&gt;É uma arte que se passa inteiramente no cérebro, nas camadas mais sublimes e escondidas da memória e do intelecto, feita de referências literárias, de jogos de palavras não raras vezes infantis e até obscenos, que desconcertam todos os que a vêem e divertem o próprio artista.&lt;br /&gt;Não admira, por isso, que ele seja considerado o iniciador da Arte Conceptual, sendo que este movimento é, na minha opinião, o mais importante impulso criativo dado às Artes no seu todo na segunda metade do Século XX, uma vez que a sua influência se estendeu de forma inimaginável, tendo excedido largamente as expectativas dos seus próprios “criadores temporais”.&lt;br /&gt;“A Fonte” é, como o seu criador, uma das obras mais enigmáticas de toda a História da Arte, um verdadeiro marco, que ultrapassa barreiras mentais, provocando ira, estupefacção, incredulidade; para uns trata-se de uma provocação dadaísta, um insulto ao bom gosto, enquanto que para os entendidos é uma porta aberta para o fascinante mundo dos jogos mentais que a arte sempre proporcionou. &lt;br /&gt;Assim, o que espanta nesta obra não é o que ela é: é antes o que ela pode vir a ser, na interpretação do espectador: a aventura de entendê-la é ainda hoje um mistério, e todas as pessoas tendem a ter a sua própria opinião sobre o que “A Fonte” significa.&lt;br /&gt;Mas... o que é “A Fonte”?&lt;br /&gt;Pois bem: A Fonte não é uma fonte, é... um urinol (!). Mas, também não é um urinol no sentido tradicional, pois está virado ao contrário/ de pernas para o ar.&lt;br /&gt;Lembremo-nos de que esta obra foi rechaçada pelo júri de um concurso de arte (júri esse do qual Duchamp fazia parte...), que a considerou uma óbvia provocação, tendo impedido a sua exibição ao público, pelo que Duchamp entrou em rota de colisão com alguns organizadores desse evento e decidiu que nunca mais participaria em concursos.&lt;br /&gt;Desde já aparece aqui um dos níveis possíveis de interpretação, o do nosso código linguístico, entendido enquanto sistema de significação: o que Duchamp faz é uma afirmação que contém uma negação:  Não Urinol= Fonte; Fonte= Negação de Urinol. Ou, talvez: “Um urinol poderá ser uma Fonte se o virar ao contrário”.&lt;br /&gt;Mas, ele quer ir muito mais longe com esta obra: a fonte distorce o significado que normalmente atribuímos à arte, como algo de simultâneamente belo e intemporal.&lt;br /&gt;Ora, o que pode ser mais feio e “conjuntural” do que um... urinol !?&lt;br /&gt;Desta forma, a função dos objectos e a sua classificação na nossa sociedade (os objectos que são belos e os objectos que são “práticos”) são completa e estruturalmente postos em causa.&lt;br /&gt;Trata-se, é claro, de gozar, de brincar com o sentido comum da arte, entendido como algo que é imediatamente apreendido pelo espectador, de utilizar todos os recursos Semióticos, que habitam as raízes da Comunicação.&lt;br /&gt;O alcance desta peça de artesanato intelectual único ainda hoje é desconhecido, e influenciou inúmeros artistas ao longo de várias gerações; encontramo-nos perante um verdadeiro enigma da História mental humana.&lt;br /&gt;Não é por acaso que este artista escreveu um livro sobre um problema do jogo de xadrez quase impossível de acontecer: esta é uma mente tão discretamente excêntrica quanto genial, o que volta a provar mais uma vez- se tal fosse preciso- que a capacidade artística reside mais na atitude aparentemente irresponsável do que na pseudo- seriedade que se quer fazer passar por adulta, a qualquer custo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113129594990039068?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113129594990039068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113129594990039068&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113129594990039068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113129594990039068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/11/perspectiva-histrica-da-arte-moderna.html' title='Perspectiva histórica da Arte Moderna'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113104564301968118</id><published>2005-11-03T19:17:00.000Z</published><updated>2005-11-03T19:20:43.040Z</updated><title type='text'>A um Deus desconhecido</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/D25cd1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/D25cd1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos um Deus que não existisse, pelo menos em forma reconhecida pelos seres humanos. E que só se revelasse através da Natureza, plenamente vivida: Deus Água, Deus Sol, Deus Chuva, Deus Trovão, Deus Terra, Deus Fogo...&lt;br /&gt;Imaginemos uma forma tão antiga de religiosidade, que nem o Cristianismo, nem o Corão, nem sequer o Budismo lhe pudessem fazer frente, pois que derivassem todas dela...&lt;br /&gt;Essa religião existe, não é preciso imaginá-la... trata-se do Xamanismo, do Animismo, e é a forma religiosa historicamente mais antiga de todas, a que simultaneamente exprime a versão arcaica de todas as religiões subsequentes (ou seja, a origem de todas elas) e é a raiz do pensamento primitivo (que alguns antropólogos teimam em citar nos seus estudos tão profundos quanto esquecidos).&lt;br /&gt;O Xamanismo existe - sob formas rudimentares - em algumas tribos africanas e sul- americanas (pelo menos), mas, se aplicado directamente às sociedades burguesas ocidentais, produziria algo de inimaginável, e concerteza muito mais poderoso do que um dos seus subprodutos conseguiu em dois mil anos - o Cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos, portanto, uma religião sem Deuses palpáveis, nos quais se venerasse a Natureza directamente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Deus que fosse Deus sem o saber.,&lt;br /&gt;E que esse Deus a um destino de não o ser se desse...&lt;br /&gt;Esse seria meu Deus menino.,&lt;br /&gt;Esse seria teu Deus, mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só o Xamanismo nos é útil, a nós, ocidentais, como é, sem dúvida, essencial, nestes dias de tão grande velocidade e voragem do tempo, mas também de tão pouca sabedoria histórica e memória emocional colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para não falar no Terrorismo: daria um grande jeito ter uma forma religiosa que desse luta ao Corão... e o Cristianismo não está, pura e simplesmente, à altura desse embate civilizacional.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113104564301968118?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113104564301968118/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113104564301968118&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113104564301968118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113104564301968118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/11/um-deus-desconhecido.html' title='A um Deus desconhecido'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113087746409971467</id><published>2005-11-01T20:34:00.000Z</published><updated>2005-11-01T20:37:44.113Z</updated><title type='text'>De Miles Davis a Ben Ladin</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/burroughs_em_cela1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/burroughs_em_cela1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Miles Davis lançou Kind of Blue, talvez não esperasse vê-lo transformar-se, ao longo dos anos, no álbum mais influente do Jazz Moderno. Davis pertence a uma tradição de um Século de Jazzmen de grande qualidade, começando em Louis Armstrong, passando por Duke Ellington, pelo grande Charlie Parker, Thelonious Monk, Oscar Peterson e finalmente o mais místico e sublime de todos, John Coltrane. Miles, como genial trompetista que foi, criou um som totalmente inovador e, pelo caminho, desceu à realidade, à natureza e arrasou os floreados formais de um Bebop já algo cansado (que tinha sido criado por Bird e Dizzie Gillespie). Através da melodia mais simples, do sopro mais puro, do ritmo mais pausado que se possa imaginar: ali, não havia rasto dos excessos de drogas de um Parker, ou dos excessos rítmicos e quebras bruscas do Free Jazz de um Ornette Coleman.&lt;br /&gt;No entanto, ritmo pausado não quer dizer desatenção, perda do sentido da realidade (que era, e é, vibrante de vida e... de morte); é exactamente o contrário - o ritmo trepidante da vida americana produziu uma nova respiração, calma, plena de sabedoria, neste mestre do Jazz.&lt;br /&gt;Tal como Miles, também Bin Laden é filho de uma longa tradição de profetas- guerreiros (de vários séculos e não apenas de um século...), que se baseia na sabedoria profunda do sentir do Povo Árabe. Aos 23 anos sentiu a sua revelação, e aos 33 anos regressou ao País que o viu nascer. Trata-se claramente de um Profeta com uma missão. É um Profeta da destruição. Certa vez, em Jalalabad, convocou dois grupos de 3 homens para defenderem as portas da cidade: todos eles, ao final do dia, tinham morrido... Este ser humano não vacila perante a morte, e contam-se histórias impressionantes sobre a sua frieza em pleno campo de batalha. Discordo dos meios utilizados, mas a eficácia sobre os poderes adormecidos das sociedades contemporâneas é indesmentível.&lt;br /&gt;É penoso ver o ridículo em que caem os líderes políticos ocidentais que, esses sim, não representam absolutamente nada em termos de valores espirituais profundos das populações que proclamam defender. Todos os dias, de facto, dizem aos altos berros, em plena arena da comunicação social, que irão combater o terrorismo. Acontece que o terrorismo só se combate diagnosticando sociologicamente as suas causas e actuando directamente sobre as mesmas, e não enviando os bombeiros e ambulâncias tratar das consequências.&lt;br /&gt;A comunicação social, por sua vez, tem desempenhado um papel ignóbil: ao mesmo tempo que se tornou o verdadeiro primeiro poder em todo o mundo ocidental, é a primeira a ridicularizar os líderes político- religiosos árabes, fomentando o ódio inter- civilizações que é totalmente desaconselhável, sobretudo nos dias que correm.&lt;br /&gt;Tal como Miles Davis, também Laden é um homem de grande profundidade espiritual; tal como Miles, também ele improvisa, utilizando meios tão destrutivos como criativos (Miles utilizava drogas e um trompete, Laden utiliza bombas e fica à espera que a hipocrisia política ocidental faça o resto do trabalho por si).&lt;br /&gt;A questão não é a de saber como se vai matar este homem, pois muitos outros se seguirão, após este exemplo de contra- poder aos americanos dado de forma tão clara; a questão é a de saber se os americanos e os israelitas esperavam ou não este ataque maciço, após terem violado consciente e constantemente todas as resoluções possíveis e imaginárias das Nações Unidas durante décadas e décadas. &lt;br /&gt;A questão também se coloca em relação aos seus aliados europeus, que, cegos pela aparente bondade do Plano Marshall do Pós II Guerra Mundial, julgaram ser possível virar as costas ao seu próprio passado, à sua própria memória e história, prestando vassalagem a um País que já usou a bomba atómica em cidades indefesas por duas vezes, provocando uma carnificina indescritível de centenas de milhares de vidas com uma indiferença e aparente normalidade impressionantes, até para as habitualmente abúlicas sensibilidades ocidentais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de terminar dizendo o seguinte: &lt;br /&gt;Num jogo mental- que é o que Bin Laden está a fazer com o mundo ocidental- utiliza-se o melhor jogador desse jogo, e nunca, mas nunca, se envia um sniper para assassinar o outro jogador, pois isso revela medo, medo de que o jogador oponente seja melhor, mais sabedor, e possa ganhar o jogo seguindo as regras desse jogo. Trata-se de um jogo com regras relativamente novas, sem dúvida, mas isso não justifica a falta de cultura dos americanos e o seu comportamento de elefante- em- plena- loja- de- porcelanas.&lt;br /&gt;Matar não nos vai fazer entender a causa do problema: é a saída mais rápida a um nível puramente conjuntural, mas não é a melhor saída. Para um problema como o terrorismo utiliza-se uma estratégia, e não uma mera táctica. Este é um do ensinamentos militares básicos que os américas teimam em não compreender, infelizmente, para todos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113087746409971467?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113087746409971467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113087746409971467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113087746409971467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113087746409971467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/11/de-miles-davis-ben-ladin.html' title='De Miles Davis a Ben Ladin'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-113052089738088858</id><published>2005-10-28T18:30:00.000+01:00</published><updated>2005-10-28T18:47:50.796+01:00</updated><title type='text'>Carta Aberta ao Ministro da Educação</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/rapazes_mineiros1.0.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/rapazes_mineiros1.0.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os meus piores inimigos sempre foram os maus professores" (Pablo Picasso)&lt;br /&gt;"A sabedoria sempre esteve mais perto da pobreza de espírito do que das sumidades intelectuais" (Antoni Tàpies)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Ministro da Educação, diga-me (se souber ou quiser): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- Porque é que, quando um partido político chega ao poder, em termos de educação, só pensa em fazer uma coisa: uma nova reforma educativa nos ensinos básico e secundário?! Mais uma! (coisa pouca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Porque é que o Sr Ministro pensa que é uma espécie de Sociólogo do gosto popular, ao interpretar de forma tão autoritária e politicamente óbvia os dados estatísticos das Provas Aferidas (as quais, na Escola Básica onde trabalho, coordenei em termos informáticos), insultando de uma assentada o PS e também a opinião pública portuguesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- Porque é que nenhum governo pensa um segundo que seja na remodelação de alto a baixo no Ensino Superior, esse verdadeiro cancro anti- pedagógico que mina o bem estar moral, emocional e intelectual de todas as gerações pós 25 de Abril (pelo menos...)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe o que dizia Sir Humphrey, na célebre série "Sim, Sr Ministro"? - Que a característica máxima dos Ministros é não saberem fazer nada, não são peritos em coisa nenhuma, e por isso chegam aonde chegam em termos de cargos políticos (uma espécie de Princípio da Incompetência, ou Princípio de Peter- este princípio é ensinado nas mesmas Universidades cuja anti- pedagogia primária o Sr Ministro e os outros Políticos que lá "ensinam" se recusam a enfrentar, por serem eles os pedagogicamente incompetentes, e não os ensinos anteriores que eles acusam de todos os males).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe-me dizer-lhe algumas coisas sobre esse célebre e genial ensino que se pratica nas Universidades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- As Associações de Estudantes ajudam (e de que maneira!) os alunos finalistas a abusar dos(as) caloiros(as) nas praxes, com a complacência comprometida dos Srs Reitores e companhia limitada;&lt;br /&gt;O que pensa fazer o Ministro da Educação a este respeito? - Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Os "professores" universitários não sabem, não podem (porque não sabem), nem querem (isto sim já é uma característica inata da classe política) ENSINAR- desejam apenas uma ocupação que não lhes consuma muito tempo e que lhes dê mais 150 contos ao fim do Mês;&lt;br /&gt;O que pretende fazer o senhor Ministro a esse respeito? - Nada, muito provavelmente os seus assessores disseram-lhe que tudo ia bem nas Universidades, para quê mudar o que está muito bem e se recomenda... não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O ritmo diabólico dos primeiros dois anos de Universidade leva os alunos a tomar drogas (umas que são apenas suplementos cerebrais, outras são mesmo drogas como a cocaína e por aí adiante) para poderem aguentar o ritmo alucinante de cadeirões sem qualquer organização a nível de matérias dadas e exames e contra- exames- UM FACTO, SENHOR MINISTRO, e nem a sua boa- vontade política o poderá desmentir;&lt;br /&gt;O que pretende o Senhor Ministro fazer quanto a isto? - Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor Ministro e outros futuros Ministros (sem pasta ainda, que pululam nas nossas Universidades a seu bel- prazer) dizem que o problema do Ensino são os níveis Básico e Secundário da Educação- TÊM PROVAS, OU É A SUA VOCAÇÃO RECENTEMENTE DESCOBERTA DE SOCIÓLOGO DO GOSTO POPULAR QUE O DIZ, com o discreto apoio do seu governo de "extrema-direita"?&lt;br /&gt;Gostaria ainda de lhe dizer o seguinte, a si, aos seus assessores, aos políticos que fingem ensinar nas Universidades do nosso País, e a todas as aves de rapina conjunturais que todos os sistemas políticos e económicos tendem a criar, mais tarde ou mais cedo:&lt;br /&gt;Aceite um cordial abraço deste cidadão, e vá pensando em fazer alguma coisa a sério pelo Ensino. Já é tempo, acredite! &lt;br /&gt;Passeie, visite o Liceu de Oeiras para começar: lá, entre outros sítios, ENSINA-SE MESMO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de lhe dedicar um poema meu, que lhe assenta na perfeição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste de Mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste de mim, que...&lt;br /&gt;De me ser, vivendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim vou existindo...&lt;br /&gt;Sem estar sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei vai Nu! Aplausos para o Ministro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-113052089738088858?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/113052089738088858/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=113052089738088858&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113052089738088858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/113052089738088858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/carta-aberta-ao-ministro-da-educao.html' title='Carta Aberta ao Ministro da Educação'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112914562819319547</id><published>2005-10-12T20:28:00.000+01:00</published><updated>2005-10-12T20:33:48.200+01:00</updated><title type='text'>Andy Warhol e Marshall McLuhan</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/Cinna_EyesClosed_Luangraal11.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/Cinna_EyesClosed_Luangraal11.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andy Warhol é o Pai de todos os embustes artísticos do Século XX.&lt;br /&gt;Desde a ideia de banalização da arte (ou seja, da sua falsa democratização, atribuindo a toda a gente talento natural para fazê-la com sabedoria, sentido estético e histórico), passando pela deturpação dos ready- made de um Duchamp que nunca se deu ao trabalho de desmistificar o que quer que fosse, até à inspiração de todos os Big- Brothers, de todas as revistas cor- de- rosa possíveis e imaginárias (os tais 15 minutos de fama para todo o gato- pingado deste mundo e arredores...), o trabalho de Warhol é a tentativa de transformar a realidade mais chã e desinteressante em coisa que valha a pena comprar.&lt;br /&gt;Além da fraca produção artística de Warhol, também a forma como subiu no mundo da arte nova- iorquino não está isento de dúbios favores do submundo Gay que ele tão bem conhecia, algo que tem feito escola no mundo da arte e da política.&lt;br /&gt;Se Warhol é um profeta da arte, é- o apenas da sua banalização, pois que transformou a Galeria de arte num gigantesco supermercado de coisa nenhuma.&lt;br /&gt;A arte tem de provir da Necessidade Interior - ensinamento de Wassily Kandinsky (criador oficial da Arte Abstracta ocidental); ora, este ensinamento está totalmente em contradição com a mensagem publicitária e panfletária de um Warhol obcecado por dinheiro.&lt;br /&gt;Aquilo que em Duchamp é mental, em Warhol é ostentação; aquilo que em Kandinsky é interior, em Warhol é exteriorizável; aquilo que em Bacon é contenção, em Warhol é espectáculo, vaidade.&lt;br /&gt;Existe um homem sábio, um verdadeiro intelectual da nova era dos Mass Media.&lt;br /&gt;Esse homem chama-se Marshall MacLuhan e, apesar de pouco citado, a sua excepcionalmente lúcida análise é- nos essencial para compreendermos, tanto o poder dos meios de comunicação social nas sociedades burguesas ocidentais (sociedades de serviços e de novas tecnologias, pós Revolução Industrial), como a perniciosa contribuição de Warhol para o mundo da arte da segunda metade do Século XX.&lt;br /&gt;Questionar os falsos mitos do Pós- Guerra significa mantermos a perspectiva histórica e a sensatez. E MacLuhan é muito mais sensato do que Warhol foi. &lt;br /&gt;Sensato e honesto, intelectualmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112914562819319547?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112914562819319547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112914562819319547&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112914562819319547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112914562819319547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/andy-warhol-e-marshall-mcluhan.html' title='Andy Warhol e Marshall McLuhan'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112905531805604274</id><published>2005-10-11T19:26:00.000+01:00</published><updated>2005-10-11T19:28:38.063+01:00</updated><title type='text'>Vida Mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/modelo_masculino11.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/modelo_masculino11.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida em mim habita seu desgosto...&lt;br /&gt;Presa por um fio, o de seu tempo decorrido.&lt;br /&gt;Que, por ser serva de meu próprio rio sem rosto...&lt;br /&gt;Em amanhã morreu, por nunca ter vivido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112905531805604274?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112905531805604274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112905531805604274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112905531805604274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112905531805604274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/vida-mim.html' title='Vida Mim'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112897001250073701</id><published>2005-10-10T19:42:00.000+01:00</published><updated>2005-10-10T19:46:52.506+01:00</updated><title type='text'>O Tempo do Tempo de cada génio</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/avril_lavigne.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/avril_lavigne.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Van Gogh, na sua infinita bondade e saudade de um passado que nunca foi verdadeiramente vivido, quis unir a sua torrencial demência criativa a outro génio de igual estirpe- Gauguin, algo de terrível aconteceu.&lt;br /&gt;De génios e de loucos todos temos um pouco.&lt;br /&gt;Van Gogh e Gauguin tinham muito, e não pouco, quer de génio, quer de algo que se confunde através dos tempos com a loucura mas que se torna, com o desvanecer da névoa da mortalidade e sobretudo da eterna inveja tão tipicamente humana, em autêntica mestria psicológica.&lt;br /&gt;Os críticos de arte- sempre ignorantes das reais razões que movem os artistas- trataram logo de culpar Gauguin pelo suicídio e extrema debilidade mental a que Van Gogh chegou.&lt;br /&gt;Será isto sério? &lt;br /&gt;Será isto a verdade do que se passou?&lt;br /&gt;Na hoje mítica e ridiculamente endeusada "casa amarela", um ser com uma alma do tamanho do mundo mudou a história da pintura, da arte, entrou pelo Impressionismo adentro e transformou-o em Expressionismo, arrastando consigo um turbilhão de emoções descontínuas e de intensidade que qualquer humano desconhecia e desconhece, até hoje, seja esse humano o Zé da esquina ou o Excelentíssimo Sr. Dr. António Damásio (pelo qual nutro enorme respeito, aliás).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada génio tem o seu próprio Tempo de sentir, de existir, de sofrer, amar e morrer.&lt;br /&gt;Gauguin tinha o seu, e não deixou nunca que Van Gogh pudesse intervir nessa área.&lt;br /&gt;Será correcto, justo, criticar, atacar Gauguin, agora?&lt;br /&gt;Cada um tem o seu Tempo.&lt;br /&gt;E será a Natureza, e as suas forças abstractas- e não Deus, como muitos afirmam, a decidir o que foi justo, nesta vida que se esvai como areia por entre os dedos.&lt;br /&gt;A Arte, essa, nunca morre.&lt;br /&gt;Mesmo que nunca tenha existido, mesmo que apenas assista ao que ainda não é nascido.&lt;br /&gt;Amo Van Gogh porque ele me amou também.&lt;br /&gt;E respeito Gauguin, pois ele amou as trevas e as forças obscuras, de que o mundo é feito.&lt;br /&gt;Seja feita (alguma) justiça através destas poucas palavras a dois monstros sagrados da pintura, da arte, da vida e da morte.&lt;br /&gt;Tenho dito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112897001250073701?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112897001250073701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112897001250073701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112897001250073701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112897001250073701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/o-tempo-do-tempo-de-cada-gnio.html' title='O Tempo do Tempo de cada génio'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112888930886451355</id><published>2005-10-09T21:15:00.000+01:00</published><updated>2005-10-09T21:21:48.870+01:00</updated><title type='text'>A Arte CONTRA a Estética</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/asfacesdetapies1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/asfacesdetapies1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Antoni Tàpies quem o disse:  “A Arte contra a Estética”; um livro da autoria do mago da arte Catalão, que veio reavivar o debate, e colocar em rota de colisão estes dois conceitos que muitos juravam inseparáveis.&lt;br /&gt;Terá razão Tàpies?&lt;br /&gt;Bom, a História da Arte diz-nos que TODOS os artistas, sem excepção, têm razão antes do tempo…&lt;br /&gt;Discutamos então a obra e o pensamento deste Mestre incontestável (embora polémico) da segunda metade do Século XX.&lt;br /&gt;Tàpies defende com unhas e dentes uma visão em profundidade do que deve ser a arte, e esta visão, ligada ao primitivismo, à pintura matérica, ao informalismo europeu, tornou-se tão “violentamente” abstracta que afronta os conceitos tradicionais da “estética”, como se estes fossem verdadeiros “alvos a abater”.&lt;br /&gt;A arte contra a estética faz, então, todo o sentido.&lt;br /&gt;Após o futurismo e o dadaísmo, após o expressionismo abstracto e a arte pobre, após esse erro histórico e artístico chamado Arte Pop, Tàpies volta a lançar os dados e a atirar-nos de encontro à realidade mais simples das coisas, não evitando a polémica: arte não é estética; mais, arte é algo que contém valores intrinsecamente anti- estéticos !&lt;br /&gt;Para quem julga que Mozart é superior a Beethoven porque tem uma orquestra mais afinadinha, Tàpies esclarece: a técnica não significa NADA, na arte.&lt;br /&gt;Para quem diz que a arte clássica é superior à arte moderna, Tàpies responde: são conceitos diferentes.&lt;br /&gt;A cultura versus a contra- cultura…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou à vontade para falar da obra deste génio universal, pois durante demasiados anos não a compreendi; e foram precisos muitos meses de aproximação desconfiada e, logo após, de estudo interior atento, para conseguir penetrar no mistério da sua excepcionalmente ambígua e simbólica pintura.&lt;br /&gt;Para apreciar Tàpies é necessário colocarmos o nosso coração apto à escuta de novas emoções, sentir tudo de novo através, tanto da meditação, como da concentração; é uma experiência humana de características mentais únicas.&lt;br /&gt;Cada nova pintura do mestre é uma lição. Uma lição de um mestre da arte, de um mestre- do- budismo- zen- não- “encartado”, de um mestre do pensamento, de um mestre, afinal, da VIDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua postura frontal, politicamente incorrectíssima, artisticamente provocadora (para o sistema económico indefensável criado pelas galerias de arte moderna) é- nos hoje essencial para uma compreensão cabal do que é um Ser Humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tàpies, mestre da vida, do andar, da respiração, tem ainda todo o mundo para conquistar, sonhando de novo o Tempo, em seu olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112888930886451355?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112888930886451355/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112888930886451355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112888930886451355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112888930886451355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/arte-contra-esttica.html' title='A Arte CONTRA a Estética'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112870175593847332</id><published>2005-10-07T17:11:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T17:15:55.940+01:00</updated><title type='text'>Porque razão Stephen Hawking se engana e NOS engana ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/aguaepredioemruinas1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/aguaepredioemruinas1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É hoje óbvio o paralelismo entre a explicação dos cientistas das ciências “exactas” sobre o Universo e a explicação religiosa de matriz cristã, e seus mitos fundadores com origem em outras civilizações e até religiões.&lt;br /&gt;Todas estas explicações falam de um início (big bang para a ciência, criação do mundo para a religião) e um fim (big crunch para a ciência e fim do mundo para a religião).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, este paralelismo torna aparentemente estável a coerência entre a perspectiva religiosa e a explicação científica, e isso é precioso, extremamente útil para manter a coesão social e a esperança das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem este facto a propósito de uma ideia que está na base de todo o conhecimento “científico”: a ideia da expansão do espaço após o tal big bang.&lt;br /&gt;Stephen Hawking parece não ter dúvidas quanto a esta situação, que aparenta ser de uma lógica inquebrantável…&lt;br /&gt;Mas, se analisarmos de forma mais profunda as próprias bases das ciências “exactas”, poderemos ter uma visão mais completa e de contornos mais definidos do que são os fundamentos para as teorias, e de como esses fundamentos são apenas fugazes réstias da emoção humana perante o eterno desconhecido: a vastidão do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o Tempo? O que é o espaço? O que é a energia e como se mede esta força?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderá um elo minúsculo (ser humano e planeta Terra) alguma vez obter as “chaves” deste mistério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece tudo tão certo na matemática, nas leis do mundo físico, e até na física quântica, que o mais certo é, de facto, os princípios fundamentais estarem errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos, portanto, que há uma falha na “lógica do sistema de pensamento” ocidental.&lt;br /&gt;Digamos que todas as fórmulas são o fruto de especulações teóricas abstractas, sem conexão directa à “verdadeira realidade”.&lt;br /&gt;Digamos que as medidas que julgávamos absolutas (espaço, energia, etc) são apenas relativas, pois variam na mesma proporção apenas e só no nosso contexto visível.&lt;br /&gt;Digamos que o espaço apenas se expandiu nessas teorias, porque parece lógico ao ser humano que isso assim seja, na sua visão sempre relativa e conjuntural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será o átomo estruturalmente idêntico ao sistema solar?&lt;br /&gt;Poderão ser os planetas apenas electrões, com órbitas à volta de um núcleo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos o que não sabemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A física quântica explica as propriedades das partículas mais ínfimas da matéria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As leis do mundo físico explicam a realidade à nossa dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Santo Graal” das ciências exactas será a união destas duas vertentes científicas (segundo os especialistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se esses mesmos especialistas continuarem a dizer que o espaço se expandiu, pouco haverá a descobrir… e o mistério continuará, sem que haja grandes avanços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos que a realidade que vemos apenas é grande para nós, seres humanos que, medindo-a à nossa minúscula escala, nos parece imensamente grande, absurdo, ameaçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São preferíveis, sobretudo em Ciência, as fórmulas pedagógicas às fórmulas absolutamente exactas. E são preferíveis porque seria excelente a transmissão dos segredos do Universo ao maior número de pessoas, para que o manto de silêncio patológico – ou seja, o medo – não triunfe sobre a vontade das populações em saber os dados científicos que aparentemente estão guardados pelos “especialistas”, qual segredo inviolável que não se deseja revelar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “espírito da ciência” não é nem foi nem será abastardado pela transmissão generalizada do saber às populações; esse espírito científico foi e é traído pelo poder político, como foi o caso da utilização completamente abusiva das bombas atómicas em Nagazaki e Hiroxima contra a vontade expressa da comunidade científica da altura…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe também uma indefinição muito útil em termos políticos em volta da quantificação da energia dos buracos negros- num futuro próximo se compreenderá melhor esta afirmação.&lt;br /&gt;E existe uma negação do ocidente, uma negação quase infantil, a tudo o que não seja directamente mensurável, ou seja, tudo o que não seja facilmente convertido pela tecnologia em arma…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112870175593847332?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112870175593847332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112870175593847332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112870175593847332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112870175593847332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/porque-razo-stephen-hawking-se-engana.html' title='Porque razão Stephen Hawking se engana e NOS engana ?'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17584306.post-112869992244720304</id><published>2005-10-07T16:39:00.000+01:00</published><updated>2005-10-07T16:45:22.453+01:00</updated><title type='text'>Bem Vindos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/1600/a_fronteira_da_consciencia1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/731/1698/320/a_fronteira_da_consciencia1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sejam Bem Vindos ao meu Blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui irei colocar imagens da minha Arte e artigos sobre Ciência, Arte e Sociedade, de minha autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevam-me um email se quiserem, gosto sempre de ouvir a vossa opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Capelo - Artista Plástico e Gráfico, Poeta, Escritor, Webdesigner.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17584306-112869992244720304?l=inducando.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://inducando.blogspot.com/feeds/112869992244720304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17584306&amp;postID=112869992244720304&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112869992244720304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17584306/posts/default/112869992244720304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://inducando.blogspot.com/2005/10/bem-vindos.html' title='Bem Vindos'/><author><name>Francisco Capelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09882822799558278614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://3.bp.blogspot.com/_nzsbYEsCJGo/Sr-i85dypmI/AAAAAAAAABY/SWwl10DtUaY/S220/francisco_slm.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
